Professores estaduais terão uma nova reunião com o governador Wilson Martins e o secretario Átila Lira neste sábado, 05. O encontro era para acontecer ainda na noite dessa sexta, mas foi adiado devido a compromissos de agenda do governador, que estava em municípios do interior. A expectativa é que ainda nesta negociação a greve possa ser encerrada e os professores tenham um reajuste.

 

Ainda nesta sexta, professores continuaram acampados ao lado do Palácio de Karnak. Segundo o secretário Átila, em entrevistas nas redes de televisão de Teresina, a greve está perto do fim. O movimento já paralisou as atividades das escolas por mais de dois meses. Professores querem o pagamento do piso com reajuste de 22% linear para todas as categorias. A Assembléia Legislativa aprovou o projeto do governador Wilson Martins que incorpora a regência ao salário, fato que causou revolta na classe dicente.


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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Haroldo Oliveira Rehem, determinou através de portaria que os cartórios eleitorais em todo o Estado do Piauí funcionem neste sábado, 05 e domingo, 06, das 8:00 às 14:00h.


Já nos dias 7, 8 e 9 de maio, os cartórios eleitorais funcionarão das 8:00 às 18:00h, sem interrupção. A medida visa agilizar os trabalhos de atendimento ao eleitor e futuro eleitor, tendo em vista o encerramento do prazo para inscrição, transferência e revisão eleitorais que encerra na próxima quarta-feira, 09.


O prazo cumpre regra estabelecida na Lei das Eleições (9.504/97, art. 91), que determina o fechamento do Cadastro Eleitoral 150 dias antes da realização do pleito. Após nove de maio, o único serviço que continuará disponível ao eleitor é a emissão da segunda via do título, até dez dias antes da eleição.


O eleitor com deficiência ou com mobilidade reduzida pode, também até nove de maio, se dirigir aos cartórios eleitorais e informar a sua necessidade, solicitando a transferência de local de votação, caso a sua seção não tenha acessibilidade adequada.




TRE

O prefeito de Picos Gil Marques de Medeiros, o Gil Paraibano (PMDB), foi conduzido na tarde dessa sexta-feira, 04,  à Central de Flagrantes pelos delegados Ewerton Férrer e Adolpho Henrique, após ser acusado de puxar arma e ameaçar de morte o vereador Hugo Victor Saunders Martins (PMDB), líder da oposição na Câmara.


O fato aconteceu por volta das 15:00h no povoado Valparaíso, zona rural de Picos. Segundo o vereador, quando retornava para casa após ter filmado as máquinas da prefeitura trabalhando em uma obra que deveria ser feita por uma empresa privada vencedora da licitação, teve o seu carro trancado e jogado contra uma cerca de arame pelo veículo do prefeito Gil Paraibano.


 “Nesse momento, ele desceu do carro de arma em punho, apontou para mim e disse que iria me matar, e eu pedindo pelo amor de Deus que não fizesse aquilo, mas, ele insistia afirmando que a partir de agora é com bala, que matava meu pai, matava o deputado Kléber. Além do mais, tomou a máquina filmadora que eu havia registrado o crime” detalhou o vereador Hugo Victor.

 


Segundo o parlamentar, o prefeito Gil Paraibano somente não o matou porque foi contido pelo suplente de vereador Dedé Monteiro e pelo motorista conhecido por Paraíba, que acompanhavam o gestor. “Após ser contido, ele foi embora e o motorista dele veio me deixar no escritório do meu irmão Tiago Martins”, lembrou Hugo Victor.


Providências

Acompanhado do seu irmão Tiago Saunders Martins, que é advogado, Hugo Victor se dirigiu até a Central de Flagrantes, onde registrou um boletim de ocorrência perante o delegado de plantão Luís Guilherme de Sousa Ulisses.


 “Procuráramos também os delegados Ewérton Férrer e Adholfo Henrique para pedirmos providências e prontamente fomos atendidos. Os dois saíram em diligência, abordaram o prefeito e o conduziram até a delegacia para que prestasse depoimento. Como nem a arma do crime e nem a máquina filmadora foram encontradas, ele foi liberado em seguida”, contou o advogado Tiago Martins.


Tiago Martins disse ainda que um inquérito foi instaurado, algumas testemunhas ouvidas e as primeiras peças produzidas ainda hoje. Vamos acompanhar de perto o andamento desse processo para que o caso não caia no esquecimento, a exemplo de outros em que o prefeito se envolveu”, frisou o irmão de Hugo Victor, que é filho do ex-procurador Geral do Estado Emir Martins Filho.


Como em depoimento o prefeito negou as acusações e disse que apenas tinha parado para dar uma carona ao vereador, o veículo em que ele andava, uma Hanger, e o outro carro, um Space Fox, em que estava Hugo Victor, foram apreendidos pela Polícia Civil e levados para a Central de Flagrantes para serem periciados.


Ao tomar conhecimento do fato, o deputado Kléber Eulálio (PMDB), prestou solidariedade ao vereador Hugo Victor e entrou em contato, via telefone, com o secretário estadual de Segurança Pública, deputado Robert Rios, solicitando providências.


Reincidência

Esta não é a primeira vez que o prefeito Gil Paraibano se envolve neste tipo de episódio. No dia 22 de abril do ano passado ele foi preso e conduzido à central de Flagrantes após desacatar policiais de trânsito que faziam a segurança da Procissão do Senhor Morto. Um mês antes ele havia se desentendido com um comerciante conhecido como Chicosa. Em 2005 Gil Paraibano foi acusado de disparar em via pública e de agredir duas pessoas no bairro Junco.





Jornal de Picos

O Governo do Estado resolveu punir com demissão a professora Josilene Gomes Paiva. Julgada a revelia, ela foi denunciada por ter apresentado diploma falso para assumir o cargo no município de Campo Largo do Piauí. Ela já havia pedido exoneração do cargo, após prestar serviços por aproximadamente seis anos.


O processo administrativo aponta que a docente da Unidade Escolar São José apresentou diploma de Licenciatura Plena em História da Universidade Estadual do Piauí - UESPI -, mas a entidade atestou não haver registro de certificado de conclusão da mesma em seus arquivos.


Sem apresentar defesa escrita, testemunhas ou mesmo comparecer ao julgamento, Josilene foi representada por defensoras designadas para o caso. Entre os argumentos, elas alegaram perda de interesse em função do pedido de exoneração da professora. A sentença alega que tal manobra serviu "apenas para tentar minorar sua saída" do serviço público e "não retira o interesse do público de ver anulada sua admissão".


Josilene Gomes Paiva assumiu o cargo em 2006. A Secretaria Estadual de Educação alega que só tomou ciência do problema em 2009.


A decisão foi assinada pelo governador Wilson Martins (PSB) e publicada no Diário Oficial da última quinta-feira, 03.
 
 
 
 
 
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