A Universidade Estadual do Piauí, por meio da Pró-Reitoria de Extensão, Assuntos Estudantis e Comunitários, PREX, torna público o resultado da interposição de recursos contra o Resultado Preliminar do Programa Bolsa Trabalho, nos Campi Dom José Vasquez Dias, Bom Jesus, Heróis do Jenipapo, Campo Maior, Dep. Jesualdo Cavalcanti, Corrente, Dra. Josefina Demes, Floriano, Possidônio Queiroz, Oeiras, Prof. Alexandre Alves de Oliveira, Parnaíba, Prof. Barros Araújo, Picos, Prof. Antônio Geovanne Alves de Sousa, Piripiri, Prof. Ariston Dias Lima, São Raimundo Nonato, Poeta Torquato Neto e Clóvis Moura, Teresina, e Cerrado de Alto Parnaíba, Uruçuí, conforme Edital UESPI PREX DAEC SAE nº 70/2025.
O projeto de extensão “Saúde como Resistência da População Quilombola Piauiense”, desenvolvido pelo Departamento de Bioquímica e Farmacologia do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Piauí (UFPI), foi criado a partir do reconhecimento de que a Atenção Primária à Saúde (APS), principal porta de entrada do SUS, deve fomentar políticas e ações intersetoriais que promovam equidade. Isso inclui acolher e articular demandas de grupos historicamente vulnerabilizados, como as comunidades quilombolas, que no Piauí ainda enfrentam baixa cobertura da APS, resultando em impactos diretos em sua qualidade de vida. A iniciativa já promoveu ações nos povoados Umburana, Fazenda do Meio, Boi Morto, Boa Vista do Braz e Moisés. Todos localizados no Quilombo Lagoas.
Coordenado pelo professor Osmar Cardoso, do Departamento de Bioquímica e Farmacologia, o projeto reúne dois docentes, dois discentes do mestrado em Saúde em Comunidade, um aluno de Enfermagem e nove estudantes de Medicina, que juntos estudam possibilidades de levar às comunidades quilombolas piauienses melhores condições de saúde, mostrando assim a importância da extensão dentro das instituições de ensino.
A iniciativa busca promover visibilidade às condições de saúde dessas comunidades, realizando ações de conscientização, rodas de conversa, capacitações e coleta de dados que ajudem a direcionar o olhar público, contribuindo para uma compreensão mais ampla de suas realidades.
Segundo o professor Osmar, o projeto pretende para além de produzir dados sobre as dificuldades enfrentadas por essa população, também promover a autonomia da comunidade quilombola piauiense. Para isso, a iniciativa devolve as informações para as próprias comunidades, onde os resultados preliminares são apresentados e discutidos com os moradores.
O professor reforça que, buscando ampliar ainda mais a visibilidade das desigualdades identificadas, o projeto também vai elaborar cadernos de saúde específicos sobre a população quilombola, onde reunirá mapas e análises que poderão ser utilizados pelo poder público para planejar ações de equidade, além de reorganizar a APS e implementar medidas direcionadas às necessidades reais desses territórios. “Com isso, o projeto transforma problemas historicamente invisíveis em evidências concretas capazes de orientar políticas públicas e fortalecer o cuidado”, explicou Osmar Cardoso.
Dessa forma, ao compartilhar as informações detalhadas sobre condições socioeconômicas, epidemiológicas e ambientais com os moradores, os pesquisadores esclarecem os dados, que deixam de ser apenas números e passam a fazer sentido no cotidiano das pessoas, permitindo que a própria comunidade reconheça seus problemas, identifique determinantes sociais de saúde e compreenda os fatores que dificultam ou facilitam o acesso aos serviços. “As ações de conscientização, como orientações sobre cuidados de saúde, prevenção de doenças e direitos no SUS podem ampliar ainda mais essa autonomia ao fornecer informações que empoderam a população a reivindicar melhorias, cobrar dos gestores e participar de decisões que dizem respeito ao seu território”, ressaltou o professor.
A estudante de Medicina Maria Clara, integrante do projeto, destaca o impacto da vivência no campo. Segundo ela, o projeto permitiu que adquirir o conhecimento da realidade de vida dessas comunidades para além do ambiente acadêmico. “Nesse projeto eu contribuo participando ativamente da coleta de dados, indo às comunidades, ouvindo os moradores e mapeando suas necessidades e as principais barreiras de acesso à saúde. Para mim, isso é fundamental não só do ponto de vista profissional, mas também social. A partir do projeto eu pude sair do ambiente acadêmico e conhecer a realidade de vida, social, econômica e cultural dessas pessoas. Através desse projeto eu estou aprendendo que um diagnóstico ou tratamento só é completo quando consideramos diversos contextos em que aquela população está inserida”, explicou a discente.
Por último, ela enfatizou ainda o compromisso transformador do projeto, que não só registra a realidade ou coleta dados, mas também fornece subsídios concretos para a formulação de políticas públicas mais eficazes e equitativas para a população quilombola.
O Ministério da Educação (MEC) lançou Consulta Pública para receber contribuições da sociedade sobre a Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), que é fundamental para garantir a permanência e a equidade no ensino superior e na educação profissional e tecnológica.
A proposta visa diretamente subsidiar o processo de normatização e regulamentação da PNAES, complementando os debates realizados no Grupo de Trabalho (GT), que já identificou desafios e formulou sugestões de aprimoramento.
Nesta nova fase, o MEC amplia as discussões e convida toda a sociedade a colaborar no diagnóstico e no futuro da política. A participação ativa de estudantes, famílias, profissionais da educação, organizações da sociedade civil e movimentos sociais é crucial para que a PNAES reflita a diversidade do país e fortaleça o compromisso com o acesso, a permanência e a conclusão no ensino superior e na educação profissional e tecnológica.
No próximo dia 13 de dezembro será realizado o Dia E do projeto Ebserh em Ação – Agora Tem Especialistas, um esforço coordenado com a execução simultânea de cirurgias eletivas, consultas e exames nos 45 hospitais universitários federais da Rede Ebserh, em todas as regiões do país. Vinculado à Ebserh, o Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI) participará da ação com a realização de cirurgias, exames e consultas, totalizando mil atendimentos em saúde ao longo deste sábado.
O superintendente do HU-UFPI, André Gonçalves, destaca que o número de atendimentos reflete o esforço integrado entre diferentes setores, buscando ampliar a capacidade de atendimento e responder de forma mais eficiente às demandas da população. Segundo ele, a mobilização envolve áreas assistenciais, administrativas, de ensino e pesquisa, com foco na ampliação da realização de procedimentos, exames e cirurgias. “Nosso objetivo é superar os números do evento anterior e apresentar resultados ainda mais expressivos”, afirmou.
Gonçalves ressaltou, ainda, que a população já percebe avanços na oferta de serviços. “Há uma melhoria contínua na capacidade de atendimento e um esforço permanente para aumentar nossa produção. O HU-UFPI sempre foi bem avaliado e tem reforçado seu compromisso com a sociedade piauiense, atuando de forma cada vez mais alinhada à sua missão institucional”, concluiu.
Confira, a seguir, a relação completa dos procedimentos programados para o Dia “E” do Ebserh em Ação – Agora Tem Especialistas em Teresina (PI):
Cirurgias
Ortopedia - 8
Cirurgia Geral - 15
Cirurgias Urológicas - 5
Ginecologia - 22
Oftalmologia - 23
Implantes de Marcapasso – 6
Total: 79
Hemodinâmica
Ablação – 2
TOTAL: 2
Exames especializados
Histeroscopia - 60
Ninfoplastia – 4
Espirometria – 40
Ecocardiograma transtorácico - 40
Densitometria Óssea - 52
Ultrassonografia de Abdômen – 8
Mapeamento de Retina - 54
Retinografia Colorida - 44
Conização – 4
Endoscopia - 30
Colonoscopia - 15
Excisão e sutura de lesão na pele com plástica em Z ou Rotação de Retalho em oncologia – 4
Exerese de Tumor de Pele - 21
Coleta de material (biópsias) - 21
Total: 397
Procedimentos cirúrgicos ambulatoriais
Infiltração de substâncias em cavidade Sinovial 5
Bucomaxilo - 12
Dermatológicas - 15
Total: 32
Consultas especializadas
Cardiologia/Arritmia - 20
Cardiologia pré-operatória – 10
Psicologia ambulatorial - 10
Vascular -12
Otorrino – 32
Cabeça e pescoço -16
Nutrição – 20
Endócrino – 40
Reumatologia – 6
Geriatria – 16
Ginecologia – 4
Oftalmologia – 10
Dermatologia – 70
Total: 266
Dezembro Laranja
Atendimento demanda espontânea, ou seja, sem agendamento prévio para diagnóstico e tratamento de casos suspeitos de câncer de pele.
Atendimentos dermatológicos - 200
Biópsias e procedimentos cirúrgicos – 25
TOTAL GERAL - 1001
Dia “E” Ebserh em Ação – Agora Tem Especialistas
O Dia “E” faz parte do projeto Ebserh em Ação 2025, da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC). Trata-se de uma iniciativa estratégica com o objetivo de ampliar o acesso da população brasileira a cirurgias eletivas e procedimentos diagnósticos e terapêuticos em todo o país. Alinhado ao programa Agora Tem Especialistas, lançado pelo presidente Lula com o Ministério da Saúde, o projeto contribui diretamente para a redução das filas e do tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS).
Desde seu lançamento, o Ebserh em Ação tem mobilizado os 45 hospitais universitários federais da Rede Ebserh, promovendo mutirões, turnos extras e envolvimento direto de residentes e graduandos, reforçando o compromisso com a formação profissional, o atendimento humanizado e as necessidades da população.