• prefeutura-de-barao.jpg
  • roma.png
  • vamol.jpg

Aos 76 anos, Deusaline Castro segura o lápis como quem reaprende a tocar o próprio destino. Natural do município de Nazária, ela voltou à sala de aula depois de uma vida inteira marcada pelo trabalho duro, sina que a afastou da escola ainda adolescente. Aposentada, ela carrega agora outra conquista: o direito de aprender.

alfabetizapi

“Tive de parar de estudar ainda muito jovem para ajudar meus pais na lida da olaria, carregando tijolo na cabeça”, recorda. Como ela, milhares de piauienses voltaram a sonhar e ter mais dignidade por meio do Programa Alfabetiza Piauí que, em 2025, já soma mais de 20 mil matrículas.

Criado pelo Governo do Estado, o Alfabetiza tem como objetivo erradicar o analfabetismo entre jovens, adultos e idosos a partir de 15 anos, oferecendo mais do que aulas de leitura e escrita. O Programa garante transporte, alimentação, acompanhamento pedagógico e um incentivo financeiro de R$ 800, pagos em três parcelas, ações que transformam a alfabetização em uma política pública de dignidade e inclusão social.

Os resultados aparecem tanto nas estatísticas, quanto nas histórias pessoais, alcançando comunidades urbanas e rurais, onde a Educação formal muitas vezes chegou tarde. Em 2024, mais de 13 mil piauienses foram atendidos pela iniciativa. São piauienses que voltaram à sala de aula, retomando um percurso interrompido pelo tempo e pelas desigualdades.

Para Deusaline Castro, o retorno à escola é motivo de alegria diária. “Voltei a estudar no ano passado, porque eu ainda tenho muita vontade de aprender a ler e escrever. Estou aprendendo aos poucos e estou conseguindo escrever o meu nome. Poder voltar à escola foi uma felicidade, porque adoro meu Professor e meus colegas de turma. A escola também é muito boa e agora está toda reformada, modernizada e com muito conforto e tecnologia para todo mundo”, conta ela com orgulho.

Segundo o Secretário de Estado da Educação, Rodrigo Torres, a iniciativa carrega um compromisso que vai além dos indicadores educacionais. “O Alfabetiza Piauí é uma política pública de natureza profundamente humana e transformadora. Ao garantir acesso à alfabetização com estrutura, acolhimento e incentivo financeiro, o Governo do Estado reafirma que a Educação é um direito de todos, em qualquer fase da vida e uma ferramenta essencial para promover dignidade, cidadania e justiça social”, destaca.

Enquanto os números continuam a crescer, Deusaline Castro e tantos outros alunos seguem escrevendo novas linhas de suas próprias histórias. Em cada sala de aula, o Alfabetiza Piauí prova que nunca é tarde para aprender e que a Educação pode iluminar caminhos que pareciam perdidos no tempo.

Seduc pi

O Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) está com edital aberto para selecionar quatro estudantes de cursos de ensino superior (bacharelado, licenciatura e graduações tecnológicas) para receber bolsas de estudo de mestrado oferecidas pela Universidade de Jaén, na Espanha.

conif

As inscrições eram realizadas exclusivamente por meio de formulário eletrônico até dia 1º de fevereiro de 2026. É obrigatório que os candidatos concluam a sua formação entre 1º de julho de 2024 e 31 de junho de 2026 em uma das instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica vinculadas ao Conif.

As bolsas incluem, entre outros benefícios, uma ajuda de custo anual no valor de 3.190 euros e uma cobertura integral dos custos de matrícula dos créditos exigidos para as formações.

Clique aqui para mais informações.

Fonte: Conif

Com o objetivo de proporcionar educação e estimular o uso racional de plantas medicinais, o projeto de extensão Saúde Verde, coordenado pela professora do Departamento de Biologia do Centro de Ciências da Natureza (CCN), Gleice Ribeiro Orasmo, e promovido em formato de podcast, integra conhecimentos científicos e saberes populares por meio de episódios informativos, produção de conteúdos e postagens acessíveis, aproximando a Universidade da comunidade.

saudeverde

Criado em 2025, a partir de um projeto de extensão anterior relacionado a produtos naturais, o @encontrei_na_natureza, surgiu a concepção de unir divulgação científica com redes sociais, optando pelo modelo em podcast como principal ferramenta. “Essa escolha foi feita, principalmente, para atingir os jovens, tanto os nossos alunos da UFPI, como de outras IES e também do Ensino Médio. Mas, além disso, sabemos que muitas ‘donas de casa’, pessoas de ‘meia-idade’ e público geral, estão já bem familiarizadas com essas ferramentas digitais, modernas e inovadoras”, explica a professora e idealizadora do projeto, Gleice Ribeiro Orasmo.

Embora o programa apresente convidados que são pesquisadores, o público-alvo não é somente a comunidade acadêmica, mas com um interesse amplo, com o intuito de também alcançar o público externo.

Plantas com propriedades curativas

Com um tema que desperta interesse da coletividade, uma vez que diversas plantas medicinais fazem parte da composição de medicamentos, o podcast oferece um olhar atencioso e informativo para o assunto. “Particularmente, nos países em desenvolvimento, tais remédios ainda são um recurso indispensável para os cuidados de saúde diários, mas é importante atentar para a segurança no uso das plantas. A identificação correta da planta, o conhecimento de qual parte deve ser usada, o modo de preparo, forma de uso e dose apropriada, são alguns dos pontos a serem observados para a segurança e também eficácia no uso dessas plantas. Em nossos podcasts procuramos mostrar, principalmente, as propriedades medicinais dessas plantas, mostrar as evidências reveladas por estudos científicos, entretanto, outros focos, como a forma no uso correto da planta, depende do entrevistado do podcast”, completa a professora.

Parceria e Multidisciplinaridade

O projeto de extensão visa a participação de alunos da graduação de diversos cursos da UFPI, como Farmácia, Biologia, Agronomia e entre outros, integrando conhecimentos e proporcionando uma aproximação entre diferentes áreas. “A ideia foi justamente essa da multidisciplinaridade, pois os alunos de farmácia veem o uso das plantas medicinais como remédios, os da agronomia as veem como fitoterápicos, observam mais o cultivo, a semeadura e a forma de uso das plantas”, pontua Gleice Ribeiro Orasmo.

As docentes envolvidas no Saúde Verde já representam essa multidisciplinaridade. A coordenadora do projeto, professora Gleice Ribeiro Orasmo, trabalha com plantas de interesse agronômico e uso de ferramentas de biologia molecular e a coordenadora adjunta, professora Adriana Nunes, com foco na fisiologia humana.

Para os discentes, o projeto oferece a oportunidade de integração e compartilhamento de conhecimentos, como destaca a estudante Cecília Melo. “Por meio das atividades, consegui desenvolver habilidades de comunicação, aprofundamento científico em plantas, ampliação de técnicas em produção multimídia, como gravação e edição. Além disso, há ênfase na responsabilidade social, ao utilizar o conhecimento para combater a desinformação, visto que as plantas medicinais, embora naturais, não são isentas de risco à saúde: risco de interação medicamentosa, risco de toxicidade, necessidade de preparo correto, efeitos adversos”, conclui a aluna.

Atualmente, a equipe de extensionistas participando da produção do Podcast é composta por estudantes de Farmácia. Futuramente, o programa estará aberto para estudantes de Engenharia Agronômica e Biologia, com o objetivo de abordar os temas das plantas medicinais sob múltiplas perspectivas, tornando o conteúdo mais completo e atraente para o público, permitindo uma interdisciplinaridade.

Onde escutar?

No episódio de estreia, disponível nas redes sociais do projeto (@podcastsaudeverde), aconteceu um bate-papo sobre a cúrcuma longa, popularmente conhecida como açafrão-da-terra, com a participação da professora Chistiane Mendes Feitosa, docente da UFPI e pesquisadora na área de Química de Produtos Naturais. Confira aqui.

Ufpi

As escolas públicas da rede estadual do Piauí vêm se consolidando como referência nacional ao incorporar disciplinas como Inteligência Artificial, Robótica, Empreendedorismo e Educação Financeira ao currículo do Ensino de Tempo Integral. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), ganhou força em 2025 e já alcança milhares de estudantes em todo o estado.

robotica

Com a mudança curricular, os alunos passaram a ter contato direto com programação, criação de aplicativos, desenvolvimento de protótipos e noções de planejamento financeiro. As atividades buscam aproximar o conteúdo escolar de situações práticas do cotidiano e do mercado de trabalho, ampliando o interesse dos estudantes e a permanência em sala de aula.

Inteligência Artificial como disciplina No Centro Estadual de Tempo Integral (Ceti) Joca Vieira, em Teresina, alunos do 2º ano desenvolveram o projeto IAprender, um aplicativo que personaliza o ensino e gera dados pedagógicos em tempo real. A iniciativa foi criada com orientação do professor Douglas Ferreira e chegou a ser finalista em um hackathon estudantil internacional. Segundo o estudante Wesley, participante do projeto, “as aulas de IA me fizeram enxergar a tecnologia como algo criativo, não só técnico”.

Em 2025, mais de 130 mil estudantes do 9º ano e do Ensino Médio tiveram aulas de Inteligência Artificial na rede estadual. Para viabilizar a iniciativa, professores da própria rede estão passando por formações específicas em parceria com instituições como UFPI, UFRGS, Unipampa e IFFAR.

Formação de professores e uso consciente da tecnologia De acordo com o secretário de Educação, Washington Bandeira, o Piauí se tornou o primeiro estado das Américas a adotar a Inteligência Artificial como disciplina obrigatória na Educação Básica. “Isso só foi possível porque estamos formando os nossos próprios professores”, afirmou. O trabalho rendeu ao estado o Prêmio Unesco–Rei Hamad Bin Isa Al-Khalifa, reconhecimento internacional pelo uso de tecnologia na educação.

Além da IA como disciplina, a Seduc capacita educadores para aplicar ferramentas tecnológicas em outras áreas, como Língua Portuguesa, Inglês e Ciências. Plataformas digitais auxiliam na correção de redações, montagem de planos de estudo e preparação para o Enem.

Robótica e aprendizagem prática A Robótica também ganhou espaço nas escolas de tempo integral, com oferta em cerca de 100 unidades da rede estadual. No Ceti Miguel Lidiano, em Picos, os estudantes constroem dispositivos com sensores e motores para simular sistemas biológicos. Para a aluna Ângela Maria, da 3ª série do Ensino Médio, a experiência torna o aprendizado mais acessível. “Nunca imaginei aprender sobre o funcionamento do corpo humano com tecnologia”, relatou.

Educação Financeira e impacto social A Educação Financeira tem aproximado os alunos de temas como consumo consciente, orçamento e investimentos. Em Alegrete do Piauí, estudantes do Ceti Antônia de Sousa Alencar conquistaram sete medalhas na Olimpíada do Tesouro Direto em 2024, resultado atribuído a projetos e grupos de estudo voltados ao tema.

Segundo a Seduc, além de preparar para o mercado de trabalho, as disciplinas inovadoras estimulam os estudantes a desenvolver soluções para problemas das próprias comunidades, reforçando o protagonismo juvenil e o papel social da escola pública no estado.

Seduc