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Quem vive com diabetes sabe que cada escolha alimentar importa — e a ciência identificou dois aliados naturais que atuam juntos no controle do açúcar no sangue e na proteção do fígado: a maçã e a maca peruana (Lepidium meyenii). Enquanto a maçã oferece fibras e antioxidantes que regulam a glicose e combatem a inflamação hepática, a maca peruana age diretamente nas células do fígado para melhorar o metabolismo da insulina. Usados de forma complementar, os dois recursos se tornam uma combinação especialmente relevante para quem precisa cuidar da saúde metabólica sem abrir mão de uma alimentação natural e acessível.

Por que a maçã é a fruta mais indicada para quem tem diabetes? A maçã tem índice glicêmico baixo — entre 28 e 40 —, o que significa que ela eleva a glicose no sangue de forma lenta e gradual, sem provocar os picos que desestabilizam o controle do diabetes. Sua casca é rica em quercetina, um flavonoide com ação anti-inflamatória e antidiabética documentada, e em pectina — fibra solúvel que retarda a absorção de açúcar no intestino e alimenta as bactérias benéficas do microbioma intestinal. Comer a maçã com casca, inteira e sem processamento, é essencial para aproveitar esses benefícios em sua forma mais completa.

Como a maca peruana age no fígado e no metabolismo da glicose? A maca peruana vai além dos benefícios da maçã ao agir diretamente no interior das células hepáticas. Seus compostos ativos — entre eles macamidas, glucosinolatos e flavonoides — ativam vias metabólicas que melhoram a resposta das células à insulina, reduzem o acúmulo de gordura no fígado e aumentam a atividade de enzimas antioxidantes como a SOD (superóxido dismutase) e a GPx (glutationa peroxidase), que protegem o tecido hepático dos danos causados pelo estresse oxidativo elevado no diabetes.

O que a ciência comprova sobre maca peruana e resistência à insulina no fígado? O estudo laboratorial Maca extracts regulate glucose and lipid metabolism in insulin-resistant HepG2 cells via the PI3K/AKT signalling pathway, publicado no PubMed Central (PMC) em 2021, testou o efeito de extratos de maca diretamente em células hepáticas humanas (HepG2) com resistência à insulina — modelo celular utilizado para estudar o diabetes tipo 2. Os resultados mostraram que a maca reverteu os distúrbios no metabolismo da glicose e dos lipídios nessas células, aumentando significativamente a expressão das proteínas PI3K e AKT, responsáveis pela captação de glicose pelas células. Os pesquisadores concluíram que a maca tem potencial para melhorar o metabolismo hepático da glicose em contextos de resistência à insulina, abrindo caminho para seu uso como complemento alimentar no manejo do diabetes tipo 2.

Benefícios comprovados da combinação entre maçã e maca peruana Quando incluídos juntos na rotina alimentar, a maçã e a maca peruana cobrem frentes complementares do cuidado metabólico. Confira os principais benefícios documentados por pesquisas científicas:

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GLICOSE

A pectina da maçã retarda a absorção de açúcar, enquanto a maca peruana pode melhorar a captação de glicose pelas células via ativação da via PI3K/AKT.

FÍGADO

A quercetina pode ajudar a reduzir marcadores de inflamação hepática (como ALT e AST), enquanto a maca favorece enzimas antioxidantes do fígado.

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TRIGLICERÍDEOS E LDL

Estudos com maca (em modelos animais) indicaram queda em VLDL, LDL e triglicerídeos no sangue e no tecido hepático.

MICROBIOMA A pectina alimenta bactérias benéficas que produzem compostos anti-inflamatórios; os polissacarídeos da maca podem ter efeito semelhante.

ENERGIA E ADAPTAÇÃO

Por ser adaptógena, a maca pode ajudar o organismo a lidar melhor com o estresse físico e metabólico, reduzindo a sensação de fadiga metabólica.

Como incluir maçã e maca peruana na rotina de forma segura? Para a maçã, a orientação mais importante é consumir com a casca, inteira e preferencialmente longe de outros carboidratos, limitando a uma ou duas unidades por dia. Para a maca peruana, a forma mais comum de uso é o pó gelatinizado — a versão com melhor absorção e menor risco de desconforto gástrico —, adicionado a vitaminas, sucos ou iogurtes naturais na quantidade de 1 a 3 gramas por dia, conforme a tolerância individual. As duas formas se integram com facilidade a uma alimentação equilibrada e podem ser combinadas na mesma refeição sem interações negativas conhecidas.

É importante destacar que, apesar do respaldo científico crescente para ambos os alimentos, eles funcionam como complementos nutricionais — não como substitutos para medicamentos antidiabéticos ou para o acompanhamento médico regular. Antes de introduzir a maca peruana como suplemento, especialmente se você faz uso de medicamentos para diabetes, consulte um médico endocrinologista ou nutricionista, que poderá avaliar a dose adequada e verificar se não há contraindicações para o seu caso específico.

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