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Um novo estudo global da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) aponta que quase 40% dos casos de câncer registrados no mundo poderiam ser evitados com a redução de fatores de risco já conhecidos.

Na prática, isso significa que cerca de 7 milhões dos 18,7 milhões de novos diagnósticos feitos em 2022 estão ligados a causas preveníveis, como tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, infecções, poluição do ar e exposição excessiva ao sol.

A análise, considerada a mais abrangente já feita sobre o tema, avaliou 36 tipos de câncer em 185 países e, pela primeira vez, incluiu de forma sistemática nove infecções associadas ao desenvolvimento da doença, como o HPV, o vírus da hepatite B e a bactéria Helicobacter pylori.

O estudo foi publicado na prestigiada revista científica "Nature Medicine" e divulgado às vésperas do Dia Mundial do Câncer, celebrado no próximo dia 4 de fevereiro.

“Esta é a primeira análise global a mostrar quanto do risco de câncer decorre de causas que podem ser prevenidas”, afirmou André Ilbawi, líder da equipe de Controle do Câncer da OMS e autor do estudo.

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Ao examinar padrões entre países e grupos populacionais, podemos oferecer a governos e indivíduos informações mais específicas para ajudar a prevenir muitos casos de câncer antes mesmo de eles surgirem — André Ilbawi, líder da equipe de Controle do Câncer da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao todo, os pesquisadores estimam que 37,8% de todos os novos casos de câncer no mundo em 2022 podem ser atribuídos a 30 fatores de risco modificáveis.

ENTENDA:

Fatores de risco modificáveis são aqueles ligados ao estilo de vida, ao ambiente ou às condições de trabalho: situações que podem ser evitadas ou reduzidas com prevenção, políticas públicas e mudanças de comportamento, como fumar, consumir álcool em excesso, ter alimentação pouco saudável ou se expor a substâncias tóxicas.

A proporção, no entanto, varia bastante entre homens e mulheres. Entre os homens, 45,4% dos diagnósticos estão ligados a esses fatores, enquanto entre as mulheres o percentual cai para 29,7%.

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Aliado a isso, o tabagismo segue como o principal fator de risco evitável no mundo, responsável por 15,1% de todos os novos casos de câncer, o equivalente a mais de 3,3 milhões de diagnósticos em um único ano.

Em seguida aparecem as infecções, associadas a 10,2% dos casos, cerca de 2,3 milhões, e o consumo de álcool, ligado a 3,2% dos diagnósticos, o que representa aproximadamente 700 mil novos casos.

Outros fatores relevantes incluem:

o excesso de peso, a inatividade física, a poluição do ar, a radiação ultravioleta e exposições ocupacionais no trabalho a substâncias cancerígenas.

G1