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Alexandre de Moraes (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na quinta-feira, 15 de janeiro, a transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal para a Sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda – conhecida como ‘Papudinha’.

É válido lembrar que a medida veio após meses de reclamações da família e da defesa sobre as condições na PF, onde Bolsonaro – idoso, vítima de grave atentado com sequelas permanentes, múltiplas cirurgias e saúde fragilizada – cumpria pena em regime que, segundo o próprio Moraes, era ‘absolutamente excepcional e privilegiado’.

Em vez de conceder prisão domiciliar humanitária, como pedia a defesa com base na idade avançada e no risco de vida, o ministro optou por transferir ele para um presídio, mesmo em cela especial. Moraes justificou que o local oferece ‘condições ainda mais favoráveis’.

Moraes debocha de Jair Bolsonaro na USP

Horas após assinar a transferência, Moraes participou da colação de grau da 194ª turma do curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP), em uma casa de eventos na zona sul. Em discurso, ele declarou: “Mas me contive hoje, acho que hoje já fiz o que tinha que fazer”.

A frase, recebida com aplausos pela plateia, soou como provocação direta ao povo brasileiro que ainda apoia Bolsonaro. Para o ministro, mandar um ex-presidente para a Papudinha era exatamente ‘o que tinha que fazer’. Para milhões de patriotas, é prova de sadismo institucional e vingança pessoal disfarçada de Justiça.