Na noite dessa terça-feira, 08, duas pessoas foram presas na capital piauiense acusadas de crime de estelionato. Identificados apenas como Vanderlan e Carlos Rangel, os suspeitos vendiam veículos com placas clonadas pela internet a um preço bem abaixo do valor de mercado, exigiam as vítimas o pagamento de uma entrada e depois desapareciam sem entregar o produto.
As prisões aconteceram dentro da agência da Caixa, na Rua Areolino de Abreu, quando os criminosos recebiam dinheiro de mais uma vítima. A ação que culminou no flagrante foi coordenada pelo 13º Distrito Policial, com apoio operacional do 6º DP. De acordo com o investigador Joatan Gonçalves, os criminosos anunciavam os veículos no site de compras OLX a preços que variavam de R$ 20 mil a R$ 25 mil e exigiam de R$ 1 mil a R$ 2 mil como sinal, ou seja, como uma primeira parcela para poder entregar o produto. Em um dos casos, o veículo vendido era um modelo Space Fox com placa clonada da cidade de Minas Gerais.
A investigação começou depois que duas pessoas compareceram ao 13º DP e ao 6º DP dizendo terem sido lesadas após efetuarem uma compra pelo site. “Toda a transação era extremamente bem pensada para criar a falsa impressão de que a compra era confiável. Eles chegavam ao cúmulo de ir até a pessoa, mostrar o veículo para ela, fechar contratos escritos, para depois sumirem com o dinheiro da primeira parcela. Infelizmente esta não é uma prática criminosa nova e serve de alerta para que as pessoas se atentem aos cuidados que se deve ter ao fazer compras pela internet. Às vezes na procura da comodidade, a gente acaba caindo num golpe”, explica o chefe de investigação do 6º DP.
Vanderlan e Carlos Rangel foram autuados em flagrante e encaminhados para a Central, em Teresina.
Foram presos nessa terça-feira, 08, pela Polícia Civil, os acusados de assassinar o agente penitenciário José Silvino da Silva (foto) na cidade de Parnaíba em novembro do ano passado. O fato aconteceu no conjunto Joaz Sousa e a vítima estava na companhia de um funcionário dentro de seu estabelecimento comercial, quando foi surpreendida por um dos suspeitos, que adentrou no local e atirou uma única vez.
Os acusados do crime foram presos em uma operação conjunta do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), da Delegacia de Homicídios de Parnaíba e da Secretaria de Estado da Justiça. São eles: Cândido de Souza Araújo; preso em Porto Velho-RO; Marcilene Leonardo Ferreira, presa em Castanhal-PA; e Rauellison de Souza Araújo, que já estava preso na Casa de Custódia de Teresina.
De acordo com o diretor de inteligência da Polícia Civil, delegado Carlos César Camelo, Rauellison e Cândido são irmãos e que uma semana após o assassinato do agente Silvino, eles tentaram roubar um empresário em Parnaíba, mas a tentativa de assalto foi frustrada, porque a vítima estava armada e reagiu à abordagem, ferindo um deles.
"O Rauellison foi baleado pelo empresário e preso logo depois. Desde então ele estava recolhido na Casa de Custódia. O irmão dele, o Cândido, também foi preso e encaminhado para a Penitenciária Mista de Parnaíba, de onde fugiu dias depois, durante um desentendimento entre detentos e agentes. Ele ficou foragido até ontem à noite, quando o prendemos em Porto Velho", explica o delegado.
Cândido e Rauellison estavam em uma motocicleta vermelha quando mataram o agente Silvino. Esta moto foi fornecida por Marcilene, que é mulher de Cândido. Tida como cúmplice do crime, ela fugiu no dia seguinte ao ocorrido e se escondeu na cidade de Castanhal, no Pará, até ontem, quando foi detida em cumprimento a mandado de prisão.
Questionado sobre as motivações do crime, o delegado Carlos César disse que José Silvino foi assassinado pelo simples fato de ser agente penitenciário. O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi) declarou à época que seu assassinato teria sido encomendado de dentro do sistema carcerário, mas a polícia rebateu e disse que, até o momento, não há nada que comprove que Silvino teria alguma relação com qualquer um dos seus executores que pudesse levantar a hipótese de crime por encomenda.
As policias civil e militar de Floriano-PI ainda não chegaram aos criminosos que cometeram o crime de assalto numa loja do ramo ótico na cidade, caso ocorrido a semana passada.
Um dos criminosos mostrou tamanha ousadia e entende-se como afronta à polícia local, pois ele fez questão de não esconder o rosto e invadiu a loja armado e apenas usando um boné.
Um dos criminosos estava de capacete enquanto o outro, portanto, de cara limpa. De acordo com informações repassadas a esse portal de notícias, graças a um aparelho de celular de um dos colaboradores da empresa quem tem rastreador um grupo de policiais chegou aos celulares roubados que estava enterrados num terreno.
Por outro lado, quanto aos outros objetos levados, como relógios, por exemplo, esses não foram ainda encontrados e ninguém foi preso. É a quarta vez que a empresa Óticas Floriano, à Rua São João, Centro, se torna vítima dos criminosos e, em nem um dos casos as polícias locais deu a resposta esperada pela sociedade, que seria pender os culpados.
Foi preso na manhã desta terça-feira, 08, o vereador Genival Cigano (PV), em Pirirpiri pela Polícia Federal durante a realização da “Operação Biditos”, cujo objetivo é desarticular uma quadrilha especializada em fraudes contra benefícios concedidos a idosos e deficientes pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Além do parlamentar, uma funcionária do instituto, um empresário e um servidor público municipal de Piripiri também foram presos. A investigação foi iniciada há oito meses, contando com o apoio da Gerência Executiva do INSS no Piauí e com o 2º Batalhão da Polícia Militar, no momento da deflagração. O nome da operação, “Biditos”, decorre da expressão utilizada por membros da quadrilha, que se dizem ciganos, para se referirem aos cartões de benefícios do INSS em seu dialeto.
No total, a operação mobilizou 145 policiais federais dos estados do Piauí, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Tocantins, para cumprir dez mandados de prisão preventiva, nove de prisão temporária e 29 de busca e apreensão nos municípios de Piripiri, Parnaíba, Brasileira, Cocal, Barras, Tianguá, Tutóia e Paraíso do Tocantins. Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal em Teresina.
Segundo a nota divulgada pela PF, foi constatado na investigação, que a quadrilha recebia mensalmente cerca de 320 benefícios assistenciais fraudulentos, além criarem pessoas fictícias através da falsificação de documentos públicos como certidões de nascimento, carteiras de identidade, CPFs, dentre outros, que eram utilizados para obter benefícios em diversas agências do INSS no Piauí e Ceará.
Os benefícios com suspeita de fraude geraram um prejuízo efetivo de R$ 27.669.685,27 para o INSS. Porém, segundo a nota, a “Justiça Federal já determinou a suspensão de tais benefícios, medida que evitará um prejuízo mensal ao INSS de R$ 305.280,00 e um prejuízo futuro estimado superior a 19 milhões de reais”.
Os investigados devem responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato qualificado, falsidade ideológica e uso de documento falso. A Justiça Federal também ordenou o “bloqueio de contas bancárias dos presos, e a suspensão do exercício da função pública para a servidora do INSS, e para o servidor da Prefeitura de Piripiri/PI.”
A Polícia Militar informou que também foram presas oito pessoas no povoado Barro Duro no Município de Tutóia. Foram apreendidas três pistolas e quatro revólveres, carregadores e munições, quatro veículos, cartões bancários e talões de cheques identidades falsificadas e outros documentos para pratica de Crime. O material e os suspeitos foram encaminhados para Delegacia da Polícia Federal em Parnaíba.
CONFIRA A NOTA DA POLÍCIA FEDERAL NA ÍNTEGRA
A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (08/05) a “Operação Biditos” com o fim de desarticular organização criminosa especializada em fraudes a benefícios assistenciais do INSS concedidos a idosos e deficientes. A investigação iniciou-se há aproximadamente oito meses e contou com o apoio da Gerência Executiva do INSS no Piauí.
Estão sendo cumpridos na Operação 10 Mandados de Prisão Preventiva, 09 Mandados de Prisão Temporária e 29 Mandados de Busca e Apreensão nos municípios de Piripiri, Parnaíba, Brasileira, Cocal, Barras, Tianguá/CE, Tutóia/MA e Paraíso do Tocantins/TO, todos expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal em Teresina/PI, cuja deflagração contou com a mobilização de 145 Policiais Federais dos Estados do Piauí, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Tocantins.
A deflagração contou ainda com o apoio do Segundo Batalhão da Polícia Militar em Parnaíba/PI.
Dentre os presos há uma servidora do INSS em Parnaíba/PI, um vereador, um empresário e um funcionário público municipal, todos de Piripiri/PI.
Identificou-se na investigação que a organização criminosa recebia mensalmente cerca de 320 benefícios assistenciais fraudulentos e adotava como modo de agir a criação de pessoas fictícias por meio da falsificação de documentos públicos (tais como certidões de nascimento, carteiras de identidade e CPFs, dentre outros), que eram utilizados para a obtenção dos benefícios em diversas agências do INSS no Piauí e Ceará.
Esses benefícios com indícios de fraude causaram um prejuízo efetivo ao INSS no montante de R$ 27.669.685,27. A Justiça Federal já determinou a suspensão de tais benefícios, medida que evitará um prejuízo mensal ao INSS de R$ 305.280,00 e um prejuízo futuro estimado superior a 19 milhões de reais.
Os investigados deverão responder pelos crimes de associação criminosa (artigo 288 do CPB), estelionato qualificado (artigo 171, § 3º, do CPB), falsidade ideológica (artigo 299 do CPB) e uso de documento falso (artigo 304 do CPB).
A Justiça Federal também determinou o bloqueio de contas bancárias dos presos e a suspensão do exercício da função pública para a servidora do INSS e para o servidor da Prefeitura de Piripiri/PI.
Após a lavratura dos procedimentos legais na Superintendência da Polícia Federal os presos serão encaminhados ao Sistema Prisional, onde ficarão custodiados à disposição da Justiça.
O nome da Operação “BIDITOS” decorre da expressão utilizada por alguns dos membros da quadrilha, que se dizem ciganos, para se referirem aos cartões de benefícios do INSS em seu dialeto.
Logo mais as 11H será concedida uma entrevista coletiva à imprensa objetivando passar mais informações sobre a operação.
A operação policial que está ocorrendo em Floriano-Piauí, em várias partes da cidade, está contando com dezenas de policiais. Cerca de 19 mandados de prisão devem ser cumpridos. Já houve apreensão de armas e os conduzidos estão sendo identificados.
As forças policiais locais receberam apoio de um grupo de Teresina e estão fazendo abordagem nos mais diferentes bairros. Veja mais um homem que foi abordado e levado à Central de Flagrantes da Polícia Civil, regional de Floriano.