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Lembro-me que, quando estudante, vivendo dias e noites sozinho, minha única companhia que sempre esteve presente em minha vida foram os livros, a quem devo incomensurável favor e gratidão. Razão pela qual passei a amá-los e reverenciá-los, como se a leitura fosse minha fonte de alimentação e razão de sobrevivência.

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Recordo-me, ainda, das noites que vivi acalentado pela graça invisível dos meus passos, sempre fugindo da realidade momentânea da sociedade do faz de conta, onde constatava a descrição imaginativa de uma população bestial, fundamentada em leis injustas e em instituições político-econômicas, verdadeiramente comprometidas com a imoralidade administrativa e a impunidade. Restam-me as indiferenças das crueldades e da corrupção, que prevalecem sobre a verdade.

A coletividade vive em um mundo de ficção,  o povo aceita tudo melancolicamente, sem sofrer nenhum desespero.

Vejo e posso dizer que o grande afeto que deixo, não traz nenhum momento exaspero das lágrimas, nem a fascinação das promessas, porque as misteriosas ilusões dos pensamentos vagos das almas humanas vivem mantidas por pessoas que carecem de discernimento para enxergar a realidade dos três poderes, que assolam os princípios éticos morais e administrativo das camadas sociais. A população do mundo vive diante da ausência de conhecimentos basilares, aceitam ser enganadas pelas mesmas pessoas por diversas vezes, como se tudo fosse comum na vida.

Nessas primícias que levam os livros a educar um conjunto de pessoas de um País, fazendo com que elas entendam o sentido da vida e da democracia, através não só das ciências exatas e biológicas, mas com profundo conhecimento da sociologia humana, política e social, assim como da filosofia e de cada linguagem escrita  ou falada, essa educação, que tanto se questiona, ainda não chegou a alcançar o objetivo principal de formar cidadãos, com base no conhecimento convencional, uma vez que a mesma entrou em total decadência. E a humanidade vive em um mundo no qual as pessoas buscam a quantidade e não a qualidade. Por esse motivo, a educação está sendo confundida com empresas que abocanham os mercados financeiros. Infelizmente, a educação arruinou. E, cada dia que vivemos, presenciamos mais alienados no mundo do que pessoas politizadas.    

As instituições foram criadas por pessoas que vivem manipulando uma população de pacóvios, carentes de tudo, principalmente de conhecimentos.   Os salteadores dos poderes constituídos legislam, executam e cumprem leis. A justiça é o símbolo da injustiça, porque ela só funciona para uma determinada casta social e os aplicadores das leis em sua grande maioria são injustos e aplicam as leis ao seu bel-prazer favorecendo quem detém o poder político, financeiro e social. Por tais fatores, vivemos em uma sociedade desigual, onde prevalece o capital e o poder do marginal. 

Da redação