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piauiesO 29º Salão Internacional de Humor realiza nesta sexta-feira, 29, durante sua programação, o lançamento do livro de cartuns, ‘ Dê gaitadas a folote com o piauiês’, do cartunista Joaquim Monteiro. O lançamento acontece a partir das 18 horas, na Praça Pedro II.

O livro ‘ Dê gaitadas a folote com o piauiês’ é um registro informal do falar piauiense, um testemunho da história oral de nosso povo. O artista inspirou-se no que ouve no dia-a-dia, como conversas de mesa de bar, de porta de rua, de beira de calçada e até conversas de filas de bancos entre outros.

“Foi uma ótima oportunidade poder lançar o livro no Salão de Humor, um evento popular, realizado na Praça e para o povo, que tem toda relação com a temática dos cartuns que compõe como o livro”, explica o autor.

Monteiro é cartunista, chargista e caricaturista, e hoje contribui com charges para o Jornal do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina (SINDSERM). Possui um blog na internet onde publica seus trabalhos, o endereço eletrônico de seu blog é www.cartunage.blogspot.com. Joaquim atua ainda como professor de arte das redes públicas estadual do Piauí e municipal de Teresina, e ministra cursos de desenho artístico no SENAC, além de atuar como gráfico amador.

 

“Agora com o lançamento do ‘Dê gaitadas a folote com o Piauiês’, já posso amadurecer os planos de lançar um segundo número, além é claro de desenvolver outros projetos como exposições e livros de cartuns com outros temas”, finaliza Joaquim Monteiro.

 

cidadeverde

 

 



Morre o homem, mas ficam os ensinamentos. Foi assim, com essa compreensão que busquei a conformação quando soube, freiantonioatravés da internet, da morte de Frei Antônio Curcio. Uma pessoa marcante pelo esforço que dedicava em construir uma áurea permanente de conhecimentos e saber em tudo que se disponibilizava a fazer. Italiano da cidade de Montefalcone di Val Fortore, Frei Antonio foi um religioso com forte estigma de cientista e que estava anos a frente do seu tempo.


Felizmente no início da década de 1970 tive a grata felicidade de estudar no Colégio Industrial São Francisco de Assis e conviver por quase uma década com este sábio educador. Lembro-me com precisão das imagens da minha querida escola nos primeiros anos de existência. Cheguei no Industrial, precisamente, no ano de 1974, egresso da Unidade Escolar Fernando Marques. Nesta época o Colégio São Francisco de Assis era restrito a algumas salas de aulas, um campo para práticas esportivas e uma oficina de marcenaria e eletrônica, onde o Frei Antônio exercitava sua vocação inventiva.
 

Repousa na minha lembrança ele apresentando para nós alunos equipamentos de amplificação de som e ensinando que se tratava do um sistema acústico, que se diferenciava dos demais existentes na cidade pela qualidade do som propagado. O comportamento vanguardista do padre era tão notório que naquela época ele já usava microfone sem fio, o que causava muita curiosidade entre os alunos e convidados para os eventos realizados no Colégio Industrial.
 

Outra doce recordação é a fase de construção da quadra do Colégio, quando o Frei realizava preleções sobre a necessidade da prática esportiva e de um espaço para a realização das atividades sócio educativas e culturais como as celebrações cívicas e comemorativas.   Para conseguir o seu intento, o diretor Frei Antonio coordenou várias campanhas de donativos entre os alunos, pais de alunos e a sociedade florianense. Também, guardo as imagens dos ensaios e apresentações do coral da escola, que Frei Antonio regeu com a simplicidade de quem dominava o conhecimento musical. Neste turbilhão de memórias estão colegas contemporâneos, o Frei Vicente Cardone e a figura da professora Rubenita Ferreira, como fundamental auxiliar e coadjuvante deste projeto vitorioso.
 

No exercício da atrijallinson0buição de diretor do Colégio Industrial, Frei Antonio era um educador rigoroso e defensor dos bons méritos e virtudes. Como religioso, foi um franciscano na verdadeira acepção do termo e pregava a existência de Deus na explicação para a exuberância da natureza. 
 
 

Chegou a vez do mestre prestar contas com Deus, mas vai deixando a certeza de missão cumprida.



Jalinson Rodrigues - jornalista
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Da redação
 

vingaançaA ópera "A Vingança da Cigana" será apresentada pela primeira vez no Brasil, no Palácio da Música, no dia 1º de julho, às 11 horas, pelos alunos de canto da Universidade Federal do Piauí (UFPI).  É a primeira vez também que há uma montagem completa de uma obra desse estilo, com figurinos e cenários também realizados pelos alunos de Canto da UFPI, em colaboração com alunos de Artes Visuais, num trabalho de conjunto do Departamento de Música e Artes Visuais.

 

A apresentação terá entrada franca. Senhas serão distribuídas no local, uma hora antes do evento. Ópera em um ato, do português Antônio Leal Moreira e do brasileiro Domingos Caldas Barbosa, datada de 1794, A Vingança da Cigana foi a primeira ópera composta em português de que se tem registro. O manuscrito, que se encontra na Biblioteca Nacional de Lisboa, em Portugal, foi recentemente editado pelo Núcleo de Pesquisa em Música (NUPEMUS) da Universidade Federal do Piauí, coordenado pelo Prof. Dr. João Berchmans Carvalho Sobrinho.

 

Os cantores nesta montagem estão sob as coordenações das Professoras Deborah Moraes Gonçalves de Oliveira (VOZ E CENA) e Daniela Cabezas (PIANO).

 

Divertido drama jocó-serio, conta a história de oito personagens de classe média-baixa que se cruzam na região ribeirinha, em Lisboa. Contextualizado na época em que foi escrito, o texto aborda as relações entre classes, raças, profissões e namorados no final do século XVIII. É interessante notar a influência da cultura afro-brasileira no texto de Caldas Barbosa e a presença do lundu e da modinha na música de Leal Moreira.

 

A Vingança da Cigana foi composta para a reinauguração do Teatro São Carlos, em Lisboa,em 1794, depois de ter sido totalmente destruído no terremoto que abalou aquela cidade em 1755. Leal Moreira foi convidado para ser Diretor e tentou inserir obras em Português num contexto de forte domínio da ópera Italiana. Além dessa obra, a dupla Moreira-Barbosa compôs também em português, no mesmo período, "A saloia enamorada ou o remédio é casar".

 

O Departamento de Música e Artes Visuais da UFPI vem desenvolvendo semestralmente um trabalho de concertos, recitais e montagens de musicais e óperas com cantores, orquestra, piano, violão, grupo de cordas e demais músicos, numa forma de divulgação da arte erudita no Piauí. Dentre esses trabalhos estão a ópera Dido and Aeneas de Henry Purcell, a opereta Uma Véspera de Reis, de Libânio Colás, o oratório Magnificat de J. S. Bach, The Phantom of the Opera, de Andrew Lloyd Weber, cujas direções vocais e cênicas foram da Professora Deborah Oliveira, além de diversas obras instrumentais realizadas pelos alunos de piano coordenados pelas Professoras Bruna Maria Vieira e Daniela Cabezas, e pela Orquestra de Câmara da UFPI coordenada pelo atual Coordenador do Curso de Música, Prof. Cássio Martins.

 

Os cantores nessa data serão: Luana Campos (CIGANA), Késsia Lopes (LAMBISCA), Gildomar Oliveira (GRILO), Lucas Coimbra (M. PIERRE), Edivan Alves (TARELO), Francisco Pereira (CAZUMBA), Marcos Vinícius (CHIBANTE), Juliana Lima (CAMILA).

 

A partir dessa edição, desenvolveu-se a montagem da ópera completa no Departamento de Música e Artes Visuais da mesma instituição.


Ufpi

regina duarteA atriz  Regina Duarte começa nesta quinta-feira, 28, a encenar,  a tetralogia Raimunda, Raimunda, de autoria do piauiense Chico Pereira. O espetáculo está sendo apresentando no Centro Cultural Banco do Brasil, na capital carioca, e segue em cartaz até o dia 18 de agosto. A tetralogia Raimunda, Raimunda tem direção e interpretação de Regina Duarte. A atriz, nascida no interior paulista, escolheu a peça para comemorar os seus 50 anos de carreira.

 

Regina Duarte conheceu a tetralogia Raimunda, Raimunda, em 2009, durante o Festival de Teatro Lusófono, através do Grupo Harém, que interpreta o espetáculo há 18 anos.

 

A tetralogia Raimunda, Raimunda foi escrita em 1972, pelo piauiense Chico Pereira, em Teresópolis (RJ), em homenagem à atriz Fernanda Montenegro. O espetáculo é um épico sertanejo, em que o autor narra a história de uma negra de lábios leporinos, pobre e miserável nascida no Ceará. Ela se vê rejeitada por todos, por causa do seu defeito, e resolve partir para o Rio de janeiro, onde pretende estudar enfermagem na Escola Anna Nery, mas é reprovada nos exames de saúde. No trabalho artístico composto por quatro obras, a mais famosa é Raimunda Pinto, sim senhor!.

 

O espetáculo Raimunda, Raimunda estará em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, entre os dias 28 de junho e 18 de agosto, com apresentações às quartas, sextas e sábados.


Piaui.pi.gov