prassO goleiro do Ceará, Fernando Prass, duvidou o desejo de clubes cariocas, como Flamengo e Vasco, de voltar para as atividades de futebol. Convidado do programa Jogo Aberto desta quinta-feira (21), o atleta ainda enfatizou sobre a atual situação do Rio de Janeiro, que teve 175 mortes e 1.717 casos confirmados nas últimas 24 horas.


Ainda nessa semana, o presidente Jair Bolsonaro e os presidentes de Flamengo e Vasco, Rodolfo Landim e Alexandre Campello, respectivamente, se reuniram para discutir sobre o retorno do futebol. A equipe do Rubro Negro já voltou a treinar no Ninho do Urubu.

"Se perguntar para o jogador se ele quer voltar, vai dizer que quer. O diretor quer voltar, o presidente quer voltar, o torcedor quer que volte. Nós não somos os mais indicados para decidir isso aí. As pessoas que têm conhecimento da situação têm divergências. Aí vou eu, um jogador de futebol, um presidente de clube, querer decidir? Eu acho que esta situação é mais pelo desespero econômico. É meio sem lógica os times quererem voltar aos treinos. E pode acontecer uma situação pior, porque outros setores, vendo o futebol voltar, vão querer voltar também”.

 

Sobre o cenário do Ceará, o atleta revelou a frustração por conta da ausência de prazo para retomada do futebol e suas atividades.

“A ansiedade é muito grande, e a angústia de não ter um prazo. Se falassem que em agosto ia voltar o futebol. Trabalhar para voltar em agosto. O problema é que a gente está tratando de duas em duas semanas. Já tiveram cinco ou seis decretos, então a gente fica nessa angústia, criando expectativas. A gente vê os caras no Sul voltando a treinar. A gente vê o futebol na Europa voltando a acontecer, óbvio que numa realidade totalmente diferente. As pessoas falam que vão usar a Alemanha de exemplo. Eu acho muito complicado, porque a realidade da Alemanha é totalmente diferente da do Brasil. Enfim, a ansiedade é o mais difícil de controlar”, finalizou Prass.

 

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