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Em quatro jogos na Libertadores, o Flamengo soma três vitórias, um empate e deixou encaminhada a vaga nas oitavas de final. No entanto, esses números não são os únicos que chamam a atenção na campanha rubro-negra. Até o momento, a equipe marcou 12 gols, sofreu outros sete e detém um posto curioso: é o dono do melhor ataque e da pior defesa entre os líderes de grupo.

Mais do que o melhor ataque entre os líderes dos oito grupos, o Flamengo tem o melhor ataque entre todos os 32 participantes da Libertadores. Com exceção do clube rubro-negro, nenhuma equipe chegou à marca de 12 gols marcados. Os mais próximos são Palmeiras e Internacional (com 11 cada).

Por outro lado, o sucesso ofensivo não é visto na outra parte do campo. Entre todos as 32 equipes, apenas seis sofreram mais gols que o Flamengo até o momento: Universitario (PER), Deportivo Táchica (VEN), Olimpia (PAR), The Strongest (BOL), Nacional (URU) e Unión La Calera (CHI).

É verdade que ainda há jogos a serem disputados pela quarta rodada, mas não justifica o Rubro-Negro estar entre as piores defesas da competição. Outros times postulantes ao título, como Palmeiras, São Paulo, River Plate e Boca Juniors, já completaram quatro partidas e não sofreram mais do que três gols.

SOBRA DE UM LADO, SOFRE DO OUTRO

As estatísticas ilustram a dualidade vivida pela equipe de Rogério Ceni neste início de temporada: de um lado, o forte poderio ofensivo; do outro, a fragilidade na defesa. O estilo de jogo e as escolhas adotadas pelo treinador, sem dúvidas, são determinantes para ambos os lados.

Com uma formação com Arão como zagueiro e sem volantes de origem, o Flamengo ganha em qualidade no passe e sufoca ainda mais os adversários no campo de ataque. Com tantos jogadores de qualidade na frente, a equipe naturalmente cria jogadas de perigo e atingiu a incrível média de três gols marcados por partida na Libertadores.

Por outro lado, como o futebol é um jogo de 'cobertor curto', ao solucionar o problema ofensivo, surge um outro na defesa. É verdade que a equipe vem evoluindo neste quesito nos últimos jogos e oferece menos contra-ataques aos adversários. O problema é que, quando oferece, as chances são muito claras e costumam acabar em gol.

Além disso, a equipe está sujeita a erros individuais - como ocorreu no empate com o Unión La Calera, na última terça-feira - e apresenta problemas nas bolas áreas defensivas. Por esses diferentes motivos, o Flamengo não conseguiu acabar nenhum confronto na Libertadores 2021 sem ser vazado.

Com a missão de encontrar um maior equilíbrio, o Flamengo se reapresenta nesta quinta-feira no Ninho do Urubu. A equipe comandada por Rogério Ceni dará início à preparação para o primeiro jogo da final do Carioca, contra o Fluminense, no sábado. A partida será disputada às 21h05 (de Brasília), no Maracanã.

Lançe

fluFoi sofrido, foi difícil, foi Fluminense. Depois de passar 'ileso' por dois jogos muito desgastantes fora de casa com logísticas altamente problemáticas, o Tricolor Carioca recebeu o Independiente Santa Fe no Maracanã, na noite desta quarta-feira (12), e teve que superar mais um desafio: seu próprio nervosismo.

Irreconhecível durante os primeiros 60 minutos de jogo, o time das Laranjeiras parecia que seria batido pelos colombianos, mas tirou forças de seu banco de reservas para buscar uma emocionante virada nos 30 minutos finais: 2 a 1, gols de Fred e Caio Paulista.

Este resultado levou o Fluminense à liderança isolada do chamado "grupo da morte" da Libertadores, com oito pontos conquistados em 12 possíveis. A classificação às oitavas de final ainda não foi assegurada matematicamente, mas pode vir com uma rodada de antecedência, desde que a equipe de Roger Machado some pontos contra o Junior Barranquilla no próximo meio de semana.

Torcida vai à loucura nas redes sociais O enredo pra lá de cardíaco no Maracanã e a virada com "herói improvável", obviamente, rendeu reações acaloradas do torcedor tricolor após o apito final. Promovido a campo após os 30' do segundo tempo no lugar de Kayky, Caio Paulista brilhou com o gol decisivo e quase anotou uma pintura logo em seguida, atuação iluminada que alavancou memes nas redes sociais. Juan Cazares também foi muito celebrado pelo torcedor do Fluminense, afinal, o meia equatoriano foi quem serviu Caio Paulista no gol que virou o marcador para os donos da casa.

Mais uma belíssima assistência para o armador com a camisa tricolor, e pedidos cada vez mais fortes dos torcedores por sua titularidade no lugar de Nenê. Com sua situação praticamente encaminhada na Libertadores, o Fluminense agora pode voltar suas atenções sem culpa à grande final do Campeonato Carioca: encara o arquirrival Flamengo já no próximo sábado (15), primeiro jogo da decisão do Estadual.

90min

parnaibaE quem poderia imaginar? O Tiradentes-PI surpreendeu o Parnahyba e venceu o Azulino por 4 a 1, nessa quarta-feira, 12, no estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina. Matheus Medeiros (2), Balotelli e Lucas Pederzoli foram os autores dos gols do Tigre. Dois deles de pênalti. O Tubarão marcou seu gol no primeiro tempo com Renan, zagueiro, de cabeça. Com isso, o Amarelão ainda segue sonhando em se livrar do rebaixamento no Piauiense. Para isso, vai ter que vencer o Flu-PI e secar o River-PI. O Parnahyba não tem mais chances de chegar ao G-2.

Classificação do Piauiense 2021

1º - Altos: 25 pontos

2º - Fluminense-PI: 21 pontos (um jogo a menos)

3º - 4 de Julho: 20 pontos

4º - Flamengo-PI: 19 pontos (um jogo a menos)

5º - Parnahyba: 16 pontos

6º - River-PI: 15 pontos

7º - Tiradentes-PI: 12 pontos

8º - Picos: 10 pontos

Empate na primeira etapa

O primeiro tempo começou agitado. O Tiradentes-PI iniciou a partida se lançando mais ao ataque. Antes dos 15 minutos, o Amarelão conseguiu balançar as redes. David conseguiu achar Matheus Medeiros em ótima posição e o atacante finalizou forte para o gol. Dois minutos depois, após cobrança de falta, Renan subiu mais que todo mundo e completou de cabeça para o gol. Depois disso, nada de um bom ritmo de jogo. Duas expulsões. Uma para cada lado. E os nervos seguiram aflorados, mas sem qualidade de jogo até o final da primeira etapa.

Amarelão deslanchou!

O segundo tempo começou com o Parnahyba sendo mais forte. Com 10 de cada lado, o Tiradentes-PI buscou esperar e sair ao ataque no tempo certo. E Lauro Balotelli conseguiu se sobressair em relação à defesa do Tubarão. Em jogada pela esquerda, o atacante se livrou da marcação, bateu cruzado e fez o segundo da partida. O Azulino ficou perdido em campo. Na sequência, o Tiradentes-PI conseguiu dois pênaltis. Um convertido por Lucas Pederzoli e outro por Matheus Medeiros. Após ampliar a vantagem, o Tigre se fechou e o Parnahyba pouco pode fazer para mudar o placar.

E os próximos jogos? Como serão?

O Tiradentes-PI vai enfrentar o Fluminense-PI, no próximo domingo, às 9h, no estádio Albertão, em Teresina. O Parnahyba vai cumprir tabela em casa, contra o River-PI, no mesmo horário, no estádio Pedro Alelaf, no litoral piauiense.

GE/PI

Foto: Rde Clube

Passava dos seis minutos do segundo tempo quando Thiago Galhardo correu em direção à bola e converteu seu pênalti com uma batida no centro do gol para abrir o placar nesta terça-feira, no Estádio Pueblo Nuevo, em San Cristóbal, na Venezuela. E a partir daí, foi como se o Inter tivesse parado em campo.

Uma força de expressão, claro. Mas os dois gols que vieram a seguir e a derrota de virada por 2 a 1 para o Deportivo Táchira, pela Libertadores, são provas de uma equipe que sucumbiu com a vantagem no placar e pagou – caro – por erros no sistema defensivo. Um verdadeiro apagão de 44 minutos.

A queda de rendimento após abrir o placar fica ainda mais evidente na comparação com jogos anteriores. Um Inter que se cansou de fazer gols e empilhou cinco goleadas nas últimas sete partidas dessa vez cansou, de fato.

O próprio Miguel Ángel Ramírez fez esta leitura em sua entrevista coletiva depois da derrota. O treinador citou o cansaço acumulado e as condições de um gramado que "comeu perna" como fatores que fizeram a equipe cair tanto de produção depois do gol de Galhardo. – Estávamos fazendo um bom jogo. Conseguimos abrir o marcador. Merecíamos, estávamos criando. Com o passar do tempo, o campo nos comeu perna. Acumulou o cansaço. Estávamos dominando, acredito até que poderíamos fazer o segundo. Não fizemos. E, em erros pontuais... Mas não só isso. Nos foram empurrando e comendo perna – disse o técnico.

A estatística de finalizações comprova as palavras do espanhol. O Inter concluiu 13 vezes a gol até abrir o placar, aos 6 do segundo tempo. Foram 11 tentativas depois disso – cinco delas já nos acréscimos, das quais quatro no último lance do jogo, um bate e rebate dentro da área.

O Deportivo Táchira, por sua vez, quase quadruplicou seu volume ofensivo após o gol. Foram três finalizações no primeiro tempo e 11 depois do gol de Thiago Galhardo.

Finalizações: Até o 1º gol: Inter: 13 Táchira: 3 Depois do 1º gol: Inter: 11 Táchira: 11 O contraste de desempenho vai além da frieza dos números. Nesta terça-feira, Ramírez armou o Inter com titulares preservados: Saravia, Nonato, Marcos Guilherme e Yuri Alberto atuaram nas vagas de Rodinei, Edenílson, Palacios e Mauricio.

E mesmo assim, a equipe se impôs para assumir de imediato o controle da partida. O Colorado fez um primeiro tempo com 64,3% de posse de bola, conduzido por Taison e Moisés para levar perigo no ataque.

O lateral-esquerdo criou três chances de gol com cruzamentos para Yuri e Galhardo, dupla que até mostrou boa mecânica lado a lado. O camisa 10 era quem ditava o ritmo e acelerava o jogo para fazer a equipe progredir em velocidade e superioridade.

Defensivamente, o Inter só correu risco uma vez – e bastante – quando Gondola foi acionado às costas da zaga, mas finalizou para fora cara a cara com Lomba. Mas faltou intensidade e precisão na transição ofensiva para aproveitar contra-ataques.

Veio o segundo tempo, o gol de pênalti de Thiago Galhardo... E o apagão. A equipe que mostrou tanto apetite nas goleadas construídas dentro de casa reduziu, e muito, o ritmo. Veio a pressão do Deportivo Táchira, seguida de erros coletivos e individuais de atenção.

GE