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Com o objetivo de integrar a classe acadêmica e a gestão pública em apoio ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde, a Universidade Federal do Piauí (UFPI), promoveu nesta sexta-feira (27) o “I Seminário de Residências em Saúde e Fellows”. Realizado no Cine Teatro, a programação seguiu até as 11h e contou com palestras e rodas de conversa sobre inovação e pesquisa.

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Durante o discurso de abertura, a reitora Nadir Nogueira descreveu o evento como um momento de acolhimento e permanência acadêmica. “A Universidade tem como pilar o ensino, a pesquisa e a extensão, e eles são indissociáveis. Então, integrar esse momento de acolhimento com a assistência estudantil, com o município, com o Estado, com as nossas parceiras e parceiros, que permitem avanços em diversas áreas da pesquisa, principalmente na saúde. Portanto, é preciso fazer essa integração também na prática. É necessário chegar e dialogar”, destacou.

Ela também enfatizou o compromisso da Universidade com o pioneirismo “Dentro dos programas de Pós-Graduação da nossa Instituição, diariamente são pensados e desenvolvidos projetos, reconhecidos por entidades como o CNPq, que ajudam a melhorar nossa comunidade”, completou a reitora Nadir Nogueira.

O pró-reitor de Assuntos Estudantis e Comunitários, Emídio Matos, em sua fala elucidou a origem do planejamento e propósito do seminário. “A iniciativa não nasceu de uma vontade isolada, mas de um planejamento coletivo e horizontal, construído pelas coordenações das residências, pela gerência de ensino e pesquisa do Hospital Universitário e da pró-reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários. Historicamente, a Universidade faz atividades e eventos para acolher os alunos da graduação e pós-graduação”, pontuou.

“Formar para o Sistema Único de Saúde exige que o conhecimento acadêmico esteja profundamente relacionado com a realidade das pessoas usuárias do mesmo. A incorporação de ensino de serviço com unidade é o pilar dessa formação. Hoje, a UFPI orgulha-se de gerir 12 programas de residência, que ofertam 87 vagas anuais. Neste ano de 2026, a Universidade formará 140 profissionais especialistas”, salientou Emídio Matos.

Como desdobramento do encontro, o diretor do Programa da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Rodrigo Cariri, comentou a importância de espaços que aproximem a comunidade acadêmica da gestão pública, em especial o SUS. “Para o Ministério da Saúde é uma grande oportunidade estar aqui discutindo as atividades, os programas que nós acompanhamos o desenvolvimento desde 2023 e poder discutir o processo com a comunidade acadêmica, com os gestores, acho que incentiva o processo em que a gente vem sendo construído e oferece perspectivas para o futuro próximo. O Estado do Piauí é prioritário para o governo federal, nos estudos que chamamos de dimensionamento”, frisou

O diretor Rodrigo Cariri ainda comentou sobre a viabilidade da implantação de um centro de saúde-escola na UFPI, voltado tanto à formação acadêmica quanto à atenção à saúde. “É uma iniciativa muito interessante, ela concilia as necessidades formativas que os postos de saúde têm, e também as necessidades da população que vive em torno do campus, estudantes, servidores e professores, além da comunidade. Um campus como o da Universidade Federal do Piauí movimenta toda a economia local, trazendo uma perspectiva de investimentos e de organização, é uma etapa que a gente pode apoiar, mas a gente precisa sobretudo de pactuação com os gestores locais do SUS”, finalizou.

O seminário representou um espaço de diálogo essencial para a troca de saberes sobre a formação em saúde no Piauí. O pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFPI, Rodrigo Veras, ministrou uma palestra sobre "Inteligência artificial: inovações e pesquisa em saúde" e frisou a relevância de unir saúde com novas tecnologias “A exposição vai falar sobre novas descobertas e saúde, com o uso de inteligência artificial. Eu vou mostrar um pouco da história da IA e depois vou apresentar como que ela pode atuar na área da saúde, mostrando alguns dos exemplos dos trabalhos que a gente já fez aqui na Universidade Federal”, esclareceu o professor.

Para a comunidade acadêmica presente, o seminário foi um momento de recepção e cuidado, como definiu a residente em enfermagem obstétrica, Mariana Kelly Sousa. “É parte de um processo de adaptação, com bastante acolhimento. Hoje, tem alunos de diversas residências e áreas de pesquisas, mas aproximando a comunidade acadêmica do Sistema Único de Saúde”, concluiu.

Compuseram o dispositivo de honra: a reitora da UFPI, prof.ª Nadir do Nascimento Nogueira; o pró-reitor de Pesquisa e Inovação, Rodrigo Veras; o pró-reitor de Assuntos Estudantis e Comunitários, Emídio Matos; o coordenador da Comissão Descentralizada Multiprofissional da Residência, prof. Vinicius Oliveira; a representante da comissão Estadual de Residências Médicas, prof.ª Marta Rosal; a coordenadora de Programas Stricto Sensu da PRPG, prof.ª Maria do Carmo de Carvalho Martins; o diretor de Programa da Secretaria de Gestão do Trabalho e Saúde do Ministério da Saúde, Rodrigo Cariri Chalgre de Almeida; a gerente de ensino e pesquisa da escola de saúde pública do piauí, prof.ª Luciana Saraiva e Silva; e a diretora de Assistência Especializada da FMS, Gina Nogueira.

Ufpi