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A reitora da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Nadir Nogueira, reuniu-se na manhã desta terça-feira (3) com o Comando de Greve do Sindicato dos Trabalhadores em Universidades Federais no Estado do Piauí (SINTUFPI) para discutir pautas da greve dos servidores técnico-administrativos, com foco na manutenção dos serviços essenciais durante a paralisação. O encontro teve como pauta principal a definição das atividades que devem ser mantidas ao longo do movimento e a forma de registro da carga horária dos servidores no Plano de Gestão de Desempenho (PGD). O superintendente de Recursos Humanos, Ulisses Meireles, também participou da reunião.

Durante o encontro, também foi tratada a construção conjunta, com a Superintendência de Recursos Humanos (SRH), de um documento que liste os serviços a serem mantidos integral ou parcialmente, respeitando o percentual mínimo de 30% do corpo técnico em atividade, conforme previsto em lei. Posterior a reunião na Reitoria da UFPI, o comando de greve também se reuniu com a SRH.

Outros pontos relacionados às condições de trabalho foram debatidos, como a paridade nas eleições universitárias, a destinação de uma sala para a Comissão Interna de Supervisão (CIS), o cumprimento da jornada de 30 horas semanais e a convocação recorrente de técnicos para atuação no Tribunal do Júri.

A reitora Nadir Nogueira avaliou o encontro como produtivo e destacou o caráter participativo da reunião, com representação multicampi, além do acordo para a elaboração conjunta de um documento sobre os serviços essenciais.

“A conversa foi muito positiva, marcada por um diálogo tranquilo e respeitoso, em uma construção coletiva. Houve a participação da multicampia, o que é importante destacar. Foi sugerido que a Universidade elaborasse um documento preliminar, mas entendemos que o mais adequado é que esse documento seja construído de forma conjunta, pela gestão e pelo comando de greve, garantindo legitimidade e alinhamento”, afirmou.

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A gestora também ressaltou o reconhecimento da legitimidade do movimento sindical e defendeu a unidade institucional. “Reconhecemos a legitimidade das pautas apresentadas. Um dos principais pontos reivindicados pelo sindicato diz respeito ao descumprimento de acordo firmado em 2024, questão que envolve o Ministério da Gestão e da Inovação, e não diretamente a Universidade. Mesmo quando não temos autonomia para deliberar, levamos as discussões à Andifes, para que sejam socializadas e fortaleçam as instituições federais como um todo”, pontuou.

A coordenadora-geral do SINTUFPI e integrante do Comando de Greve, Vanessa Castelo Branco, também avaliou positivamente a reunião e destacou a importância da abertura de diálogo com a gestão. “Estamos defendendo as pautas da categoria técnico-administrativa, mas entendemos que elas impactam diretamente a Instituição. Quando o servidor não tem qualidade de vida, condições adequadas de trabalho e remuneração digna, isso repercute no serviço prestado à comunidade. Agradeço à reitora Nadir pelo canal de acolhimento. Era isso que buscávamos enquanto comando de greve: um espaço de diálogo para discutir e construir soluções em torno de reivindicações tão importantes”, declarou.

A greve dos técnico-administrativos da UFPI e da UFDPar foi deflagrada no dia 23 de fevereiro. A categoria reivindica melhorias salariais, melhores condições de trabalho e avanços que impactem positivamente o funcionamento das instituições.

Na oportunidade, também estiveram presentes os membros do Comando Local de Greve: James Dias, Ana Cristiana, Antonio Caspilta, Rita Carvalho, Marcelino Carvalho, Leandro Lopes e Tainá Soares. Outros integrantes do Comando de Greve participaram de forma remota.

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