Na tarde dessa terça-feira, 18, ocorreu a primeira reunião do Comitê Gestor do Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação (PFPEAD) da Universidade Federal do Piauí (UFPI). O encontro teve como objetivos apresentar os membros do comitê, discutir as diretrizes do programa e elaborar a minuta do Plano Setorial da Instituição, seguindo as orientações do plano nacional. Além disso, foi debatida a programação do Dia Internacional da Mulher, com propostas de ações voltadas à prevenção e ao combate ao assédio e à discriminação dentro da Universidade.
A reunião contou com a presença de representantes de diversos setores da UFPI, sindicatos e movimentos sociais, incluindo a presidente do Comitê, a assistente social da SRH/UFPI, Líbia Mafra; a ouvidora-chefe, Maria Francinete Damasceno; a coordenadora de Avaliação e Regulação Acadêmica da PROPLAN, Luísa Xavier de Oliveira; a vice-presidente da APGU/UFPI, Isabel da Silva, além de representantes da Associação dos Docentes da UFPI (ADUFPI), do Sindicato dos Trabalhadores da UFPI (SINTUFPI) e do Núcleo de Estudos em Gênero e Desenvolvimento (Engendre).
Durante o encontro, foi ressaltada a importância de um plano estruturado que contemple todas as unidades da UFPI. O Plano Setorial será construído coletivamente e seguirá três eixos principais. O primeiro trata da prevenção, com a definição de estratégias para evitar casos de assédio e discriminação na Universidade, promovendo campanhas educativas e formação continuada para a comunidade acadêmica. O segundo eixo aborda o acolhimento e a criação de espaços de suporte multiprofissional para vítimas, oferecendo um ambiente seguro e humanizado para denúncias e acompanhamento. O terceiro eixo trata do encaminhamento e tratamento das denúncias, estabelecendo protocolos claros para o recebimento, análise e resolução dos casos, garantindo celeridade e efetividade no processo.
Dara Neto, representante do Movimento de Mulheres Olga Benario, destacou que a criação do comitê representa um avanço significativo na luta contra a violência de gênero dentro da Universidade. “Esse é um marco histórico, pois a UFPI reconhece a importância dos movimentos sociais no enfrentamento às violências e na construção de um ambiente acadêmico mais seguro”, afirmou.
Bárbara Johas, vice-presidente da Associação de Docentes da Universidade Federal do Piauí (ADUFPI), enfatizou a necessidade de políticas eficazes de prevenção e apuração de denúncias. “A falta de um processo claro para tratar esses casos gera impunidade e a sensação de que nada será feito. Esse comitê é fundamental para garantir que as vítimas tenham respaldo e que os casos sejam devidamente investigados”, declarou.
Representando o Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal do Piauí (SINTUFPI), Maria Geni Batista ressaltou a relevância da iniciativa para os servidores da UFPI. “Antes, havia um grande descaso com essas questões. Agora, com a CGU envolvida e um canal específico de denúncias, há um compromisso real em tornar a universidade um ambiente mais acolhedor para todos”, pontuou.
A ouvidora-chefe da UFPI, Maria Francinete Damasceno, explicou que a CGU recentemente ampliou as possibilidades de acolhimento das vítimas, permitindo que diferentes setores da Universidade assumam esse papel. “Os alunos, por exemplo, podem se sentir mais confortáveis em buscar apoio de professores ou colegas de confiança. O importante é criar uma rede de acolhimento eficiente, que garanta um ambiente seguro para todos”, destacou.
A reunião marcou o início da construção de uma política institucional de combate ao assédio e à discriminação na UFPI. Nos próximos encontros, a minuta do Plano Setorial será debatida e ajustada, garantindo que as diretrizes estejam alinhadas com as necessidades da comunidade acadêmica.
Ufpi