O VII Simpósio da Rede de Recursos Genéticos Vegetais do Nordeste (RGVNE) já tem data e local confirmados. Com o tema “Mudanças climáticas e combate à fome: desafios para os bancos genéticos e comunidades rurais”, o evento será realizado de 28 a 31 de outubro no Campus Ministro Petrônio Portella, da Universidade Federal do Piauí (UFPI).
A sétima edição do encontro, promovida pela RGV Nordeste e Sociedade Brasileira de Recursos Genéticos (SBRG), também conta com a realização da UFDPar, UESPI e Embrapa. O evento será presencial tendo como palco o Auditório “Luís Francisco do Rêgo Monteiro” no Centro de Tecnologia da UFPI. Para participar, será necessário realizar inscrição. O link de inscrição será divulgado posteriormente.
De acordo com o professor Jardel Oliveira Santos, presidente do Simpósio, o encontro será um espaço para destacar a importância da variabilidade genética dos vegetais conservados ex situ, in situ e on farm na região Nordeste, para o enfrentamento às mudanças climáticas e o impacto na matriz de alimentação na região e na promoção da saúde da população.
Além disso, o Simpósio será uma oportunidade para a discussão de demandas e diretrizes locais apontadas no Tratado Internacional Conectar os Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura (TIRFAA)/Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Agendas 2030 da ONU e do Governo Federal.
Também serão debatidas soluções baseadas nas recomendações do Bioversity International e da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). O evento ainda terá como eixo central o alinhamento das discussões aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, reforçando a necessidade de ações concretas para um futuro sustentável.
O professor Jardel Oliveira Santos destaca a importância da promoção dessas discussões para viabilizar a valorização do conhecimento tradicional e buscar soluções diante dos desafios das mudanças climáticas. “O conhecimento e manutenção dos bancos de germoplasma, bem como outras formas de conservação da Biodiversidade, constituem a melhor estratégia para combater a seca e possibilitar implementar sistemas eficientes que gerem a sustentabilidade agrícola do Nordeste”, destacou.