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A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) lançou, na última segunda-feira (11), a segunda turma do curso de brinquedistas, resultado de uma parceria com o Pacto pelas Crianças do Piauí e a Secretaria de Estado da Educação (SEDUC). O curso oferece formação especializada para capacitar profissionais a planejar e desenvolver atividades lúdicas em brinquedotecas, escolas, hospitais e outros espaços voltados ao público infantil.

brinquedistas

Nesta segunda edição, estão sendo ofertadas 80 vagas, sendo 20 destinadas a professores da UESPI e 60 a docentes da educação básica do estado. A formação é certificada pela Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABBri) e busca qualificar profissionais para promover experiências educativas e recreativas que estimulem a criatividade, a socialização e o desenvolvimento das crianças.

Durante o lançamento da segunda turma, o reitor da UESPI, professor Evandro Alberto, ressaltou que a formação de brinquedistas representa um avanço significativo para a política de primeira infância no estado e reforça o papel da universidade como parceira estratégica na qualificação de profissionais que atuam com o público infantil. “Já formamos a primeira turma, com 72 vagas, agora estamos na segunda, com 80, e teremos também uma terceira turma. Estamos caminhando para que o Piauí seja o estado com o maior número de formações de brinquedistas. Vamos atrás deste selo, que reflete a qualidade do acolhimento e o brincar qualificado. Nossa universidade já pensa também em especializações, e formações continuadas para fortalecer a política de primeira infância com qualidade e acolhimento”, afirmou.

A cultura do brincar é fundamental para o desenvolvimento integral das crianças, abrangendo aspectos como socialização, preservação da cultura, empatia e colaboração. Reconhecendo essa importância, o Pacto pelas Crianças tem investido em ações estratégicas, como a criação de brinquedotecas e espaços lúdicos, além da qualificação de profissionais para atuarem com intencionalidade nesse contexto. “Ao lançar ações estratégicas, como brinquedotecas e espaços lúdicos, identificamos a necessidade de qualificar profissionais para atuar com intencionalidade, aproveitando a janela de oportunidades que é a primeira infância. Encontramos na UESPI a parceira ideal e, junto à SEDUC e à ABBri, criamos essa formação que é hoje uma das ações mais importantes do Pacto”, pontuou a integrante do comitê gestor do Pacto Pelas Crianças, Adriana Lélis.

A qualificação dos profissionais que lidam com a primeira infância é um passo fundamental para fortalecer políticas públicas e práticas pedagógicas. “ A importância está em dar base científica e teórica a profissionais que atuam em brinquedotecas e diferentes contextos, como escolas, universidades e órgãos públicos. O sucesso da primeira turma nos motivou a realizar esta segunda e já planejar a terceira, sempre reservando vagas para professores da UESPI, de áreas como Pedagogia, Educação Física, Enfermagem e Psicologia, fomentando também pesquisa e extensão dentro da universidade”, destacou a diretora do Departamento de Assuntos Pedagógicos, professora Dalva Stella.

A superintendente da SEDUC, Viviane Carvalhedo, destacou a relevância da iniciativa para o estado. “É uma parceria muito importante, que amplia a capilaridade da formação para todos os municípios do Piauí, oferecendo aos brincantes a perspectiva de trabalhar a brincadeira de maneira séria, com intencionalidade pedagógica, promovendo o desenvolvimento integral das crianças. Em outubro, teremos a terceira turma, que vai consolidar o Piauí como o estado com maior número de cursos e formandos no país”.

A segunda turma segue até novembro, enquanto a terceira edição será realizada em outubro, reforçando o compromisso das instituições parceiras com a formação continuada e o fortalecimento da política de primeira infância no Piauí.

Uespi

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI), por meio do curso de Letras Português e do Grupo de Pesquisa em Ensino, Leitura e Discurso na Contemporaneidade (GPELD), está oferecendo um curso de extensão presencial, intitulado “Sentidos em Disputa: Análise Materialista do Discurso”. Com carga horária de 60 horas e duração aproximada de um ano, o curso visa aprofundar os estudos na área da análise do discurso, uma vertente teórica que tem ganhado destaque recentemente no mestrado acadêmico em Letras.

Segundo a professora Tarsilane Fernandes, docente do Curso Letras Português da UESPI, o projeto é estruturado em 10 oficinas mensais, cada uma com 8 horas de duração. As oficinas serão ministradas por 10 pesquisadores especializados, sendo cinco deles do Piauí e cinco vindos de diferentes estados e instituições de renome, como a Unicamp, a Universidade Federal de Santa Cruz da Bahia, entre outras.

“O curso traz temáticas diversas, abrangendo diferentes frentes da análise do discurso, como discurso político, discurso digital e discursos racializados, proporcionando um amplo panorama das discussões contemporâneas nessa área”, explica a professora. O formato das oficinas permite um equilíbrio entre teoria e prática. Os participantes terão acesso a materiais disponibilizados previamente em ambiente virtual (Google Classroom) e poderão realizar atividades durante as aulas, fortalecendo a compreensão dos conteúdos.

“A Análise Materialista do Discurso é uma teoria que dialoga com várias áreas, como psicanálise, filosofia, história e linguística. Ela desperta muita curiosidade, mas também gera dúvidas pela sua complexidade. Por isso, um curso estruturado em oficinas é fundamental para facilitar a aprendizagem”, comenta. A professora ressalta ainda a importância das parcerias interinstitucionais: “A colaboração entre a UESPI e outras universidades brasileiras fortalece a troca de saberes e amplia a qualidade do ensino e da pesquisa no nosso estado.”

A diretora do Departamento de Programas e Projetos de Extensão da UESPI, professora Samaira Souza, destaca o papel estratégico desse tipo de iniciativa para o fortalecimento da extensão universitária, por meio da Pró-Reitoria de Extensão, Assuntos Estudantis e Comunitários.

“Os projetos de extensão são essenciais para aproximar a universidade da sociedade, levando o conhecimento acadêmico para além dos muros da instituição e gerando impacto real nas comunidades. No DPPE, nosso papel é orientar, acompanhar e assegurar que cada ação extensionista esteja alinhada às diretrizes institucionais e à legislação vigente, garantindo qualidade, relevância e efetividade. Dessa forma, fortalecemos a missão social da UESPI e contribuímos para a formação cidadã dos nossos estudantes”, afirma a diretora Samaira.

Filipe Eduardo, aluno do Programa de Pós-Graduação em Letras da UESPI, destaca a importância do curso para sua formação: “Eu sou associado do GPELD e, quando a professora Tarsilane propôs que o curso iria acontecer, todo mundo ficou super animado. Para nós que estamos inseridos dentro da análise do discurso, esse curso é muito importante porque, como a professora já falou, ele abarca muitas frentes de pesquisa na área do discurso — desde o discurso político até o discurso relacionado ao ensino. É uma oportunidade tanto para quem está no mestrado e precisa aprofundar suas pesquisas, quanto para aqueles que desejam conhecer mais e começar a pesquisar nessa área. Como o curso tem duração de um ano, a oportunidade é realmente única para se familiarizar, inserir e conhecer profundamente a análise materialista do discurso.”

Atualmente, cerca de 100 pessoas estão inscritas, entre estudantes de Letras, formandos, mestres, doutorandos e pesquisadores que têm interesse em aprofundar seus estudos sobre a Análise Materialista do Discurso. A professora Tarsilane Fernandes reforça o convite para interessados: “Quem deseja se especializar nessa área inovadora, construir uma base sólida para futuras pesquisas e participar de um ambiente de aprendizado dinâmico e colaborativo não pode perder essa chance. O curso é também uma forma de fortalecer redes de contato e estimular o intercâmbio de ideias entre profissionais de diferentes lugares.”

Uespi

O I Congresso Internacional de Educação Escolar Indígena, Quilombola e do Campo do Piauí será realizado de 21 a 23 de agosto de 2025, no Cine Teatro da UFPI, em Teresina. O evento é fruto de parceria entre a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e a Secretaria de Estado da Educação do Piauí (SEDUC/PI), por meio da Unidade de Educação Indígena e Quilombola (UEEIQ), contando ainda com movimentos sociais, instituições de ensino e redes de pesquisa.

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Este congresso tem como propósito promover o diálogo entre os saberes acadêmicos e os saberes tradicionais das comunidades indígenas, quilombolas e camponesas, constituindo-se em um espaço de reflexão crítica, valorização da diversidade e construção de práticas educativas comprometidas com os territórios e culturas originárias e tradicionais.

Com a previsão de participação de aproximadamente 600 pessoas — entre lideranças comunitárias, pesquisadores, estudantes, educadores e representantes de movimentos sociais —, o evento busca reafirmar o compromisso com uma educação emancipadora, intercultural e enraizada nas realidades dos povos e comunidades tradicionais do Piauí e de outros territórios.

A apresentação de trabalho será realizada presencialmente, para mais informações sobre a programação e as normas para o envio de trabalho, acesse o site do evento.

Ufpi

 

Estão abertas as inscrições para a edição 2025 da Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE), que pretende alcançar cerca de 500 mil estudantes das redes pública e privada de ensino em todo o Brasil. Voltada para alunos do 8º e 9º ano, a competição tem como objetivo estimular a conscientização sobre o uso responsável da energia elétrica, sustentabilidade e os impactos sociais e econômicos associados ao consumo de recursos naturais.

Realizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), por meio do Programa de Eficiência Energética, a ONEE é coordenada pelo Instituto Abradee, da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). Em 2025, a edição tem como empresa proponente a RGE, distribuidora do grupo CPFL Energia, e conta com a participação de 48 distribuidoras de energia de todas as regiões do país.

A Equatorial Piauí é uma das parceiras da iniciativa e reforça seu compromisso com a promoção da educação e da sustentabilidade na região Nordeste. Para Maisa Ferreira, analista de projetos de Eficiência Energética da Equatorial Piauí, a Olimpíada é uma iniciativa que dialoga diretamente com os valores e compromissos da Distribuidora.

“Ficamos orgulhosos em apoiar mais uma edição da Olimpíada, que além de envolver escolas, professores e estudantes, alcança também as famílias e comunidades, ampliando o impacto positivo da proposta. Fazemos essa grande corrente compartilhando boas práticas para que tenhamos uma geração que utilize no dia a dia dicas que impactam positivamente a vida de todos”, declara Maisa.

Com expectativa de ser a maior edição já realizada, a ONEE mobiliza alunos e professores em uma programação dinâmica, que inclui curso de formação para docentes, desafios interativos no formato de games e provas objetivas. A competição será encerrada com uma cerimônia nacional de premiação no dia 6 de novembro, em Brasília (DF), reunindo os destaques de cada estado.

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Como participar

As inscrições são gratuitas, podem ser feitas por alunos e professores e iniciaram no dia 01 de agosto no site oficial da olimpíada: www.onee.org.br. Todos os inscritos terão acesso a conteúdos formativos e os melhores colocados receberão premiações.

Etapas da competição

  • Inscrições: 01 de agosto a 30 de setembro ● Formação de professores: agosto e setembro ● Desafios e provas (1ª e 2ª fases): outubro ● Resultado: outubro ● Evento de premiação: 06 de novembro

Na primeira fase, os alunos participam de desafios gamificados, aprendendo, de forma descontraída, sobre eficiência energética. Já na segunda etapa, realizam uma prova objetiva, disponível no site ou aplicativo da ONEE.

Premiação

A olimpíada distribuirá medalhas de ouro, prata e bronze, além de notebooks para o melhor aluno de cada estado. Os medalhistas da edição 2025 também conquistam, automaticamente, uma vaga na 2ª fase da Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) de 2026, sem precisar disputar a primeira etapa.

Para o diretor-geral da ANEEL, Sandoval Feitosa, a ONEE desempenha um papel essencial na formação de uma nova geração de consumidores conscientes. “É uma iniciativa que vai muito além da conscientização. É uma ação educativa que prepara jovens para serem cidadãos mais responsáveis com os recursos e com o planeta. A ONEE é sobre futuro”, destaca Sandoval.

Já o presidente da ABRADEE, Marcos Madureira, reforça a importância da Olimpíada. “A ONEE se tornou uma das maiores ações voltadas para a eficiência energética no país. Um projeto que extrapola o ambiente escolar, incluindo também as famílias e as comunidades desses jovens e professores, unindo todos a esse propósito ambicioso de conscientização para uso dos recursos naturais e da energia elétrica”, concluiu Madureira.