A reitora da Universidade Federal do Piauí, Nadir Nogueira, confirmou a criação de três novos cursos de graduação com início previsto para o segundo semestre de 2026. Ao todo, serão ofertadas cerca de 170 novas vagas, incluindo o curso de Medicina no campus de Floriano. As informações foram dadas pela reitora durante a entrega da Medalha Francisca Trindade, um reconhecimento pela dedicação na defesa dos direitos da mulher, na Assembleia Legislativa do Piauí.

Segundo a reitora, a ampliação faz parte de um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento da universidade e à ampliação do acesso ao ensino superior.
“Nós tivemos ontem com o ministro Camilo Santana, que nos deu uma informação muito boa, nós teremos R$ 400 milhões a mais para toda a rede federal, inclusive os institutos federais, para uma recomposição do nosso orçamento, que é apertado e que a gente tem aí priorizado algumas ações para que a gente possa ter uma gestão mais eficiente”, afirmou.
Entre os cursos anunciados, dois são inéditos na instituição. Um deles é o de Inteligência Artificial, alinhado ao Plano Nacional da área, lançado recentemente em Brasília. A universidade também passará a ofertar o curso de Psicologia. Além disso, será implantado o curso de Medicina em Floriano, com 30 vagas iniciais.
A reitora destacou que a escolha dos cursos considera demandas da sociedade e áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento.
“E teremos a partir do segundo semestre, 2026.2, o ingresso de alunas e alunos em três cursos. Dois que nós ainda não tínhamos: que é a Inteligência Artificial, que foi lançado ontem também em Brasília, na Andiff, na Associação dos Dirigentes das Instituições Federais, o Plano Nacional de Inteligência Artificial. E teremos o curso de psicologia, todos para começarem em 2026.2, além do curso de medicina em Floriano, com a oferta de 30 vagas. Então nós teremos mais de 100, cerca de 170 novas vagas para esses cursos que a gente julga, que são cursos estratégicos, que havia o anseio da comunidade piauiense por esses cursos”, destacou.
Durante a entrevista, a reitora também ressaltou o reconhecimento recente da instituição em nível nacional, especialmente em políticas de inclusão. A universidade foi uma das três do país premiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com destaque para ações voltadas à participação de mulheres na ciência.
A ampliação da oferta de cursos e vagas deve impactar diretamente o acesso ao ensino superior no estado, com a interiorização da formação médica e a introdução de áreas alinhadas às novas demandas tecnológicas.
Com informações do Cidadeverde
Foto: Regis Falcão/Ascom Alepi