Fortalecer a imunidade virou uma prioridade para muitas pessoas. Entre os nutrientes mais associados à proteção do organismo, a vitamina D ocupa um lugar de destaque. Ela é essencial para o bom funcionamento do sistema imunológico, para a saúde dos ossos e para diversos processos metabólicos.

No entanto, o consumir vitamina D pode parecer inofensivo, mas isso pode se transformar em um problema quando feito em excesso. Em alguns casos, o uso prolongado e sem orientação pode contribuir até para o surgimento de pedras nos rins. Venha conferir!
Por que o excesso de vitamina D pode fazer mal Diferente da vitamina C, que é eliminada facilmente pela urina, a vitamina D é uma vitamina lipossolúvel. Isso significa que ela se acumula no organismo quando consumida em quantidades acima do necessário. Com o tempo, níveis elevados no sangue podem provocar uma condição chamada hipercalcemia, caracterizada pelo aumento da concentração de cálcio no corpo.
Os primeiros sinais desse desequilíbrio costumam ser sutis, como náuseas, constipação, fadiga e aumento da frequência urinária. Quando o excesso persiste, o organismo passa a absorver cálcio em excesso, o que favorece a formação de cálculos renais e pode comprometer a função dos rins. Em situações mais graves, o cálcio também pode se depositar em vasos sanguíneos e no coração, causando calcificações que afetam a circulação e a saúde cardiovascular.
Equilíbrio é a chave O problema não surge de um consumo pontual, mas sim do uso contínuo de doses elevadas sem acompanhamento médico. Mesmo quando exames indicam níveis normais de vitamina D, tomar doses altas por conta própria não é indicado. Outro cuidado importante é a soma involuntária de suplementos: multivitamínicos frequentemente já contêm vitamina D, e a combinação com cápsulas adicionais pode levar ao excesso sem que a pessoa perceba.
Quem já teve histórico de pedras nos rins ou possui alguma doença renal deve redobrar a atenção e sempre consultar um especialista antes de iniciar qualquer suplementação.
A vitamina D continua sendo fundamental para a saúde e para a imunidade. O risco está no exagero e na automedicação. Buscar orientação, respeitar as doses recomendadas e realizar exames periódicos são atitudes essenciais para garantir os benefícios sem colocar o organismo em risco. Afinal, até mesmo um nutriente essencial pode se tornar prejudicial quando consumido sem controle.