A demência é uma condição complexa que afeta diversas áreas do cérebro. Embora a perda de memória seja um dos sintomas mais conhecidos, ela não é o único indicativo da doença. Ao longo dos anos, especialistas têm identificado outros comportamentos que podem sinalizar o início da demência. Conheça os principais sinais que devem chamar a atenção.

memoria

Dificuldade de concentração e planejamento A dificuldade de concentração, de planejar e de executar tarefas simples é um dos primeiros sinais da demência. Isso ocorre porque a doença afeta as áreas do cérebro responsáveis pela cognição e pelo processamento de informações. Se uma pessoa começa a mostrar dificuldades constantes em seguir instruções ou concluir atividades simples, pode ser hora de procurar ajuda médica.

Diferentemente de lapsos ocasionais devido ao envelhecimento saudável, esses sintomas não desaparecem e tendem a se agravar. A perda de capacidade para realizar atividades cotidianas é um indicador de que o problema pode ser mais sério.

Mudanças no humor e comportamento social Outro sintoma importante da demência são as mudanças abruptas no comportamento e na personalidade. A pessoa pode começar a demonstrar uma falta de interesse por atividades que antes gostava de fazer, além de se afastar socialmente. Mudanças no humor, como irritabilidade ou apatia, também são comuns e podem ser confundidas com simples desgostos, mas estão frequentemente relacionadas à degeneração cognitiva.

Essas alterações podem ser acompanhadas por comportamentos inadequados ou insensíveis, como comentários inapropriados, que indicam a perda da capacidade de julgar situações sociais. A mudança de personalidade é um sinal claro de que a função cognitiva está sendo afetada.

Dificuldades de navegação e confusão temporal Perder-se, até mesmo em lugares conhecidos, como o bairro onde a pessoa mora, é um sintoma que deve ser observado com atenção. Estudos indicam que a dificuldade em se localizar espacialmente pode ser um forte indicador de demência futura. Além disso, a confusão quanto ao tempo e ao lugar, como esquecer o dia da semana ou o local onde se encontra, também são sinais precoces da doença.

Pessoas com demência frequentemente têm dificuldade em lembrar compromissos ou em se situar em relação à hora e ao local, o que interfere significativamente em sua vida cotidiana.

Distúrbios de sono e risco aumentado Um estudo recente indicou que dormir menos de sete horas por noite está associado a um risco maior de desenvolver demência. Aqueles que dormem menos de seis horas por noite na faixa dos 50 e 60 anos têm 30% mais chances de desenvolver a condição. Embora não haja uma relação de causa e efeito comprovada, os estudos sugerem que a qualidade do sono tem um impacto significativo na saúde cerebral a longo prazo.

A privação de sono pode afetar a memória e as funções cognitivas, aumentando o risco de demência no futuro. Portanto, manter uma boa rotina de sono é fundamental para a saúde do cérebro.

Medicamentos que elevam risco de demência Estudos apontam que certos medicamentos, como ansiolíticos e anticolinérgicos, podem aumentar o risco de demência em idosos. O uso prolongado desses fármacos afeta funções cognitivas, sendo essencial a revisão constante das prescrições. Especialistas alertam para os impactos na saúde mental e a necessidade de alternativas terapêuticas. Clique aqui para saber mais.

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