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Bem antes da prescrição de canetas emagrecedoras — termo do qual eu não gosto, mas virou febre —, é fundamental que o médico compreenda individualmente o paciente para que todos os aspectos sejam abordados. Se não, os resultados podem ser comprometidos, seja no curto, no médio ou no longo prazo.

obesos

Perante o paciente obeso, não pode haver uma avaliação superficial por parte dos médicos. Não basta prescrever um remédio sem avaliar todos os fatores, que são muitos, no caso da obesidade.

Não há caneta milagrosa que sustente o processo de cura para quem precisa perder dezenas de quilos, melhorar os hábitos de vida, manter a saúde mental em equilíbrio, resgatar o ânimo e até a vontade de ter uma nova oportunidade, uma nova história.

É preciso rastrear depressão e ansiedade, que são muito comuns em quem é obeso, e também uma possível compulsão alimentar. Outra questão importante é investigar alguns medicamentos que podem levar ao aumento do peso.

Na área da psiquiatria, medicamentos como estabilizadores de humor, antipsicóticos e antidepressivos podem aumentar o peso e precisam ser utilizados com muito cuidado. Será que não há algum fator orgânico associado a essa obesidade?

O tratamento é complexo, não existe solução mágica, mas precisa de muito esforço, empenho, disciplina e mudanças.

R7

Foto: Shurkin_son/Freepik