Sincronizar a alimentação com os ritmos naturais do corpo pode ser essencial para a saúde metabólica. Um estudo publicado no periódico Nutrition & Diabetes por cientistas da Universitat Oberta de Catalunya (UOC) e da Universidade de Columbia reforça essa ideia, mostrando que consumir uma grande refeição após determinado horário pode prejudicar os níveis de açúcar no sangue.

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A pesquisa avaliou 26 participantes divididos em dois grupos: um que ingeriu 45% das calorias diárias após as 17h e outro que fez refeições mais cedo.

Durante duas semanas, a ingestão calórica total foi monitorada, e os resultados indicaram que aqueles que comiam mais tarde apresentavam níveis elevados de glicose após um teste oral de tolerância, independentemente do peso corporal, da composição da dieta ou da quantidade de energia consumida.

Esse efeito está ligado aos ritmos circadianos, que regulam os processos metabólicos ao longo do dia. Durante a noite, a sensibilidade à insulina – hormônio responsável por facilitar a absorção da glicose pelas células – diminui, tornando o organismo menos eficiente na metabolização de açúcares.

Além disso, funções como o reparo celular e a liberação de hormônios do sono passam a ser priorizadas, enquanto a menor atividade física reduz a demanda por glicose, contribuindo para o aumento dos níveis de açúcar no sangue.

O que mostram os estudos? Os achados apontam que não se trata apenas do horário do jantar, mas sim do impacto de consumir quase metade das calorias diárias após as 17h. Esse hábito pode comprometer o metabolismo e aumentar o risco de desregulação glicêmica, especialmente em pessoas com sobrepeso, obesidade, pré-diabetes tratado com metformina ou diabetes tipo 2.

Dessa forma, a pesquisa destaca a importância de adequar o padrão alimentar ao funcionamento natural do organismo, privilegiando refeições mais leves à noite para evitar impactos negativos na regulação da glicose.

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Foto: © Motortion/iStock