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Neste texto, José Osório Filho, utiliza os rios como metáfora para a vida, a união, a esperança e o equilíbrio espiritual. É um convite à reflexão sobre o cuidado com a natureza e à busca por uma sociedade mais solidária e justa. A poesia também alerta para o contraste entre a natureza, a insensibilidade e a ignorância crescente dos humanos.

OS RIOS E OS HUMANOS. JOSÉ OSÓRIO FILHO.

Vivo entre vários rios de águas, onde seus caminhos são meus sonhos. As águas dançam sob a noite enluarada e os reflexos da esperança brilham em cada olhar que um dia imagino alcançar. Nas águas, existem histórias que cortam o silêncio da liberdade de enxergar, como se fosse um dia nascendo e brilhando sem palmilhar.

Nas margens dos rios, várias vidas passam a pulsar: peixes pulam, folhas mortas criam nova esperança e dançam diante do vento, cantando o silêncio das moléculas que compõem a água. A vida flui sem sentir, tudo é belo e natural, igual à existência do Criador, quando inventou o mundo celestial.

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Os rios correm como aglomerado de gotas diminutas. Em outra face, as mãos se tocam, e o universo enxerga e analisa cada gota de água. Distante, ouve-se o eco do passado e um novo modo de viver e de pensar. Em movimento, parte dos organismos vivos pulsam, mostrando que as águas possuem respeito pela vida e, mesmo agredidas, sangram até cicatrizar a ferida.

Os rios banham os caminhos, onde a serenidade brota como uma árvore, que se transforma em um convite da natureza, certificando que a vida é um abrigo e mostrando que há paz no interior dos rios, porque no mundo externo a vida se tornou um inferno, sem limites e sem consciência da solidariedade de uma suposta e ignorante sociedade.

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Da redação