Após inspeção na Ponte Metálica, que liga Teresina a Timon, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (Crea-PI) afirmou que a atual situação inspira cuidados. O conselho detalha em um relatório a necessidade de manutenção e instalação de um sistema de monitoramento na ponte.
A inspeção do Crea foi realizada por meio de comparativo entre o projeto da ponte e a atual situação. Segundo o conselho, foi notado uma perda de cessão, redução da área que sofreu desgaste. A inspeção foi realizada no elemento de apoio e no Pilar 4 da ponte.
“No momento o que a gente aponta é a necessidade urgente da manutenção e principalmente um reforço, tanto nesse pilar quanto nesse elemento de apoio. A principal recomendação do Crea é que se instale um sistema de monitoramento. Esse sistema é para verificar se está tendo algum desnível porque isso pode apontar se essa estrutura terá alguma situação de colapso, se vai ter algum rebaixamento, algum comprometimento maior”, explica o presidente do Crea, Hercules Medeiros.
A Ponte Metálica, por possuir uma linha férrea que liga Piauí e Maranhão, é de responsabilidade da concessão federal da empresa FTL. O presidente do Crea, Hercules Medeiros, informou que a empresa participou do processo de inspeção da ponte. No dia 2 de janeiro, o órgão realizou a primeira inspeção no local que culminou, 45 dias depois, na conclusão do relatório.
“A gente vê que a situação é preocupante. Ainda não é o momento de se dizer a questão de se fazer ou não a interdição porque não fizemos ensaios em relação à estrutura. Agora todos os dias passa um trem carregado aqui. Importante destacar que ela ainda está mantendo a sua função, mas não podemos afirmar até quando isso será possível. Verificamos que às estacas que estão embaixo do pilar P4, principalmente nesse ponto, elas podem ficar em uma situação mais preocupante com a questão das chuvas. Vai ter um aumento do volume do rio e vai ter um aumento do carreamento, então essa erosão, principalmente nessa parte inferior dessas estacas pode causar um comprometimento maior”, afirma o presidente.
O Crea também detalhou que o elemento de apoio tem apresentando uma corrosão com a necessidade de retirar o concreto e fazer aplicação de pintura com reforço, já que a corrosão está em estado bastante avançado.
O segundo pilar, denominado de P4, apresenta complicações nas estacas que seguram o bloco. Os engenheiros apontam que ele possuía uma estrutura de concreto que tinha a finalidade de proteger contra a corrosão. Com o tempo, a estrutura foi sofrendo com a erosão e hoje não faz mais essa cobertura. Além da erosão da parte submersa.
Segundo o Crea, apenas a concessionária agora vai poder determinar a necessidade ou não de interdição da ponte. A recomendação é prazo imediato para instalação de monitoramento para verificar problemas de níveis, realização de manutenção e reforço o mais breve possível.
Os testes citados pelo órgão devem ser feitos para verificar qual espessura e estabilidade da ponte. O relatório será enviado ao Ministério Público Federal, Estadual e para o Iphan já que a Ponte Metálica é tombada.
Após receber o relatório, o Ministério Público deve acionar a empresa responsável pela ponte para as adequações recomendadas. O Crea informou ainda que a FTL apresentou um plano de manutenção, mas o órgão solicita um sistema de monitoramento para que se verifique se a estrutura está com algum indicativo grave ou não.
Com informações do cidade verde