Uma mãe é suspeita de maus-tratos contra o próprio filho de apenas dois anos em Barreiras do Piauí.  O conselho tutelar recebeu denúncia anônima sobre o caso, incluindo um vídeo que mostra a agressão. A mãe chegou a ser interrogada pela equipe da Polícia Civil do Piauí, mas aguarda o término do inquérito em liberdade. Ela negou.

O Jornal do Piauí teve acesso ao relatório de denúncia do Conselho Tutelar e divulgou trechos do documento nesta quarta-feira (12). A criança está com a avó materna em residência diferente da qual ocorriam as agressões.

“Conversamos com a mãe: que é crime espancar uma criança e orientamos a maneira certa de agir, mas ela negou tudo, que apenas tinha dado uns ‘sipozinhos’ nas pernas.  Depois, tivemos conhecimento de um vídeo provando que realmente aconteceu o espancamento e tomamos a devida providência. Retornamos à residência para esclarecer os fatos e não encontramos a mesma (no caso, a mãe). Então, acionamos a polícia para encontrar a acusada”, diz o relatório. 

Em vídeo, um dos conselheiros, Edson Pereira da Silva, que acompanha o caso desde o dia 01 de janeiro de 2021 relata a situação. “Assim que nós recebemos a denúncia anônima do vídeo, nós fomos até a casa da acusada e não a encontramos no local. Um vizinho disse que ela estava ‘para o interior’. Nós acionamos a polícia para conduzir ela até a delegacia. A criança hoje se encontra no interior de Barreiras do Piauí aos cuidados da avó materna, até que se decida como ficará a guarda da criança”, diz o conselheiro. 

O delegado Matheus Zanatta, que atualmente responde pela Gerência de Policiamento do Interior da Polícia Civil do Piauí, relata que o caso está em investigação e todas as diligências estão sendo realizadas para esclarecer a denúncia.

“Na semana passada, nós tivemos uma denúncia de que uma mãe estava praticando maus-tratos contra o seu filho na cidade de Barreiras do Piauí. Essa mãe foi conduzida por policiais militares para a Delegacia de Corrente. Os policiais militares foram ouvidos. A denúncia foi feita por conselheiros tutelares em virtude de uma comunicação realizada pela família aos conselheiros. Os conselheiros também foram ouvidos pelo delegado da cidade de Corrente. A mãe foi interrogada. Foi requisitado exame de corpo de delito para a criança”.

 

cv