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O advogado do 6º Distrito Policial, Edvan Botelho, responsável pelo inquérito do assassinato de Francisnaldo Moura de Carvalho Sousa, na última quarta-feira, 01, na rádio Difusora de Teresina, revelou detalhes do homicídio até a apresentação de Jairo Brandão que resultou na sua prisão nessa segunda-feira, 06.



Jairo apresentou-se voluntariamente no distrito onde foi interrogado pelo delegado por quase duas horas. Na sexta-feira, 03, o advogado do operador de áudio já havia confirmado que ele se apresentaria.



Na segunda por volta de 9:00h Jairo Brandão compareceu na delegacia e afirmou no interrogatório que tinha sim um caso com Cláudia, que em seu depoimento na sexta-feira negou tudo. A jovem que era companheira da vítima, e recentemente completou 18 anos, começou manter relações com o operador de áudio em julho de 2011 e desde então começaram a receber ameaças de Francisnaldo, segundo Jairo.



 “No dia anterior ao crime, a vítima teria ligado para ele afirmando que da manhã do dia seguinte ele não passava. Quando foi buscar Cláudia na rádio na quarta-feira, Francisnaldo teria feito um gesto como se estivesse com uma arma na cintura, Jairo foi numa sala e pegou a espingarda calibre 12, apontou para as pernas da vítima, mas devido a força do disparo a arma desviou atingindo o abdômen, foi o que ele falou no seu depoimento”, disse o delegado.

 

Francisnaldo ainda chegou a ser encaminhado ao Hospital de Urgência de Teresina, mas morreu no trajeto.

 

A FUGA

“Depois que cometeu o homicídio Jairo fugiu para a cidade de José de Freitas, e no domingo esteve em Campo Maior e tentou se confessar com um padre, mas não foi possível, mas em Teresina ele esteve com um padre. Mostrou muito arrependimento, até porque o rapaz é réu primário, trabalhava e não cometeu um crime passional”, disse. 

 

VÍDEO COMPROVA A RELAÇÃO
Como Cláudia negou o envolvimento, Jairo apresentou um vídeo onde os dois têm relação sexual. O vídeo gravado pelo celular dele, com consentimento dela, mostra cenas explícitas de sexo, segundo o delegando, contradizendo o depoimento dela.

 

A PRISÃO
Como um mandado de prisão já havia sido expedido contra Jairo Brandão, por volta de 11:30h foi encaminhado para fazer exame de corpo de delito e em seguida foi para a Casa de Custódia onde responderá o crime em regime fechado até a conclusão do inquérito.

 

A DEFESA
Como Jairo atirou na vitima, cometeu assim um homicídio doloso, quando assume o risco das consequências pelo ato.


“Se ele tiver um bom advogado, pode argumentar a legítima defesa putativa, quando se comete o crime por uma defesa pessoal em reação a uma atitude que não necessariamente possa atingi-lo”, afirmou o delegado. Esse argumento é caracterizado no caso de Jairo ter disparado contra a vitima se defendendo de algo que poderia não acontecer.


O delegado Edvan Botelho afirmou ainda que Jairo chegou a chorar no interrogatório afirmando que não tinha intenção de matar, nem matou para ficar com ela, e sim para se defender. O inquérito será concluído pelo distrito e encaminhado para a justiça para que seja feito o julgamento.



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