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Nesta terça-feira, 19, após quase 13 anos de buscas, a Polícia Civil prendeu, no Ceará, Francisco das Chagas Cavalcante, conhecido como “Irmão”, acusado de assassinar o mototaxista Antônio Domingos da Silva, o “Toinho”, na cidade de Esperantina (PI). O crime aconteceu em 24 de dezembro de 2012.

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De acordo com a polícia, Francisco das Chagas, que na época era conselheiro tutelar, cometeu o crime na companhia do irmão, Gerôncio Cavalcante, que teria participado da ação criminosa.

O homicídio ocorreu na noite da véspera de Natal, por volta das 19h, dentro da residência da vítima, no Conjunto Bernardo Rêgo, em Esperantina. Segundo as investigações, Francisco das Chagas e Gerôncio chegaram em um carro EcoSport preto, invadiram o quarto do mototaxista e efetuaram disparos de arma de fogo, que teriam sido realizados por Francisco das Chagas. A esposa de Antônio Domingos presenciou a cena, mas não conseguiu evitar o assassinato.

A motivação do crime continua sendo investigada, mas, segundo informação extraoficial, o suspeito estaria recebendo ameaças da vítima, o que teria levado ao homicídio. Ainda conforme a investigação, a principal motivação seria a atual companheira de Antônio Domingos.

Vida paralela no Ceará Logo após o crime, os irmãos fugiram para a cidade de Meruoca, no interior do Ceará, onde viveram por mais de uma década sob identidades falsas. Durante esse período, Francisco das Chagas trabalhava como zelador em uma escola municipal. Já Gerôncio se estabeleceu como comerciante, conquistando a confiança da comunidade local.

Segundo a polícia, ambos mantinham uma rotina considerada exemplar pela população, enquanto escondiam o histórico de um crime brutal.

Prisão após investigação conjunta A captura ocorreu em uma ação integrada entre a Delegacia Seccional de Esperantina (PI) e a Delegacia Municipal de Massapê (CE), que cumpriram mandados de prisão preventiva contra os dois irmãos. A investigação envolveu anos de troca de informações e cruzamento de dados até a confirmação da verdadeira identidade dos acusados.

Com a prisão, Francisco das Chagas e Gerôncio Cavalcante estão agora à disposição da Justiça. Para a Polícia Civil, a ação representa um avanço no combate à impunidade e uma resposta à sociedade após mais de uma década de espera por justiça.

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