Levantamento preliminar feito pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Tecnológico do Governo do Estado revela um crescimento acentuado das exportações nos dois primeiros meses dos últimos dois anos.
Isto se deve, segundo o secretário Warton Santos, à vinda para o Piauí de empresas de outros estados e até de outros países, que foram atraídas pelas condições favorecidas pelo Governo do Estado, como a lei de incentivos fiscais mais moderna do Pais. Além das novas, antigas empresas já estabelecidas ampliaram seus negócios voltados para a exportação, se aproveitando dos incentivos e do fundo de desenvolvimento da indústria.
Pelo levantamento, o comércio exterior piauiense apresentou a seguinte evolução:
Em janeiro de 2011, R$ 3,1 milhões; janeiro de 2012, R# 8,8 milhões e janeiro de 2013, R$ 8,6 milhões. Já em fevereiro de 2011 foram exportados R$ 4,2 milhões; em fevereiro de 2012, R$ 5,8 milhões e em fevereiro deste ano, R$ 6,05 milhões.
Os principais produtos exportados foram: mel natural, castanha de caju, quartzitos e outros minerais, couros, peles, algodão e produtos químicos orgânicos, que registrou um aumento de 487%. Mesmo sendo o que mais exportou, o mel natural registrou uma queda de 93% E este número, lamentavelmente, segundo o secretário Warton Santos, pode ser pior, em razão da seca dos últimos dois anos.
A castanha de caju ainda não sentiu os efeitos da seca e registrou um aumento de 179% em suas exportações.
Acredite se quiser. O indivíduo acusado pela Polícia de ter apertado o gatilho para matar o vereador Emídio Reis é primo dele em 3º grau. Os avós são primos legítimos.
Ainda sobre o caso, a Câmara Municipal de São Julião decidiu instalar na sessão do dia 26 próximo, uma Comissão Processante para apurar o envolvimento do prefeito da cidade, Francisco José de Souza, o Zé Neci (PT), além do vice dele, Francimar Pereira na morte do ex-vereador Emídio Reis da Rocha. A decisão partiu após reunião da Mesa Diretora da casa com o advogado Tiago Santos em Teresina.
O pedido para abri a CP foi feito por escrito e assinado por eleitores da cidade, que se dizem revoltados com as denúncias. Informa o advogado que, caso seja aceito o pedido, após a instalação da Comissão, o prefeito deve ser afastado do cargo por 180 dias, período de duração da Comissão.
O homem identificado como Ulisses Gladystone Souza, 25 anos, foi encontrado morto nas águas do Açude Anajás, em Piripiri, neste domingo, 14. Segundo informações da mãe da vítima, na noite de sábado, 13, o jovem foi visto consumindo bebida alcoólica, antes de entrar no açude, o que pode ter causado o afogamento.
A família procurava Ulisses, quando recebeu a informação de que ele havia sido encontrado sem vida nas águas do Anajás, próximo á uma casinha chamada de "Ilha", nas imediações do criatório de peixes.
Segundo informações de testemunhas ele teria se dirigido a este local para beber com um amigo. Ulisses era casado e tinha um filho.
Não é apenas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que os estudantes cometem erros absurdos de ortografia. No Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), alunos que estão se formando no ensino superior cometem desvios tão ou mais graves como “egnorancia”, “precarea” e “bule” (bullying).
Esses e outros exemplos foram repassados por uma corretora do Enade 2012, que avaliou concluintes de cursos como Direito, Comunicação Social, Administração, Ciências Econômicas, Relações Internacionais e Psicologia. A professora entregou o material pessoalmente ao GLOBO, mas, por ter assinado contrato de sigilo com o Ministério da Educação (MEC), não pode ser identificada. A docente procurou o jornal depois de ler, também no GLOBO, a reportagem, publicada no dia 18 de março, mostrando que redações que receberam nota 1.000 no Enem tinham erros como “trousse”, “enchergar” e “rasoável”.
Em dez respostas à segunda questão discursiva, há erros, sobretudo, de estrutura frasal, imprecisão vocabular e fragmentação de sentido. Segundo a professora, mesmo corrigidos equívocos de pontuação, regência, ortografia e concordância, esses textos continuariam errados. A questão pedia que, a partir da análise de charges e da definição de violência formulada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o candidato redigisse um texto sobre a violência atual, contemplando três aspectos: tecnologia e violência (3 pontos); causas e consequências da violência na escola (3 pontos); proposta de solução para a violência na escola (4 pontos).
Um formando escreveu: “A violencia e causada muitas vezes pela falta de cultura e pela egnorancia dos seres humanos, cuja a tecnologia sao duas grandes preocupação para a sociedade, causando violencia nas escolas”. Outro estudante respondeu: “Hoje o sistema de segurança publica a inda e muito precarea no Brasil precisa ater mais infraestrutura para a segurança da sociedade em geral”.
Um terceiro redigiu: “As escolas tem que orienta e ajuda estas crianças que são violêntas e pratica o bule por enquanto são crianças por que só assim elas terão chacer de melhora e ser uma pessoa melhor e mas calma”. Em outra resposta, constava: “Esperamos que com a oportunidade de farias formação academica possa futuramente acabar ou diminuir este comportamnento do sr humano”.
— Os critérios são benevolentes, mandam não pesar a mão para manter média 5. Precisa se dar à opinião pública a ideia de que o ensino está melhorando. Mas não está. As faculdades formam profissionais analfabetos funcionais. Esse é o final do filme — diz a corretora.
Em nota, o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep) rebate com veemência as críticas, afirmando que “são completamente infundadas as suspeições levantadas pela suposta corretora de que ocorreu orientação para ‘aliviar’ nas correções”. De acordo com o órgão, responsável pela aplicação da prova, “isso não acontece, nem aconteceu, no Enade, Enem, ou em qualquer outro exame sob responsabilidade do Inep/MEC”. O comunicado esclarece ainda quaisquer erros tão grosseiros como os citados nesta reportagem certamente teriam “baixíssima avaliação”.
Segundo o Inep, as correções do Enade 2012 são feitas por bancas constituídas de um professor doutor como presidente e membros com titulação de doutorado ou mestrado, vinculados há, pelo menos, cinco anos a instituições de ensino superior. “São cerca de 500 profissionais do mais alto nível que podem atestar a seriedade do exame e das correções”, diz a nota.
De acordo com o órgão, “o rigor das avaliações do Enade se expressa nas medidas de supervisão e regulação adotadas pelo MEC, com base nos indicadores de qualidade como o índice geral de cursos (IGC) e o conceito preliminar de curso (CPC). Na nota do CPC, o desempenho dos estudantes representa 55% do total”. O resultado do Enade não impossibilita que os estudantes se formem, a menos que eles não compareçam à prova.
Pós-doutor em Linguística Aplicada e professor da UFRJ e da Uerj, Jerônimo Rodrigues de Moraes Neto considera gravíssimo o exercício de qualquer profissão sem o conhecimento da língua portuguesa:
— As profissões nas quais esses alunos se formam não geram à sociedade os resultados a que se destinam. Advogado que não entende cliente não consegue, na petição, se fazer entender pelo juiz. Não tem condições de interpor recursos.
Este ano, apenas 10,3% dos 114.763 participantes que prestaram o Exame de Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foram aprovados. É o pior resultado desde que passou a ser aplicado no formato unificado, em 2010. E, como mostrou pesquisa do Núcleo Brasileiro de Estágios, erros de português são o principal motivo de reprovação em processos seletivos de estágio. No estudo, que avaliou 7.219 alunos de níveis superior e médio, 28,8% perderam oportunidades por isso. Para corrigir as deficiências, universidades oferecem cursos de reforço. Na opinião de Moraes Neto, esse tipo de curso é excelente, mas o cerne da questão é a formação do professor de Português:
— O ponto crucial reside na formação do professor de Português, que deverá ensinar o aluno a falar, escrever e ler, mediante conhecimento do sistema linguístico da língua portuguesa.
Para a professora Cibele Yahn de Andrade, do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas da Unicamp, nivelar o ensino superior é necessário. Mas, para ela, o centro do problema está nos ensinos fundamental e médio.
— Não é possível superar essas deficiências acumuladas, de modo satisfatório, em curto prazo. São habilidades que deveriam ser adquiridas ao longo da vida escolar, na sequência de atividades de leitura e escrita diversificadas e com desafios crescentes.