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O dia 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, é um marco simbólico para a valorização das culturas, saberes e modos de vida dos povos originários do Brasil. Instituída em 1943, a data surgiu a partir de debates internacionais sobre a realidade indígena nas Américas e, ao longo do tempo, passou a representar um momento de reflexão sobre o respeito aos territórios, às identidades e às tradições dessas comunidades.

saberes

Nesse contexto, iniciativas desenvolvidas no âmbito da universidade pública contribuem para fortalecer esse diálogo com os povos indígenas. Na Universidade Estadual do Piauí (UESPI), o projeto “Roça e Quintais sem Fogo” atua diretamente em comunidades indígenas e tradicionais, promovendo práticas sustentáveis de produção e incentivando a troca entre o conhecimento acadêmico e os saberes locais.

Coordenador pelo professor Valdinar Bezerra, do curso de Agronomia do Campus Professor Alexandre Alves de Oliveira, na cidade de Parnaíba, o projeto tem promovido ações voltadas à produção agroecológica em comunidades indígenas, quilombolas e rurais no estado. A iniciativa, aprovada por meio de chamada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), integra as atividades do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Agroecologia da instituição.

A proposta consiste na implantação de unidades demonstrativas de produção baseadas em sistemas agroflorestais, que buscam conciliar o cultivo de alimentos com a preservação ambiental. Diferente dos modelos convencionais, o projeto não utiliza agrotóxicos nem promove o revolvimento intenso do solo, priorizando o uso de insumos disponíveis nas próprias comunidades e práticas que imitam os processos naturais.

A equipe conta com oito bolsistas da Uespi e dois egressos da instituição, além de participantes das próprias localidades atendidas, incluindo indígenas, quilombolas e jovens em diferentes níveis de formação. Esses bolsistas acompanham o desenvolvimento das áreas implantadas, fortalecendo a troca de conhecimentos entre a universidade e as comunidades e contribuindo para a continuidade das práticas adotadas.

De acordo com o professor Valdinar Bezerra, a ideia central do projeto é desenvolver uma agricultura mais sustentável, com menor impacto ambiental e maior eficiência para o produtor, trabalhando com sistemas diversificados, onde várias culturas convivem na mesma área, respeitando a natureza, sem o uso de veneno e com o mínimo de intervenção no solo.

O docente também destaca que a iniciativa vai além da produção agrícola, contribuindo diretamente para a qualidade de vida das populações atendidas. “Esse trabalho tem um impacto muito importante, porque dialoga com a realidade dessas comunidades, especialmente indígenas, quilombolas e rurais. A gente percebe uma aceitação muito positiva, porque são práticas que reduzem o esforço no campo e ao mesmo tempo garantem uma produção mais sustentável”, afirma.

Além disso, ele ressalta o protagonismo das próprias comunidades no desenvolvimento das atividades. “Os moradores participam diretamente do projeto, inclusive como bolsistas, acompanhando as áreas e contribuindo com o conhecimento local. Isso fortalece não só a produção, mas também a valorização das práticas tradicionais e a construção coletiva das soluções”, completa.

O estudante Leonardo Rodrigues, do curso de Agronomia da Uespi e bolsista do projeto, destaca que a experiência vai além da prática acadêmica, promovendo uma relação direta com as comunidades atendidas. “Tem sido uma experiência muito transformadora, porque a gente não só leva a universidade para dentro das comunidades, mas também aprende com elas. Existe uma troca muito forte entre o conhecimento científico e o saber local. Esse contato abre nossos horizontes e mostra que o conhecimento que vem das comunidades é fundamental. É uma experiência que transforma tanto a gente, quanto as pessoas que participam”, afirma.

A estudante Thayane Silva, ressaltou que a participação no projeto tem sido marcada pelo contato direto com as comunidades e pela valorização dos saberes locais. “Participar desse projeto tem sido uma experiência única, porque a gente aprende conhecimentos que não adquire em sala de aula. Quando chegamos na comunidade, o mais importante é escutar, acolher e entender as demandas das pessoas. A partir desse diálogo, conseguimos desenvolver ações que realmente atendem às necessidades locais e beneficiam toda a comunidade”.

Atualmente, as ações estão sendo desenvolvidas em diferentes territórios do Piauí, incluindo comunidades indígenas, quilombolas e assentamentos rurais nas regiões de Parnaíba, Piripiri e Lagoa de São Francisco. A expectativa é que o projeto seja ampliado para outros municípios nos próximos meses, conforme a articulação com novos parceiros institucionais.

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A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) abriu seleção para formação de cadastro de reserva de docentes que irão atuar na elaboração e correção de exames de proficiência.

As vagas contemplam profissionais das áreas de inglês, espanhol, francês, português para estrangeiros e Libras, incluindo também atividades de tradução e interpretação. O processo é coordenado pelo Núcleo de Exame de Proficiência (NEP).

Edital Seleçao de docentes para elaboração e correção dos exames de proficiência.

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A Universidade Estadual do Piauí (UESPI), por meio do Departamento de Línguas, lançou nesta segunda-feira (20) quatro editais voltados à área de formação linguística, com inscrições a partir do dia 27 de abril. O lançamento ocorreu às 10h, no Auditório Central do Campus Poeta Torquato Neto, em Teresina.

linguas

Um dos editais prevê a oferta de 1.180 vagas para cursos gratuitos de línguas, nas modalidades online e presencial. As oportunidades contemplam os idiomas espanhol, francês, inglês, libras e português.

As inscrições devem ser feitas através do link.

INSCRIÇÕES:

O candidato poderá realizar o cadastro na plataforma com antecedência, exclusivamente, de forma on-line, acessando o seguinte endereço: https://prexdl.uespi.br/inicial e realizará a inscrição que estará disponível a partir das 10h do dia 27/04/2026, segunda-feira, no horário de Brasília.

Os demais editais tratam de diferentes frentes: realização do exame de proficiência em leitura em língua estrangeira, voltado a candidatos de programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado); seleção de docentes para elaboração e correção das provas de proficiência; e formação de cadastro de reserva para fiscais, intérpretes de Libras e ledor(es) que atuarão no Núcleo de Exame de Proficiência (NEP) da instituição.

De acordo com a diretora do Departamento de Línguas da UESPI, professora Laura Torres, a ampliação da oferta atende à crescente demanda por cursos de idiomas. “Observamos uma procura significativa por línguas estrangeiras, como inglês, espanhol, francês, libras e português e decidimos ampliar o número de vagas, inclusive com turmas para o público infantil, de 9 a 12 anos”, destacou.

As vagas são destinadas também a adolescentes de 13 a 15 anos e a candidatos a partir de 16 anos. Para este último grupo, é necessário estar cursando ou já ter concluído o ensino médio, em escolas públicas ou privadas.

“São cursos gratuitos e de qualidade, que contribuem para a formação de profissionais mais qualificados e preparados para o mercado de trabalho num mundo globalizado. A orientação do reitor Paulo Henrique Pinheiro e do governador Rafael Fonteles é de que o processo de internacionalização da UESPI seja intensificado”, ressaltou a gestora.

A diretora de Relações Internacionais da UESPI, Ana Luíza, disse que a expansão dos cursos de línguas da UESPI é muito importante para aumentar a capacitação dos estudantes e dos professores para aproveitarem melhor as oportunidades de intercâmbio oferecidas pela instituição.

Veja os editais:

Edital Cursos de Linguas UESPI 2026

Edital Exames de Proficiência

Edital Fiscais, Intérpretes de Libras e Ledores Exames de Proficiencia

Edital Seleçao de docentes para elaboração e correção dos exames de proficiência.

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