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A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) lançou edital de processo seletivo simplificado para contratação de tradutores e intérpretes de Libras. São ofertadas cinco vagas distribuídas entre campi da instituição, com reserva para pessoas com deficiência e candidatos negros ou pardos. A remuneração é de R$ 4.180,66 para jornada de 40 horas semanais.

As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, no período de 30 de abril a 5 de maio de 2026. A taxa é de R$ 110, com possibilidade de isenção ou desconto para candidatos que atendam aos critérios previstos em lei.

A seleção será realizada em duas etapas: prova objetiva, com questões de Língua Portuguesa e conhecimentos específicos, e prova prática de interpretação entre a língua portuguesa e a Libras.

Para concorrer, é exigido nível superior e qualificação na área de tradução e interpretação em Libras. Os profissionais contratados atuarão em atividades acadêmicas e institucionais, garantindo a mediação da comunicação entre surdos e ouvintes. O contrato terá duração inicial de 12 meses, podendo ser prorrogado, e o processo seletivo terá validade de dois anos.

Confira o Edital: SEI_0023671134_Edital_001_2026

Uespi

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo das vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) referente ao primeiro semestre de 2026. O prazo começou nesta quarta-feira (22) e segue até o dia 29 de abril.

A inscrição é gratuita e deve ser feita na página do programa no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC).

O edital com as regras foi publicado pelo MEC no dia 6 de abril.

O resultado será divulgado no dia 7 de maio. Nos dias 8 a 11 de maio, os pré-selecionados deverão validar as informações na própria instituição de ensino superior para a qual se candidataram, por meio da entrega física ou digital da documentação exigida.

O Fies tem chamada única e lista de espera. Os estudantes que não forem pré-selecionados estarão automaticamente na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação. A pré-seleção da lista de espera ocorrerá de 15 a 29 de maio.

Fies Com o objetivo de promover a inclusão educacional, o programa federal financia, desde 2001, a graduação em instituições de educação superior privadas com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

São dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre do ano letivo, além de seleções para vagas remanescentes.

Requisitos Os candidatos em obter o financiamento estudantil devem atender aos seguintes requisitos:

Participação em uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir de 2010; Média aritmética das notas nas cinco provas igual ou superior a 450 pontos; Nota na redação superior a zero; Renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos; Condições de atingir a frequência mínima exigida para o primeiro semestre de 2026 no curso escolhido, que é de 70% de presença. A classificação no processo seletivo do Fies seguirá a ordem decrescente das notas obtidas pelos candidatos no Enem, com prioridade para os candidatos que não concluíram o ensino superior e/ou não foram beneficiados pelo financiamento estudantil.

É vedada a concessão de novo financiamento do Fies a candidatos que não tenham quitado o financiamento anterior pelo Fies ou pelo Programa de Crédito Educacional ou que se encontrem em período de utilização do financiamento.

Cotas O edital do processo seletivo reserva 50% das vagas para o Fies Social, lançado em 2024 para reforçar o papel social do financiamento estudantil. Para concorrer, os candidatos devem ter inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) e renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo.

A modalidade lançada pelo MEC permite financiamento de até 100% dos encargos educacionais cobrados pela instituição de ensino superior.

Também há cotas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, em proporção à população desses grupos em cada estado. Essa reserva aplica-se tanto no Fies como no Fies Social.

Agência Brasil

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) é uma das instituições executoras da 3ª Olimpíada de Professores de Matemática do Brasil (OPMbr), por meio do Centro de Educação Aberta e a Distância (CEAD). A edição, voltada aos docentes dos anos finais do Ensino Fundamental da rede pública, está com inscrições abertas até o dia 17 de maio e busca valorizar práticas pedagógicas inovadoras e eficazes no ensino da disciplina.

olimpiadas

A iniciativa integra o Compromisso Nacional Toda Matemática, política do Governo Federal voltada ao enfrentamento dos desafios históricos da aprendizagem na área. A ação reúne instituições como o Ministério da Educação e a Sociedade Brasileira de Matemática, além de universidades públicas de todo o país.

De acordo com a coordenação da olimpíada, a proposta da OPMbr é colocar o professor no centro do processo avaliativo. “A OPMbr nasce com o propósito de reconhecer o papel estratégico do professor na transformação do ensino da Matemática. Mais do que domínio de conteúdo, buscamos identificar práticas que dialoguem com a realidade dos estudantes e promovam aprendizagem significativa”, destaca a organização.

Outro diferencial apontado pela equipe organizadora é o foco na prática pedagógica. “A olimpíada valoriza a capacidade do docente de traduzir conceitos matemáticos em estratégias didáticas eficientes. É um olhar que considera o cotidiano da sala de aula, os desafios concretos e as soluções criativas desenvolvidas pelos professores”, ressalta.

O processo seletivo é composto por três etapas. Na primeira fase, os participantes realizam testes com questões objetivas e abertas, abordando conhecimentos matemáticos e pedagógicos. Na segunda, produzem um vídeo apresentando uma solução didática para uma situação-problema. Já na etapa final, os candidatos participam de entrevistas e apresentam um portfólio com registros de suas práticas.

Segundo a organização, a premiação vai além das medalhas. “Os professores com melhor desempenho terão acesso a programas de formação continuada, com cursos, imersões e oportunidades de troca de experiências. Nosso objetivo é fortalecer redes de colaboração e promover o desenvolvimento profissional docente”, afirma.

A olimpíada também aposta na multiplicação de boas práticas. “Os professores premiados tornam-se referências em suas regiões, contribuindo para a disseminação de metodologias inovadoras e para a melhoria do ensino da Matemática em diferentes contextos educacionais”, acrescenta a equipe.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pela plataforma oficial da OPMbr. A primeira fase está prevista para ocorrer entre os meses de junho e agosto, conforme o cronograma da organização. A expectativa é ampliar a participação de docentes em todo o país e reforçar a valorização da carreira no campo da educação básica.

Ufpi

O dia 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, é um marco simbólico para a valorização das culturas, saberes e modos de vida dos povos originários do Brasil. Instituída em 1943, a data surgiu a partir de debates internacionais sobre a realidade indígena nas Américas e, ao longo do tempo, passou a representar um momento de reflexão sobre o respeito aos territórios, às identidades e às tradições dessas comunidades.

saberes

Nesse contexto, iniciativas desenvolvidas no âmbito da universidade pública contribuem para fortalecer esse diálogo com os povos indígenas. Na Universidade Estadual do Piauí (UESPI), o projeto “Roça e Quintais sem Fogo” atua diretamente em comunidades indígenas e tradicionais, promovendo práticas sustentáveis de produção e incentivando a troca entre o conhecimento acadêmico e os saberes locais.

Coordenador pelo professor Valdinar Bezerra, do curso de Agronomia do Campus Professor Alexandre Alves de Oliveira, na cidade de Parnaíba, o projeto tem promovido ações voltadas à produção agroecológica em comunidades indígenas, quilombolas e rurais no estado. A iniciativa, aprovada por meio de chamada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), integra as atividades do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Agroecologia da instituição.

A proposta consiste na implantação de unidades demonstrativas de produção baseadas em sistemas agroflorestais, que buscam conciliar o cultivo de alimentos com a preservação ambiental. Diferente dos modelos convencionais, o projeto não utiliza agrotóxicos nem promove o revolvimento intenso do solo, priorizando o uso de insumos disponíveis nas próprias comunidades e práticas que imitam os processos naturais.

A equipe conta com oito bolsistas da Uespi e dois egressos da instituição, além de participantes das próprias localidades atendidas, incluindo indígenas, quilombolas e jovens em diferentes níveis de formação. Esses bolsistas acompanham o desenvolvimento das áreas implantadas, fortalecendo a troca de conhecimentos entre a universidade e as comunidades e contribuindo para a continuidade das práticas adotadas.

De acordo com o professor Valdinar Bezerra, a ideia central do projeto é desenvolver uma agricultura mais sustentável, com menor impacto ambiental e maior eficiência para o produtor, trabalhando com sistemas diversificados, onde várias culturas convivem na mesma área, respeitando a natureza, sem o uso de veneno e com o mínimo de intervenção no solo.

O docente também destaca que a iniciativa vai além da produção agrícola, contribuindo diretamente para a qualidade de vida das populações atendidas. “Esse trabalho tem um impacto muito importante, porque dialoga com a realidade dessas comunidades, especialmente indígenas, quilombolas e rurais. A gente percebe uma aceitação muito positiva, porque são práticas que reduzem o esforço no campo e ao mesmo tempo garantem uma produção mais sustentável”, afirma.

Além disso, ele ressalta o protagonismo das próprias comunidades no desenvolvimento das atividades. “Os moradores participam diretamente do projeto, inclusive como bolsistas, acompanhando as áreas e contribuindo com o conhecimento local. Isso fortalece não só a produção, mas também a valorização das práticas tradicionais e a construção coletiva das soluções”, completa.

O estudante Leonardo Rodrigues, do curso de Agronomia da Uespi e bolsista do projeto, destaca que a experiência vai além da prática acadêmica, promovendo uma relação direta com as comunidades atendidas. “Tem sido uma experiência muito transformadora, porque a gente não só leva a universidade para dentro das comunidades, mas também aprende com elas. Existe uma troca muito forte entre o conhecimento científico e o saber local. Esse contato abre nossos horizontes e mostra que o conhecimento que vem das comunidades é fundamental. É uma experiência que transforma tanto a gente, quanto as pessoas que participam”, afirma.

A estudante Thayane Silva, ressaltou que a participação no projeto tem sido marcada pelo contato direto com as comunidades e pela valorização dos saberes locais. “Participar desse projeto tem sido uma experiência única, porque a gente aprende conhecimentos que não adquire em sala de aula. Quando chegamos na comunidade, o mais importante é escutar, acolher e entender as demandas das pessoas. A partir desse diálogo, conseguimos desenvolver ações que realmente atendem às necessidades locais e beneficiam toda a comunidade”.

Atualmente, as ações estão sendo desenvolvidas em diferentes territórios do Piauí, incluindo comunidades indígenas, quilombolas e assentamentos rurais nas regiões de Parnaíba, Piripiri e Lagoa de São Francisco. A expectativa é que o projeto seja ampliado para outros municípios nos próximos meses, conforme a articulação com novos parceiros institucionais.

Uespi