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A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) realizou, nesta quarta-feira (1º), a primeira etapa do ciclo 2026 do Programa Conecta Enade. O encontro aconteceu às 10h, no Auditório Central do Campus Poeta Torquato Neto, em Teresina, e reuniu gestores, professores e coordenadores de cursos de forma presencial e remotamente, através da transmissão pelo canal do YouTube. A atividade foi presidida pelo reitor, professor Paulo Henrique Pinheiro.

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Para assistir todas as palestras ministradas, clique Aqui e veja pelo canal oficial da UESPI no YouTube.

Durante a abertura, o reitor destacou a relevância do programa para o fortalecimento dos indicadores institucionais. Segundo ele, o Conecta Enade está diretamente ligado ao desempenho dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). “Esse desempenho impacta os indicadores de qualidade dos cursos e da própria universidade. A UESPI trabalha com foco em dados e indicadores, sempre visando a melhoria do ensino”, afirmou.

O evento marcou o início das ações institucionais voltadas à preparação dos estudantes para o Enade, avaliação do Ministério da Educação (MEC) que integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e mede a qualidade dos cursos de graduação no país.

Na programação, foram apresentadas as diretrizes do exame com base nas orientações do MEC e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), além do planejamento estratégico da universidade para o novo ciclo. Também foram detalhadas as ações do Programa Conecta Enade 2026 e instituídas as comissões de coordenadores.

O Conecta Enade é uma ação permanente da UESPI que articula equipes técnica, pedagógica e de Língua Portuguesa para a preparação dos estudantes concluintes. Ao longo do ano, o programa promove oficinas, palestras e encontros formativos, abordando desde a estrutura da prova até conteúdos específicos de cada curso.

A coordenadora do programa, professora Nadja Pinheiro, explicou que a iniciativa foi criada em 2023 e vem sendo aprimorada conforme as exigências do Inep e do MEC. Atualmente, o Conecta Enade abrange três grandes avaliações de desempenho: o Enade das licenciaturas (Prova Nacional Docente), o Enade dos bacharelados e tecnológicos e o Enamed (Exame Nacional de Formação Médica).

Segundo a gestora, o programa tem como objetivo integrar a universidade a essas avaliações, oferecendo suporte aos estudantes, coordenadores e à comunidade acadêmica em todas as etapas do processo. “O trabalho envolve desde a análise documental e orientação acadêmica até a formação de equipes específicas e ações direcionadas às exigências de cada avaliação”, explicou.

Nadja Pinheiro ressaltou ainda que o foco vai além da preparação para a prova. “Entendemos a avaliação como parte de um processo mais amplo, que envolve toda a trajetória acadêmica do estudante. Trabalhamos desde o primeiro semestre, ouvindo alunos e professores, para aprimorar o ensino e a aprendizagem, além de incentivar aspectos como assiduidade, pontualidade e participação”, destacou.

EXPECTATIVAS PARA OS EXAMES

A procuradora institucional da UESPI, professora Maria Rosário Batista, avaliou positivamente as perspectivas para os próximos ciclos. Segundo ela, a criação do Conecta Enade contribuiu para a melhoria dos resultados institucionais. “O programa funciona como um guarda-chuva, permitindo que os cursos desenvolvam projetos, oficinas, simulados e outras ações com base em edições anteriores do Enade. Os resultados já mostram avanços significativos nas avaliações mais recentes”, afirmou.

A pró-reitora adjunta de Ensino de Graduação (PREG), professora Roselis Machado, reforçou que a expectativa é elevar ainda mais o desempenho dos cursos, especialmente nas licenciaturas. “Com a melhoria das notas, a UESPI também avança em sua avaliação institucional. Nosso objetivo é alcançar conceitos 4 ou 5, o que representa um importante salto de qualidade”, pontuou.

Já a coordenadora do curso de Letras do Campus Clóvis Moura, professora Ermínia Silva, destacou as estratégias adotadas para a preparação dos estudantes. Segundo ela, os alunos são orientados com base no edital do exame e nas competências cobradas na prova. “Trabalhamos conteúdos específicos, além de orientar sobre todas as etapas do processo, como inscrição e preenchimento de questionários. Isso contribui para um melhor desempenho dos nossos estudantes”, concluiu.

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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será usado para avaliar a educação brasileira. As provas anuais que, tradicionalmente, servem como principal porta de entrada na educação superior no Brasil, passam a ter a função de avaliar as competências e habilidades esperadas para o fim da educação básica.

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A alteração nas atribuições do exame está no decreto presidencial 12.915 assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (30), em Brasília, e publicado na edição do Diário Oficial da União desta terça-feira (31).

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a nova competência do Enem vai contribuir para a produção de indicadores educacionais que apoiem o acesso a políticas públicas educacionais.

Na cerimônia onde foi sancionado o decreto presidencial, o ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que com a medida a avaliação será mais precisa.

“Muitas vezes, o aluno que está no terceiro ano [do ensino médio] não está preocupado com a prova do Saeb, mas com a prova do Enem. Por isso, não tenho dúvidas de que vamos aumentar a participação e fortalecer a avaliação do terceiro ano.”

Parte do Saeb Com o novo decreto, o Enem passa a ser a ferramenta oficial do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) para o fim do ensino médio.

O MEC afirma que os resultados obtidos no exame vão servir para atestar o domínio das competências e das habilidades esperadas ao final da educação básica, conforme determinado na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e com as diretrizes curriculares nacionais da educação básica.

Isso significa que os dados coletados no exame serão usados para calcular o desempenho das escolas e o nível de aprendizado dos jovens nas redes de ensino públicas e privadas do país.

Na prática, os dados do Enem vão contribuir para saber se as metas estabelecidas estão sendo batidas.

Diagnóstico e qualidade Como milhões de estudantes fazem o Enem anualmente, o MEC projeta que o diagnóstico gerado será mais preciso e abrangente.

Ao longo do tempo, os indicadores educacionais produzidos pelo Enem poderão ajudar a identificar desigualdades educacionais e também a garantir um padrão de qualidade na educação.

A medida pode garantir a comparação dos resultados do monitoramento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

Transição Posteriormente, o MEC planeja publicar uma portaria para definir a regra de transição para os as edições do Enem de 2027 e 2028 e o uso dos resultados do Saeb de 2025 para fins de cálculo de indicadores educacionais.

Segundo a pasta, a transição irá preservar “a comparabilidade das séries históricas e assegurar continuidade ao monitoramento das metas educacionais”, disse em nota pública.

Enem O Enem continua sendo a principal ferramenta para ingressar no ensino superior, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu); e de iniciativas federais como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão desta etapa de ensino para os candidatos que têm 18 anos completos e também alcançam a pontuação mínima em cada área do conhecimento das provas e na redação.

Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições de ensino superior de Portugal que têm convênio com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para aceitarem as notas do exame.

Desde 1998, o Inep é responsável pela realização anual do Enem.

Agência Brasil

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) iniciou as atividades do Programa AfirmaSUS nos campi Ministro Petrônio Portella (CMPP), em Teresina, e Professora Cinobelina Elvas (CPCE), em Bom Jesus, com a realização das primeiras reuniões presenciais entre docentes e estudantes envolvidos.

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Vinculado ao Programa Nacional de Apoio à Permanência, Diversidade e Visibilidade para Discentes na Área da Saúde, do Ministério da Saúde, o AfirmaSUS tem como objetivo fortalecer a formação acadêmica de estudantes ingressantes por ações afirmativas, articulando ensino, pesquisa e extensão às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS) e de territórios socialmente vulnerabilizados.

Embora compartilhem a mesma base institucional e compromisso com a equidade em saúde, os projetos desenvolvidos nos dois centros de ensino da UFPI apresentam especificidades em seus territórios de atuação e abordagens.

No campus de Teresina, o AfirmaSUS-CMPP concentra-se em ações interprofissionais voltadas às comunidades indígenas Warao e Guajajara em contexto urbano. A proposta tem como foco a interculturalidade, o acesso aos serviços de saúde e a articulação com movimentos sociais.

Intitulada “Interprofissionalidade, Interculturalidade e Intersetorialidade: caminhos para o cuidado e a formação em saúde de comunidades indígenas Guajajara e Warao em Teresina”, a iniciativa é coordenada pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (PRAEC), em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PREXC) e a Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (PREG). O projeto é coordenado pelo professor Angelo Brito Rodrigues, do Departamento de Medicina Comunitária.

Angelo Brito explica que a iniciativa busca ampliar a formação acadêmica dos estudantes a partir de uma perspectiva mais integrada e socialmente comprometida. "O projeto atua no campo da formação interprofissional em saúde, com foco na promoção da equidade, na redução das iniquidades sociais e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da integração entre ensino, pesquisa, extensão e cultura", afirmou.

As ações envolvem comunidades indígenas em contexto urbano, com destaque para os Guajajara, da aldeia Ukair, e os Warao, indígenas venezuelanos que vivem em abrigos na capital. A proposta prevê a atuação de grupos tutoriais interprofissionais formados por estudantes, docentes e profissionais do SUS.

Entre as atividades previstas estão diagnósticos participativos, oficinas comunitárias, rodas de conversa, feiras de saúde, produção de materiais educativos bilíngues (português/Warao) e ações de educação popular em saúde. O projeto também contempla a capacitação de estudantes e profissionais com foco nos determinantes sociais e climáticos da saúde.

Desenvolvido em parceria com a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, o AfirmaSUS-CMPP envolve serviços como Unidades Básicas de Saúde (UBS), Consultório na Rua, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e vigilância em saúde.

A iniciativa está estruturada em dois eixos principais: o fortalecimento do acesso aos serviços de saúde e a valorização dos territórios tradicionais no SUS. Também incorpora debates sobre justiça social, mudanças climáticas e racismo ambiental, além de prever a criação de um Comitê Comunitário Consultivo com participação de lideranças indígenas e movimentos sociais.

Com duração prevista de 24 meses, o projeto busca ampliar o acesso à saúde, fortalecer a participação social e reorientar a formação acadêmica na área, tornando-a mais inclusiva e conectada às realidades sociais.

Por fim, o professor Angelo Brito Rodrigues reafirma que a iniciativa também contribui para a formação de profissionais mais sensíveis às diferentes realidades sociais e culturais presentes no país. "A finalidade do projeto é contribuir para a formação crítica, ética e socialmente comprometida dos futuros profissionais, fortalecendo o acesso aos serviços e a integralidade do cuidado", concluiu.

Formação acadêmica e impacto social

Para o pró-reitor de Assuntos Estudantis e Comunitários da UFPI, professor Emídio Matos, o AfirmaSUS integra um conjunto de iniciativas voltadas ao fortalecimento do SUS e à ampliação da articulação entre ensino, serviço e comunidade.

Segundo ele, a proposta surgiu a partir de discussões nacionais promovidas pelo Ministério da Saúde, durante a gestão da ministra Nísia Trindade, no contexto da Caravana SUS. “É uma proposta que vem para, de fato, trazer uma integração maior entre ensino, serviço e comunidade”, afirmou.

O pró-reitor também destacou que o programa dialoga com políticas públicas como a Lei de Cotas de 2012, ao propor um novo olhar sobre a formação em saúde. Ele ressaltou ainda a importância histórica de marcos como a 8ª Conferência Nacional de Saúde e a Constituição Federal de 1988 na consolidação do SUS.

Para a estudante de Medicina, Ana Luísa Alcântara, bolsista do projeto em Teresina, a experiência amplia a compreensão sobre o conceito de saúde. “Percebi que saúde não é só ausência de doença, é também dignidade, é território, é continuidade de um povo”, destacou.

Atuação em Bom Jesus

No campus Professora Cinobelina Elvas (CPCE), em Bom Jesus, o AfirmaSUS adota uma abordagem multidisciplinar baseada no conceito de Saúde Única, integrando saúde humana, animal e ambiental.

O projeto “Saúde Única em Territórios Indígenas do Sul do Piauí” é coordenado pela professora Márcia Paula Oliveira Farias, do curso de Medicina Veterinária, com cotutoria da professora Amanda Pinheiro de Barros Albuquerque, de Ciências Biológicas.

A iniciativa conta com a participação de docentes de diferentes áreas e estudantes dos cursos de Medicina Veterinária, Ciências Biológicas e Licenciatura em Educação do Campo (LEDOC). As ações são desenvolvidas junto aos povos indígenas Akroá Gamela, nos municípios de Currais e Bom Jesus.

Entre as atividades realizadas estão vigilância participativa em saúde, educomunicação intercultural e capacitação interdisciplinar, com foco na valorização dos saberes tradicionais e no protagonismo das comunidades atendidas.

Atualmente, o projeto reúne 10 estudantes bolsistas, sete da área da saúde e três de outras áreas, além de três voluntários. Todos ingressaram na universidade por meio de ações afirmativas.

Para a estudante Rafaela Fernandes Dias, do curso de Medicina Veterinária, a participação no projeto proporciona uma formação que vai além da sala de aula. “A gente aprende tanto quanto ensina, construindo um conhecimento mais próximo da realidade”, afirmou.

Integração entre Universidade e sociedade

O AfirmaSUS tem se consolidado como uma iniciativa estratégica de aproximação entre universidade e sociedade, especialmente em territórios vulnerabilizados. Ao articular formação acadêmica, inclusão social e fortalecimento do SUS, o programa reforça o compromisso da UFPI com a promoção da equidade, da diversidade e da justiça social na saúde pública.

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