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Governadores buscam novos leilões de energia renováveis PDF Imprimir E-mail
Qua, 11 de Janeiro de 2017 12:52

governadorsEm Brasília nesta terça-feira (10), o governador Wellington Dias esteve presente em reunião com o ministro Fernando Bezerra, do Ministério de Minas e Energia. O encontro, que contou com a presença dos governadores do Ceará e Pernambuco, além de representantes da Bahia e do Rio Grande do Norte, tratou da retomada do Leilão de Energia Reserva. A última edição do certame deveria ser realizada em dezembro do ano passado, mas foi cancelada pelo Governo Federal.

 

O objetivo de Dias e dos governadores e representantes nordestinos é retomar a realização dos leilões para que possa haver, nos estados, abertura de novas usinas e torres de geração de energia limpa. Os investimentos são alternativas à crise energética e contribuem para o crescimento e abastecimento elétrico, além da preservação do meio ambiente.

 

Para o governador Wellington Dias, a realização dos leilões surge como alternativa para a retomada do crescimento econômico e sustentável diante de uma crise recessiva. “Deixamos claro aqui o apelo dos governadores do Nordeste para que a gente tenha, em 2017, a definição do leilão, tanto para energia eólica quanto para energia solar. Ficou acordado que até o mês de fevereiro serão feitas todas as análises para a tomada de decisão e retomada dos leilões, provavelmente, no mês de março. Estaremos dialogando com os órgãos de controle, porque tem a ver com a perspectiva de retomada do crescimento da economia a longo prazo que envolvem indústrias de equipamentos, empresas do Brasil e do mundo. Isso cria um ambiente de muita segurança que é fundamental”, explanou.

 

Para o adiamento dos leilões em dezembro do ano passado, o Ministério de Minas e Energia alegou que o país passava por um momento de excesso de energia no mercado. Na reunião com os governadores do Nordeste, o ministro Fernando Bezerra se comprometeu em reconsultar números e demais dados junto a associações, empresas de pesquisas e órgãos de controle para que ainda no primeiro trimestre o ministério possa anunciar qual a real necessidade ou não de contratação de energia.

 

“Nós explicamos as dificuldades de realizar o leilão ainda 2016, evidentemente, que a gente sabe que isso traz um impacto negativo, tanto na indústria de equipamento quanto nas próprias economias locais, mas temos responsabilidades com os órgãos de controle e com o momento que o Brasil vive, mas o nosso otimismo é de que a economia vai voltar a crescer”, justificou o ministro.

 

Um outro ponto positivo tratado na reunião foi a permissão do chamado leilão híbrido, permitindo a realização de leilões de energia eólica e solar. “Isso é muito bom para o Nordeste e para o Piauí”, pontuou Dias.

 

pi

Última atualização em Qua, 11 de Janeiro de 2017 12:55
 
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