A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abre hoje (5) consulta pública sobre o Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde. A proposta é reunir informações, sugestões e críticas relativas à resolução normativa que institui o programa. As contribuições podem ser feitas até 4 de julho, utilizando formulário disponibilizado no site da agência.

O Programa de Certificação de Boas Práticas em Atenção à Saúde, de acordo com a ANS, busca induzir melhorias no setor de saúde suplementar por meio da certificação de operadoras que desenvolverem projetos relacionados à melhoria do acesso à rede de prestadores, à qualidade da atenção à saúde e à experiência dos beneficiários de planos de saúde.

Uma das iniciativas do programa é o Projeto de Atenção Primária à Saúde, que prevê a concessão, por intermédio de entidades acreditadoras independentes, de um selo de qualidade às operadoras que cumprirem requisitos preestabelecidos. O objetivo, segundo a ANS, é estimular a qualificação, o fortalecimento e a reorganização da atenção básica.

O projeto propõe também o estimulo à implementação de modelos inovadores de remuneração de prestadores no setor e a implementação de indicadores de atenção para monitoramento dos cuidados primários na saúde suplementar.

A agência informou ainda que está sendo discutida uma parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Setorial (BNDES) para fomentar a implementação de projetos em atenção primária à saúde nas operadoras.

Planos suspensos

A ANS determinou a suspensão temporária da comercialização de 31 planos de saúde de 12 operadoras em função de reclamações relacionadas à cobertura assistencial. A medida começa a valer na próxima sexta-feira (8).

Segundo a entidade, a suspensão deve causar impacto direto em 115,9 mil beneficiários, que continuam a ter a assistência regular a que têm direito. Já as operadoras suspensas só poderão voltar a vender esses planos para novos contratantes se comprovarem melhoria no atendimento.

No trimestre compreendido entre janeiro e março de 2018, a ANS recebeu 15.655 reclamações de natureza assistencial, por meio de seus canais de atendimento. Dessas, 13.999 foram consideradas para análise pelo Programa de Monitoramento.

 

Agência Brasil

Um em cada 4 adultos não pode ser considerado praticante de atividade física, diz a Organização Mundial de Saúde. Entre os adolescentes (11-17 anos), quatro em cada cinco são sedentários. Nos adultos, o sedentarismo está presente em 23% dos indivíduos; já nos mais jovens, esse índice é de 81% (a OMS tem critérios mais rígidos para a atividade física nos adolescentes; veja quadro).

Os dados sobre inatividade física foram apresentados pela Organização Mundial de Saúde nesta segunda-feira (4), juntamente com uma meta global: que países-membros da OMS se comprometam com a redução do sedentarismo em 10% até 2025 e em 15% até 2030.

A nova meta da entidade está atrelada a outros objetivos: a diminuição das taxas de doenças associadas ao sedentarismo. Pessoas que não praticam atividade física têm mais chance de desenvolver condições como infarto, AVC (Acidente Vascular Cerebral), câncer de mama e câncer colorrretal, por exemplo.

A atividade física também ajuda no controle do peso, contribui para a saúde mental e previne condições como a pressão alta.

O que é ser ativo para a OMS?

Para ser uma pessoa ativa, é necessário praticar 150 minutos de atividade física aeróbica moderada por semana

Para os adolescentes, a recomendação é de 60 minutos de atividade moderada à intensa todos os dias

Fonte: WHO - Global Action Plan on Physical Activity (2018-2030)

Ainda, estima-se que o sedentarismo onere a assistência à saúde no mundo em US$ 54 bilhões anuais: 57% desse valor é pago pelo setor público e os outros US$ 14 bilhões são atribuíveis à perda de produtividade (quando pessoas começam a faltar ao trabalho por condições associadas ao sedentarismo, por exemplo).

"Apesar disso [dos benefícios da atividade física], o mundo está se tornando menos ativo. À medida que os países se desenvolvem do ponto de vista económico, os níveis de inatividade aumentam", aponta o relatório.

Estudos recentes apontam que o sedentarismo contribui para maiores níveis de glicose no organismo, além de aumentar o risco de mortalidade de modo geral.

A OMS acredita que metas de aumento de atividade física vão contribuir para que outras metas não diretamente associadas à saúde sejam atingidas. Entre elas estão o aumento da qualidade do ar, a conservação do meio ambiente, maior desempenho acadêmico e maior promoção da desigualdade.

A diretriz da OMS para redução do sedentarismo está apoiada em quatro ações:

Criar sociedades ativas: a promoção de uma mudança de paradigma em toda a sociedade, aumento o conhecimento sobre os benefícios da prática de atividade física.

Criar ambientes ativos: Criar ambientes que promovam a atividade física, como parques abertos a todos e seguros.

Criar pessoas ativas: desenvolver programas em diversos contextos (trabalho, escola, etc) para que mobilizar a atividade física.

Criar sistemas ativos: mobilizar a ação política e lideranças, com a capacitação de profissionais.

 

G1

Você já imaginou a sua vida sem ouvir nenhuma palavra? Vinte milhões de brasileiros têm alguma dificuldade para ouvir. Quanto mais cedo o problema for descoberto, maiores são as chances de cura. Para isso, o teste da orelhinha é fundamental. O que podemos fazer para evitar a perda auditiva? Veja tudo na série ‘Escuta Aqui’, do Bem Estar.

A surdez severa ou profunda – aquela em que a pessoa não ouve nada – atinge 300 mil pessoas em todo o país. As doenças infecto-contagiosas, como meningite e caxumba, e as doenças genéticas são as principais causas de problemas auditivos.

Mas a surdez também tem outras causas, como o envelhecimento. Segundo os médicos, normalmente, começamos a perder a audição a partir dos 42 anos de idade, em média. Só que nessa fase ainda não dá para perceber. Os primeiros sinais costumam aparecer entre os 50 e 60 anos. A partir daí, é comum a audição ficar comprometida.

O problema é que esse processo até então natural está mais acelerado. Com a exposição prolongada a sons muito altos, os brasileiros estão ficando surdos cada vez mais cedo. Segundo a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, ruídos com mais de 85 decibéis já trazem riscos.

A otorrinolaringologista Tanit Sanchez coordenou uma pesquisa com 170 crianças e adolescentes de um colégio de São Paulo, que vivem com fone de ouvido. As primeiras lesões, segundo o estudo, estão aparecendo na adolescência. “A presença de zumbido nos adolescentes é o sinal de que eles estão vulneráveis a ruídos e estão tendo uma lesão entre o ouvido e o nervo auditivo. Com o passar do tempo, mantendo os mesmos hábitos, é quase garantido que eles ficarão surdos”, explica.

O fone de ouvido deve ser usado com moderação. Use sempre em um volume baixo que permita ouvir o som externo, prefira os fones com isolamento acústico e não use o fone mais que duas horas seguidas.

Ouvir bem é fundamental para nos comunicarmos. Alguns hábitos podem ajudar a preservar a audição:

Diminuir o volume

Afastar-se da fonte sonora

Usar protetor auricular

Veja os hábitos que afetam a audição:

Uso das hastes flexíveis dentro do ouvido

Uso prolongado de fone de ouvido com som alto

Jejum prolongado

Excesso de carboidrato

Automedicação (Anti-inflamatório, antibiótico e estimulantes sexuais podem afetar os ouvidos)

Prevenção e diagnóstico

A prevenção e o diagnóstico devem ser feitos já nos primeiros dias de vida. Por isso a importância do teste da orelhinha, como explicou a fonoaudióloga Katya Freire. O caminho para evitar problemas é o diagnóstico precoce.

Já nas primeiras horas de vida, dá para saber se a criança tem alguma deficiência auditiva. Desde 2010, uma lei determina que hospitais e maternidades de todo o país façam de graça o teste. Um exame rápido e simples que mostra se o bebê está ouvindo direitinho. Ele dura, no máximo, cinco minutos e é feito no segundo ou terceiro dia de vida.

Outro exame importante é a audiometria, feita a partir dos quatro anos. O paciente coloca um fone de ouvido, que recebe estímulos sonoros em várias intensidades.

Implante coclear ou aparelho auditivo?

A primeira opção deve ser sempre o aparelho auditivo. O implante coclear só é indicado para quem sofre de surdez severa ou profunda nos dois ouvidos e não teve resultado com o uso do aparelho auditivo.

O implante coclear, também chamado de ouvido biônico, é formado por um chip e um fio de eletrodos. O dispositivo é implantado na cóclea, parte do ouvido responsável por receber sons. Do lado de fora, o microfone capta o som e transmite para o processador, que transforma os sons em impulsos elétricos. Esses impulsos estimulam as células auditivas e aí o cérebro perceber o estímulo como um som.

Quem faz o implante coclear enfrenta um desafio que costuma durar muitos anos: aprender a dar sentido às palavras, entender cada som que chega ao ouvido para desenvolver a fala e se comunicar. Por isso, mais do que ouvir é preciso saber escutar.

Já o aparelho auditivo substitui a função das células ciliadas lesadas que ficam na cóclea, amplificando o som baixo e protegendo do som alto. Quando o som chega no aparelho, ele é amplificado, jogado para as células ciliadas internas, segue para o nervo e chega no cérebro. O cérebro é quem ouve, não os ouvidos.

 

G1

Sociedade Americana do Câncer anunciou novas diretrizes quanto a prevenção do câncer colorretal e passou a recomendar que exames sejam feitos a partir dos 45 anos em vez dos 50, recomendação anterior. A mudança veio depois que houve um aumento nos casos de câncer do tipo nos EUA entre adultos mais jovens.

A nova recomendação aparece na publicação científica "CA: A Cancer Journal for Clinicians" de quarta-feira (30).

O câncer colorretal é o terceiro que mais mata pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde. Nos Estados Unidos, é o segundo tipo de câncer que mais mata dentre os que afetam tanto homens quanto mulheres, de acordo com dados do Centro Nacional de Controle de Doenças.

Depois de cair entre 1970 e 2014, os casos de câncer colorretal voltaram a subir nos EUA nos últimos anos em adultos entre 20 e 54 anos.

"Por trás destes números estão pessoas reais, e todos nós do universo do câncer de colorretal. Todos os gastroenterologistas e oncologistas temos vistos mais e mais jovens adultos desenvolverem a doença", disse o Dr. Richard Wender, responsável pelo desenvolvimento das novas diretrizes, à CNN.

Diferentes formas de exame

Para mudar as diretrizes, a Sociedade Americana do Câncer revisou vários estudos sobre exames usados na prevenção do câncer colorretal. Baseados nesta revisão, os pesquisadores identificaram diferentes estratégias que podem ser eficazes.

Eles sugerem que a partir dos 45 anos, as pessoas façam uma colonoscopia a cada 10 anos ou uma colonoscopia virtual a cada cinco anos; ou uma sigmoidoscopia a cada cinco anos; um teste de DNA de fezes a cada três anos; um teste imunoquímico fecal anualmente; ou um teste de sangue oculto nas fezes de alta sensibilidade a cada ano.

De acordo com Wender, apesar da variação dos tipos e da frequência "todos os testes são aproximadamente parecidos e podem ser oferecidos aos pacientes".

"Descobrimos que se você oferecer a escolha entre uma colonoscopia ou um exame menos invasivo, a maioria das pessoas vai optar por algum tipo de exame, que é o nosso objetivo final", diz ele. "Não posso enfatizar o suficiente o quanto tivemos cuidado neste estudo. Levamos dois anos trabalhando nisso para criar um argumento e apresentar evidências que a idade ideal para se começar a fazer exames para todos é aos 45 anos, não aos 50."

Por enquanto, outras organizações de saúde dos EUA ainda não mudaram suas recomendações quanto a idade para início dos exames.

Aumento no número de casos

Em entrevista à CNN, o médico George Chang, chefe da equipe de cirurgia colorretal do hospital Anderson Cancer Center em Houston, nos EUA, declarou que mais estudos podem ajudar a entender as causas do aumento do número de casos.

Segundo ele, o estilo de vida mudou muito nas últimas décadas: "Sabemos que a obesidade está associada com um aumento da incidência de vários tipos de câncer, incluindo o colorretal. E a epidemia de obesidade continua sendo um problema importante nos Estados Unidos. Isso pode ser um dos fatores associados", disse.

Dietas com muita comida processada, sedentarismo e o ambiente também podem ser fatores que contribuem para o aparecimento da doença.

Um estudo divulgado pela Fundação World Cancer Research e o Instituto Americano de Pesquisa do Câncer destacou que existem evidências fortes de que ser fisicamente ativo e comer grãos integrais e alimentos ricos em fibras, juntamente com outros hábitos saudáveis, pode diminuir o risco de câncer colorretal.

Consumir carne vermelha, carne processada e bebidas alcóolicas, entre outros fatores, pode aumentar as chances de câncer colorretal.

Prevenção

Para qualquer adulto, não importa a idade, é importante prestar atenção ao seu corpo e aos hábitos intestinais, diz Chang. Qualquer mudança deve ser comunicada ao médico. "Mesmo se você é mais novo, se notar que houve mudança nos seus hábito intestinais e algo não está certo, vá ver seu médico", diz.

A médica Nilofer Saba Azad , professor de oncologia no hospital Johns Hopkins em Baltimore, concorda com a mudança nas diretrizes.

"Não é que você conseguirá identificar mais cedo pessoas com câncer, mas que conseguiríamos identificar pessoas mais jovens com apenas pólipos que podem ser removidos e eles nunca nem tenham câncer. É prevenção e não apenas diagnóstico precoce", disse ela à CNN.

 

G1

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