Os casos notificados de dengue e chikungunya continuam em redução em 2018, quando comparados ao mesmo período de 2017, é o que aponta o Boletim da 22º semana Epidemiológica da Sala Estadual de Coordenação e Controle de Arboviroses, da Secretaria de Estado da Saúde.

Em 2018, foram 1.062 casos notificados de dengue, em 71 municípios, representando uma redução de 69,3% em relação a 2017, que foram 3.456 notificações. Os casos de chikungunya também mantém redução. Em 2018, foram 270 casos, já em 2017, foram 2.613, demonstrando uma redução de 89,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Boletim aponta também que todos os casos notificados de febre amarela em 2018  foram descartados.

Apesar dessa redução, a Secretaria de Estado da Saúde reforça que a população tome medidas simples para o combate ao mosquito Aedes aegypti, especialmente nesse período chuvoso:

- Mantenha os ambientes limpos e longe do vetor dessas doenças

- Evite acúmulo de água em pneus, garrafas, latas

  • Mantenha caixas d’água cobertas

 

http://www.saude.pi.gov.br/uploads/warning_document/file/352/Boletim_Epidemiologico

Sesapi

Aqueles com indicação para tomar a vacina contra a gripe têm até a próxima sexta-feira (15) para se vacinar, diz o Ministério da Saúde. Até agora, a campanha atingiu 78,4% do público-alvo (41,2 milhões): 13,1 milhões de pessoas ainda devem procurar os postos de saúde para que a meta de 54,4 milhões seja atingida.

Crianças entre seis meses e cinco anos foram as menos vacinadas: 57,5% foram levadas para os postos de saúde. O número de crianças vacinadas, contudo, aumentou em relação aos dados divulgados em maio: na ocasião, 34,9% haviam sido imunizadas.

O público com maior taxa de vacinação até o momento são mulheres que tiveram parto recente (86,7%), seguidas pelos idosos (86,6%), professores (85,4%) e indígenas (81,7%).

O Ministério da Saúde organiza campanhas de vacinação contra a gripe todos os anos um pouco antes do inverno. São escolhidos grupos com maior probabilidade de pegar a doença ou com maior risco de complicações graves.

O ministério informa que a escolha desses grupos segue recomendação da Organização Mundial de Saúde, decisão que também tem por base estudos científicos.

Quem tem indicação para a vacina:

Professores da rede pública e privada;

Profissionais de saúde;

Crianças entre 6 meses e cinco anos (estão com a menor cobertura);

Gestantes;

Mulheres com parto recente (com até 45 dias);

Idosos a partir de 60 anos;

Povos índigenas;

Portadores de doenças crônicas;

População privada de liberdade (inclui funcionários do sistema prisional e menores infratores).

Quatro fatos sobre a vacina da gripe

A vacina contra a gripe é feita com vírus morto (inativo); por isso, especialistas indicam que o imunizante tem grande margem de segurança;

A vacina não é nem feita com o vírus inteiro (são apenas partículas do micro-organismo);

Todos os anos, a vacina é atualizada de acordo com os tipos de vírus mais frequentes. A desse ano protege contra três tipos de vírus;

As reações possíveis incluem um pequeno mal-estar por resposta do sistema imunológico. Também pode ser que ocorra dor muscular no local da aplicação.

 

G1

Cerca de 10% das pessoas que foram ao hospital por tuberculose já haviam tido a doença, mas abandonaram o tratamento anterior, mostram dados do Ministério da Saúde. A terapia para a tuberculose é longa para se certificar da eliminação do bacilo de Koch (bactéria causadora da doença). Pacientes precisam tomar medicamentos diários por seis meses -- o que poderia explicar a elevada taxa de retratamento por abandono.

Além da maior mortalidade e do retorno dos casos, o abandono ao tratamento traz dois impactos: maiores custos ao sistema de saúde e maior possibilidade de bactérias resistentes, indica Júlio Croda, infectologista, vice-presidente da Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose e pesquisador da Fiocruz.

"Normalmente, a taxa de cura com a terapia completa é de 95%. Quando a pessoa abandona o tratamento e a bactéria se torna resistente, esse índice cai para 50%, com perspectiva de maior mortalidade e maiores custos para o sistema de saúde" -- Júlio Croda.

Uma das possibilidades para melhorar a adesão à terapia, diz Croda, é o investimento em uma maior cobertura do tratamento supervisionado -- quando agentes de saúde se certificam que o paciente está tomando o medicamento.

"Temos uma taxa importante de abandono, mesmo com o advento da droga quatro em um. Investimentos precisam ser feitos para diminuir esse índice -- um deles é a ingestão supervisionada de medicamento" -- Júlio Croda.

A ação da ingestão supervisionada, diz o pesquisador, é feita por agentes de saúde no programa Estratégia Saúde da Família no SUS, por exemplo. "Enquanto você não tem um tratamento em menor tempo, esse é o fator que mais tem contribuído para a adesão", explica Croda.

No geral, o Brasil registrou 69,5 mil casos novos da doença em 2017. Desses, 13.347 são de pessoas que voltaram ao sistema de saúde após deixarem o tratamento ou terem algum insucesso da terapia.

Hoje, o Brasil tem 33,5 casos de tuberculose a cada 100 mil habitantes --- número acima da meta preconizada pela Organização de Mundial de Saúde (de 10 casos/100 mil).

Mortes e população carcerária

Em relação às mortes, o país registrou 4.426 óbitos por tuberculose em 2016 -- os dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram, no entanto, uma sutil baixa da mortalidade com o passar dos anos: há uma redução média anual de 2% na mortes de 2007 a 2016.

Apesar da diminuição, a pasta considera que a tuberculose ainda é um problema de saúde pública no país; e, por isso, lançou em 2017, o "Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como Problema de Saúde Pública". O plano estabeleceu, por exemplo, os testes rápidos para acelerar o diagnóstico da condição e diversas estratégias para chegar à meta de incidência recomendada pela OMS.

O Brasil tem o compromisso de reduzir a mortalidade para menos de 1 óbito por 100 mil habitantes até 2035.

Algumas populações mais vulneráveis também apresentam maior incidência e podem estar contribuindo para uma parcela do número de casos. A população privada de liberdade, por exemplo, responde por 10% dos casos; e, por isso, está sendo alvo de projeto específico lançado na quarta-feira (6) pelo Ministério da Saúde.

"A prisão funciona como uma instituição amplificadora. O preso adquire tuberculose dentro da prisão e transmite para a comunidade. Calculamos que 20% dos casos hoje estão relacionados ao sistema prisional, quando a população carcerária representa só 0,3% da população" -- Júlio Croda.

O pesquisador explica que a superlotação das prisões facilitam a transmissão -- ele estima que a incidência em pessoas privadas de liberdade chega a ser 30 vezes superior que na população em geral. Também há menos diagnósticos e menor quantidade de médicos para a população encarcerada.

"Na prisão brasileira, a taxa de cura média é superior que na comunidade. A questão principal são as condições de encarceramento e a falta de diagnóstico precoce que favorece a uma maior transmissão", explica.

Retratamentos

Os estados com maior proporção de pessoas que tiveram que voltar a se tratar foram Rio Grande do Sul (23,3%), Rondônia (19,9%) e Paraíba (19,5%) em 2016

Nesse mesmo ano, o percentual de cura de casos novos foi 73%, maior do que se comparado ao ano de 2015 (71.9%). Os estados do Acre (84,2%), São Paulo (81,6%) e Amapá (81,7%) alcançaram os maiores percentuais de cura no mesmo ano.

As capitais com maior número de casos da tuberculose, em 2017, foram Manaus (104,7/100 mil hab.), Rio de Janeiro (88,5 /100 mil hab.) e Recife (85,5/100 mil hab.).

O Ministério da Saúde considera que "a situação da tuberculose nas capitais do país exige atenção, uma vez que 70,4% delas (n=19) apresentaram coeficiente de incidência superior ao registrado no país", avalia o boletim feito pela Secretária de Vigilância do Ministério da Saúde.

Avanços e HIV

Após o lançamento do Plano do Fim da Tuberculose, 71,4% dos casos fizeram diagnóstico por confirmação laboratorial em 2017.

No mesmo ano, 73,4% dos casos foram testados para o HIV, diz o Ministério da Saúde.

A testagem para o HIV identificou que 9,2% dos casos novos de tuberculose eram de pessoas que também eram soropositivas para o HIV.

 

G1

Um exame de sangue em investigação conseguiu prever com até 80% de precisão quais mulheres terão bebês prematuros. O achado é particularmente importante porque o teste é tão preciso quanto à ultrassonografia, mas pode ser feito a um custo bem menor, avaliam cientistas envolvidos no desenvolvimento do teste.

Os detalhes do exame foram publicados nesta quarta-feira (7) na revista "Science" e foi feito por cientistas da Universidade de Stanford e da Universidade da Pensilvânia (EUA).

Stephen Quake, professor de bioengenharia de Stanford liderou os estudos. A equipe de Quake já tem expertise na área: eles desenvolveram um teste em 2008 que identifica com precisão o risco para síndrome de Down. O exame já é comercializado.

Agora, o novo teste, além de identificar o risco para o parto prematuro, também pode ser usado para indicar a idade gestacional e prever a data do parto.

Como o teste foi desenvolvido

O exame foi feito, em um primeiro momento, a partir de sangue colhido em mulheres grávidas na Dinarmarca. Nas amostras, os cientistas identificaram nessas mullheres uma série de partículas que indicam o risco de parto prematuro. Depois, demonstraram ser possível encontrar essas partículas em um exame de sangue.

Estudos anteriores também identificaram que um grupo de genes, quando presentes, indicam maior risco de parto prematuro. Cientistas também avaliaram estruturas da placenta e do feto, além de outras substâncias que compõem o material genético.

Em um segundo momento, a equipe de Quake também avaliou 38 mulheres americanas em risco de parto prematuro (esse risco foi avaliado porque essas mulheres já tinham tido esse tipo de parto anteriormente). Nesse grupo, 13 gestantes tiveram parto prematuro, e o restante (25) tiveram bebê no tempo devido.

A partir desse estudo, cientistas observaram que alguns genes emitiam sinais confiáveis que indicavam a possibilidade de um parto ser prematuro; e, com esses dados, o teste foi desenvolvido. Agora, o exame precisa ser avaliado em mais mulheres gestantes antes de ser comercializado, indica a Universidade de Stanford.

 

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