O Brasil tem problemas e isso não é nenhuma novidade. Há anos vivemos  um dos mais graves momentos políticos de nossa história, com o adicional de uma crise econômica que está deixando milhões de brasileiros sem emprego e esperança.

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Mas não é ponderável colocar a culpa apenas na classe política. A culpa é de todos nós, brasileiros eleitores e cidadãos, que por vezes nos ocupamos em apontar o dedo para os erros dos outros sem, contudo, consertar os próprios.

O brasileiro é uma espécie a ser estudada em profundidade. Parece-me ser a única sobre a face terrestre a fazer piadas pejorativas de si mesmo e de achar que tudo é culpa “deles”, e não a própria.

É certo que o sistema político brasileiro está a algumas dezenas de anos-luz do ideal, diria até distante o suficiente para ser alcançado.Não existe governo corrupto em uma nação ética. Não existe nação, com governo transparente e democrático. Sempre entre governo e nação há um jogo. Em nações onde o trânsito funciona, em nações onde se paga os impostos mais corretamente, em geral, nessas nações o governo é mais transparente. A corrupção é um mal social coletivo e não apenas do governo. É o governo que está em jogo ou um comportamento social.

Quem pensa chega a uma conclusão de que precisamos modificar muitas coisas até termos políticos sério e honestos, o que parece dicotomia ligar política à honestidade, mas deveria ser regra e não exceção. Somos nós que colocamos o corrupto onde ele está. Somos nós que damos aval a cada quatro anos para que nos roubem, para que tramem e, muitas vezes, damos a chance não apenas uma vez, mas duas, três, quatro e para sempre até que a morte tire de circulaçãoo bandido politico.

Quase virou senso comum o pensamento de que todo politico é corrupto e sendo assim é absolutamente normal e esperado que ele compre voto. E se ele não oferecer isso frustra o povo demente que infelizmente é maioria no cenário brasileiro.

Mas o que uma eleição em qualquer  município, principalmente no nordeste brasileiro,  está mostrando é que precisamos, nem que seja por  lei, banir essa prática tão nefasta. O que faz pensar e repensar essa politica profissional existente nas cidades brasileiras e aprovada pela maioria dos eleitores alienados. Quem raciocina chega a uma conclusão breve: Quem compra voto é bandido. Não venda seu voto por valor nenhum, o ladrão rouba seu celular, sua carteira ou cartão de crédito, mas o politico rouba sua saúde, sua educação, seu futuro, seu emprego. O ladrão escolhe você. Mas é você quem escolhe o político. Não é a política que faz ele virar ladrão, é o seu voto que faz o ladrão virar político.

O descalabro do assalto ao bem público tem transformado o Brasil, os Estados e os Municípios em piadas no exterior. E, pior: vem gangrenando a economia interna de tal forma a condenar milhões de brasileiros a permanecer reféns de programas sociais, que sempre tiveram como pano de fundo o interesse de angariar votos para as eleições seguintes.

A História tupiniquim também comprova a completa incompetência do Estado em administrar suas empresas, mas ao mesmo tempo uma incrível habilidade em usá-las como peças de um jogo em que três lados participam: governo e empresas privadas corruptas (vencedores) e a sociedade (perdedores).

Sem sombra de dúvidas, sob minha humilde ótica, a União, os Estados e os Municípios não deveriam ser donos de empresa alguma. Eles deveriam agir apenas como supervisores com poderes de interdição em casos de extrema necessidade. Digo isso porque na iniciativa privada, ainda que possa parecer crueldade, o que importa é atingir os objetivos pelo menor custo possível.

Quando nós falamos em vítimas da corrupção, nós chegamos à conclusão de que os ladrões do dinheiro público, são ladrões e assassinos, iguais ou piores do que os meliantes  das facções do trafico de droga,  porque há pessoas morrendo nos corredores dos hospitais por falta de dinheiro. Há pessoas morrendo nas ruas das cidades por falta de segurança e os mesmos alegam não ter recursos suficientes para oferecer um bom sistema de saúde, uma boa segurança  pública e uma educação de qualidade, mas enquanto dizem isso, roubam de forma continuada todos o dinheiro público, e dilapidam  o patrimônio da sociedade. Então, eles são os piores ladrões e assassinos, porque em cada desvio de uma verba pública, roubam de uma só vez a população de todo um Estado ou de todo um Município. 

 Por José Osório Filho

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