O São Paulo mostrou uma série de deficiências no período em que não contou com Everton. Tratando de uma fibrose na coxa esquerda, o meia-atacante estava sendo aguardado ansiosamente pela torcida tricolor e passou a ser a esperança de boa parcela dos são-paulinos que ainda sonham com o título do Campeonato Brasileiro.

Everton acabou se machucando no clássico contra o Santos, que terminou em 0 a 0, pela 25ª rodada do Brasileirão. Na ocasião, o meia-atacante sequer voltou para o segundo tempo. Desde então, o Tricolor enfrentou o América-MG, o Botafogo e o Palmeiras, e não venceu nenhum dos duelos citados.

“Gostaria que o Everton estivesse bem, é um jogador claramente titular do time, mas só treinou três dias, não tinha como jogar 90 minutos, ainda corre risco de lesão e optamos por deixá-lo para o segundo tempo, poupá-lo pelas condições que ele reunia”, explicou Aguirre, que no Choque-Rei do último sábado acionou o atleta somente na etapa complementar.
Além de dar profundidade ao São Paulo, coisa que faltou ao time nas últimas rodadas, em que desempenhou um futebol bem mais lento, parecido com aquele dos anos em que o time lutou contra o rebaixamento, Everton é extremamente importante na fase criativa da equipe. Ao lado de Nenê, o jogador é quem mais soma assistências para gol, são seis no total. Em 21 jogos no Brasileirão, o meia-atacante marcou cinco gols e também sofreu dois pênaltis.

Ora por lesão, ora por suspensão, o técnico Diego Aguirre ainda aguarda para voltar a colocar em campo o time considerado ideal, o que não acontece desde a primeira rodada do returno. No próximo domingo, contra o Internacional, o comandante são-paulino, enfim, poderá acionar seus principais atletas para recuperar os pontos perdidos no Choque-Rei. Everton, se não houver qualquer imprevisto, deverá ter condições de atuar por 90 minutos. A ver se o meia-atacante fará jus à grande expectativa dos torcedores e recolocará o Tricolor na ponta da tabela do Brasileiro.

 

gazetaesportiva

palmO Palmeiras venceu o São Paulo, por 2 a 0, no Morumbi, e o ganhador do Clássico Rei disparou na liderança do Campeonato Brasileiro. O Verdão, agora, tem 56 pontos, empurrando o Tricolor para a quarta posição, com 52 pontos.

Na briga pela ponta, o Internacional permanece na vice-liderança, com 43 pontos, mesmo tendo perdido para o Sport, por 2 a 1, sexta-feira. O Flamengo, com 52, é o terceiro porque também na sexta-feira ganhou do Corinthians, por 3 a 0, na Arena Itaquera.

O Grêmio se manteve em quinto lugar, com 51 pontos, porque acabou tendo trabalho com o Bahia, na Arena Grêmio. O Tricolor Baiano abriu 2 a 0, mas o Grêmio ainda buscou o empate e evitou a derrota diante de sua torcida.

GALO TAMBÉM VACILA

Outro time que vacilou foi o Atlético Mineiro, que deu mole e perdeu para a Chapecoense, por 1 a 0, com um gol de Doffo nos acréscimos. O Galo permanece em sexto lugar, com 45 pontos, e longe do bloco de frente.

A Chapecoense deixou a zona de rebaixamento, porque chegou aos 31 pontos, empurrando o Vasco (30) para a degola novamente. Acima de Vitória (29), Sport (27) e Paraná (17) e virtualmente rebaixado.

 

futebolinterior

arboledaO zagueiro Arboleda foi convocado para disputar dois amistosos do Equador contra o Catar e Omã, nos dias 12 e 16 de outubro. Com isso, a princípio, o defensor pode desfalcar o São Paulo no jogo contra o Internacional, em Porto Alegre, no dia 14.

 

O São Paulo pode pedir à federação do Equador que o atleta não seja convocado, porém, visto que se trata de uma data Fifa, a seleção não é obrigada a liberar o jogador. Por outro lado, há a chance do zagueiro pedir a liberação para jogar pelo Tricolor.

 

O Tricolor ocupa a 3ª posição no Campeonato Brasileiro, com 52 pontos. Já o Inter é o segundo, com um ponto a mais do que o clube do Morumbi e empatado com o líder Palmeiras.

 

esporteinterativo

manoEliminado nas quartas de final da Taça Libertadores para o Boca Juniors, o Cruzeiro agora volta as atenções para a decisão da Copa do Brasil. Na semana que vem, inicia a disputa do título com o Corinthians, no Mineirão, às 21h45 (de Brasília). O jogo de volta será no dia 17, na Arena Corinthians, em São Paulo.

Na sétima posição, sem chances de título no Brasileirão, e a oito ponto do sexto colocado (o rival Atlético-MG, que soma 45 pontos), o Cruzeiro pode fechar o ano com mais um título (além do Campeonato Mineiro) e, de quebra, garantir a participação a Libertadores do ano que vem. Com tudo isso, o técnico Mano Menezes foi perguntado se o título contra o Corinthians seria uma obrigação para o Cruzeiro, e teve uma reação forte ao questionamento:

"Obrigação? Obrigação no futebol? De ganhar e ser campeão? Quem tem que ganhar é quem não ganhou nada. Aqui em Belo Horizonte já teve campeão"

- O Cruzeiro foi campeão - respondeu, cutucando o time atleticano.

Sobre a eliminação na Libertadores poder afetar o rendimento - e principalmente o astral dos jogadores - na decisão da Copa do Brasil, o treinador rechaçou.

"A gente não vai ter astral baixo. Vai ter a dor da perda. O resultado de derrota, em caso de eliminação, tem que ser sentido por nós. Futebol é assim. Temos que ser inteligentes para fazer a analise correta, e vamos ter"

E o torcedor teve uma atitude bonita com o time após o jogo, houve algo que lhe agradou na entrega. E jogamos contra o Boca, não contra o Íbis. Vamos jogar com um grande também na final da Copa do Brasil, então, vamos abrir o olho, para que algumas coisas não se repitam.

Aplausos e incentivo para 4ª

Por fim, Mano destacou a reação da torcida, que reconheceu o esforço do time cruzeirense diante do Boca Juniors e, mesmo com o empate em 1 a 1 e a eliminação no Mineirão, aplaudiu os jogadores ao término da partida.

- O torcedor do Cruzeiro foi brilhante no estádio, não temos nada para reclamar, apenas elogiar. Ele nos ajudou muito. E a entrega dos jogadores foi na mesma proporção, por isso os torcedores aplaudiram no final.

"Não se comemora uma eliminação. Foi um gesto de carinho com os jogadores, e isso é que vai nos dar mais força para buscar um resultado importante no primeiro jogo da final"

 

GE

Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

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