A Justiça do Rio de Janeiro proibiu nesta quarta-feira a entrada, permanência e participação de crianças e adolescentes nas dependências do Ninho do Urubu, o centro de treinamento do Flamengo, que na última sexta foi palco de um incêndio que vitimou 10 jogadores da base e deixou outros três feridos. A decisão tem caráter liminar e atendeu a uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público (MP-RJ).

A determinação é do juiz Pedro Henrique Alves, da 1.ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso. O magistrado estipulou a aplicação de uma multa de R$ 10 milhões ao Flamengo e de R$ 1 milhão ao presidente do clube, Rodolfo Landim, caso a decisão seja descumprida.
De acordo com o juiz, em fiscalizações anteriores ao incêndio foram identificadas diversas irregularidades "no tocante às acomodações, alimentação, atenção à saúde, à educação, acompanhamento pedagógico e psicológico, documentação de cada atleta, equipe profissional e convivência familiar e comunitária".

Pedro Henrique Alves também ponderou que o clube havia se comprometido a resolver os problemas. "O então presidente do Clube de Regatas do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, solicitado, compareceu neste Juízo (no passado) e se comprometeu a sanar todas as irregularidades apontadas tanto pelo Ministério Público, quanto pelo Serviço de Fiscalização deste Juízo".


Na última terça-feira, peritos de diversos órgãos do Estado e da Prefeitura do Rio de Janeiro, incluindo Ministério Público e Corpo de Bombeiros, realizaram uma vistoria nas dependências do CT. O resultado da perícia também foi considerado para a liminar desta quarta.


"Foi realizada nova fiscalização pelo Serviço de Fiscalização da 1.ª Vara da Infância e da Juventude e verificou inovação realizada pelo Clube de Regatas do Flamengo que, sem sequer comunicar a este Juízo, realizou o alojamento de adolescentes nos containers que, infelizmente, pegaram fogo, ceifando a vida de dez deles e ferindo outros três. Assim, certo é que não se desincumbiu o Clube de Regatas do Flamengo de todas as suas obrigações, quer preconizadas no Estatuto da Criança e do Adolescente, quer nas legislações trabalhista, sanitária e de postura municipal, dentre outras", escreveu o juiz.

Laudos dos peritos que fizeram visita técnica na última terça-feira serão apresentados nesta sexta em um encontro que acontecerá na sede do MP-RJ, no centro do Rio de Janeiro. Um pedido de interdição parcial ou mesmo total do CT do Ninho do Urubu não está descartado. O Flamengo ainda não se manifestou sobre a decisão.

 

AE

 

anulaçaoNesta quarta-feira, a Ponte Preta anunciou que irá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Despoitva (STJD) pedindo a anulação da partida de terça-feira contra o Aparecidense de Goiânia pela Copa do Brasil, alegando interferência externa sobre a arbitragem.

Segundo o clube, o seu departamento jurídico já está levantando todas as imagens e provas necessárias para o abrir o processo, o que pretende fazer o mais rápido possível.


A polêmica aconteceu aos 44 minutos do segundo tempo, quando Hugo Cabral balançou as redes e o gol foi validado pelo juiz Léo Simão Holanda. No entanto, o jogador estava em posição irregular e os atletas do Aparecidense foram para cima do árbitro indignados com o erro. Depois de oito minutos de muita confusão, o juiz voltou atrás, assinalou o impedimento e anulou o tento pontepretano.

“Ficou claro que o árbitro corrigiu um erro com outro, porque havia validado o gol e só voltou atrás por interferência externa, o que pela regra não pode. VAR só tem na fase final e a TV tem imagem do delegado da partida entrando no campo, falando com o árbitro e o quarto arbitro. É nítido que as regras foram quebradas”, disparou o Executivo de Futebol da Macaca, Marcelo Barbarotti.

“A Copa do Brasil é apontada como a competição mais democrática do país, mas as regras precisam ser seguidas. Ninguém está discutindo o impedimento em si e sim interferência do delegado da partida. Tivemos algo similar na final do Paulista e temos a convicção de que fomos prejudicados ontem. Estamos pedindo a anulação em respeito ao clube e ao torcedor, em busca de uma moralização. O delegado não tinha esse direito”, concluiu o dirigente.

 

gazeta

Foto: reprodução

Depois de muita discussão, Vasco e Resende vão, enfim, se enfrentar pela semifinal da Taça Guanabara. A partida acontece nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Maracanã. O duelo ocorreria no último fim de semana, mas foi adiado devido ao incêndio no Ninho do Urubu. Depois, houve a tentativa de remarcar o jogo para quinta-feira, em virtude da previsão de forte chuva no Rio de Janeiro.

Com a confirmação da partida, as equipes se preparam para um jogo atípico. A venda de ingressos foi suspensa - foram vendidos 12.212 bilhetes. O Maracanã receberá um público bem inferior ao de grandes decisões, mesmo as mais recentes. Ainda há o temor de que a chuva estrague o gramado e atrapalhe a logística.

Dentro de campo, a vantagem será do Vasco. Dono da melhor campanha da primeira fase da Taça Guanabara, o time se classifica para a final até mesmo com um empate. O Resende, grande surpresa da competição, precisa da vitória.

Vasco - técnico Alberto Valentim
Com uma semana cheia de treinos, Valentim tem a força máxima do elenco à disposição. Mas deve optar por deixar no banco o principal reforço da temporada: a tendência é de que Bruno César fique como opção e dê lugar a Thiago Galhardo. Werley, que voltou a treinar após acompanhar o enterro do primo Pablo, vítima do incêndio no Ninho do Urubu, está confirmado como titular.

Quem está fora: Ramon, Breno, Marcelo Mattos e Claudio Winck.


Resende - técnico Edson Souza
O volante Vitinho, que se recupera de um edema no pé, é a única dúvida para montar a equipe. O atacante Maxwell, artilheiro do Carioca com seis gols, está confirmado para a partida.


Rodrigo Nunes de Sá apita a partida, auxiliado por Thiago Henrique Neto Correa Farinha e Daniel de Oliveira Alves Pereira.

 

GE

brunosilvaO volante Bruno Silva estará em campo nesta quinta-feira, às 20h30, para encarar o Flamengo pelas semifinais da Taça Guanabara. Ele seria julgado nesta quarta pela cusparada em direção aos torcedores do Vasco no clássico disputado em Brasília no dia 2 de janeiro, mas a sessão foi adiada.

O motivo foi o alerta de chuva forte na cidade do Rio. A tendência é a de que Bruno seja julgado na próxima quarta-feira. Sendo assim, também disputaria uma eventual final de turno caso o Tricolor elimine o Rubro-Negro.

Bruno Silva pode pegar um gancho de até 18 jogos. Ele foi denunciado pela promotoria do TJD-RJ nos artigos 258 (ação contrário à ética desportiva) e 254-B (cuspir em outrem) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

 

 

Lançe

Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C