Defensoria Pública deu entrada esta semana no pedido de aplicação de medidas protetivas para o bebê de um mês agredido a mordidas pelo próprio pai. Cabe agora à juíza Maria Luiza de Moura Melo, da 2ª Vara da Infância e da Juventude de Teresina, analisar e despachar a solicitação.

Segundo a defensora Carla Cibele, as medidas solicitadas foram: registro de nascimento, afastamento do pai, acompanhamento da família pela rede de proteção e outras providências que a juíza entender cabíveis.

"Percebemos que a criança não tinha registro de nascimento ainda. Pedimos que seja providenciada a busca da Declaração de Nascido Vivo para confeccionar a certidão", explicou.

Para a defensora, o pedido de afastamento do pai levou em consideração que ele estava preso por violência doméstica e não pela agressão à criança. "Por temer que o pai pudesse ser solto, nós pedimos afastamento dele. O agressor foi denunciado na Vara do Tribunal do Júri por tentativa de homicídio, mas o processo está bem inicial", comentou.

No pedido à Vara da Infância, a Defensoria frisou ainda a necessidade de que a família materna seja acompanhada pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

"Como a criança está no hospital sendo acompanhada pela tia e a mãe, não tomamos medidas em relação à guarda ou família substituta. Vamos aguardar ela ter alta para saber onde vai ficar, provavelmente com a família materna e essa precisa de acompanhamento especial", pontuou Carla Cibele.

Pai foi indiciado

A Polícia Civil concluiu em abril o inquérito que investigou as agressões a um bebê, que apresenta lesões por mordidas e teve o lábio inferior completamente arrancado. O pai do bebê foi indiciado por quatro crimes: tentativa de homicídio, ameaça, lesão corporal e difamação.

O pai está preso preventivamente desde o dia 15 de abril, data em que as agressões aconteceram. A criança permanece internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), sem previsão de alta.

A delegada Anamelka Cadena, titular do Núcleo de Feminicídio do Piauí, destacou ainda que a mãe, em depoimento, informou sofrer agressões e ameaças por parte do marido no dia do crime e, antes disso, durante anos. Ela não havia denunciado, segundo Anamelka, por medo do companheiro.

 

G1

Luan Gás
Tem contabilidade
Drogalider
Casa da Vóvo
sdsdsdsds